Poema Casa
Não estou te implorando nada, mas por favor sai dessa depressão, aparece, sai de casa, vem me ver...
A alegria de minha casa não é o dinheiro, mas um Deus de ternura, bondade e simplicidade. A vida precede a glória dos séculos vindouros.
A vida é uma eterna senhora de oitenta e poucos anos, sentada á porta de casa, num banquinho de tábuas mal pregadas e maltratadas pelo sol e pela chuva, com um punhado de linha e uma agulha de tricotar nas mãos enrugadas. Todas as manhãs e fins de tarde se distrai a observar sua platéia que faminta pelo prazer e pela necessidade infindável do “ter” transita em suas vistas, sem muitas vezes notá-la ali presente todos os dias.
Quem é líder de si mesmo consegue até ser presidente de uma empresa, porém não domina a própria casa e a família.
Minhas dores, guardo todas no porão da antiga casa. Padecerão de abandono na minha coleção mais bizarra, mas nunca de esquecimento.
Fiz dessa casa escura e silenciosa um lindo lugar para abrigar meus sonhos que tão amargamente esperam a realidade.
Ah! Só meu amor me sabia! Se por descuido passei a amar, em casa instante ele se fada mais indispensável. Meu coração escolheu e agora minha carne exigia sua presença. Ah! Como meu corpo exige! Se o medo me invadia, se vago o horizonte, se fria a aragem, meu amor era minha moeda. Sobe os juros do amor eu me enriquecia.
Construir uma vida com mentiras é como construir uma casa feita com tijolos de açúcar, parece doce, mas vai ruir.
Maria não saía de casa, não andava na rua e não comprava maquiagem. Maria ficava em casa sozinha, olhando pro teto. Maria não gostava de conversar, não falava com os pais e não tinha amigos. Maria tinha um peixe que chamava Beto, que comia pouco e ficava no copo. Maria não tinha sonhos, mas também não tinha frustrações. Maria era saudável, porém comia pouco. Maria não tinha roupa rosa, muito menos sandálias de salto. Maria ria pouco, falava pouco e vivia pouco. Maria não era bonita, nem interessante e muito menos legal. Maria vivia o tédio, conversava tédio e dormia tédio. Maria não se olhava no espelho, não usava saia e não passava batom. Maria ficava em casa o dia todo lendo, lendo um livro que ganhou. Maria virava noites para acabar de ler aquele livro. — O livro de Maria falava sobre uma garota perfeita, mas que tinha uma vida parecida com a sua. Ela era linda, mas não saía de casa, nem tinha amigos, e adorava ler. Lia tanto que um dia entrou dentro de uma história. E lá ela viveu mais do que tinha vivido em toda sua vida. — Maria se achava parecida com o livro. Maria queria ser como a personagem do livro, não bonita, mas com a capacidade de entrar na história. Maria lia pra espantar o tédio, a tristeza, e a saudade. Maria dormiu com o livro na mão e acordou dentro da história. Maria encontrou com a garota, e conversaram muito. Maria estava decidida a ficar no livro, quando a menina gritou “Não fica Maria, compra maquiagem e vai viver tua vida. Lá fora é difícil, mas lá fora é vida".
Das pedras do caminho, construí uma casa de fé ,com cercas branquinhas de esperança.....Tudo construído através da ponte que fiz, com a voz do silêncio......Ponte para minha alma!
Saí de casa a te buscar, cruzei o país a caminhar. Desenhei nas ruas um amor, que já não sei se é real ou se não existe. E se eu sou triste, a causa é você.
No entardecer da mata, na sinfonia dos bichos, na morada da mãe natureza faço minha casa, dos arbustos meu abrigo, da cachoeira meu vestido, do céu meu infinito, aonde o fogo nos aproxima trazendo a tona meus instintos, em mil anos não poderia explicar o prazer de acampar.
A Casa do Executivo que abriga o Prefeito, Governador ou Presidente, é mais ou menos parecida com a casa de Deus, que abriga o Bispo, Padre ou Pastor. O único diferencial entre elas é a forma da aquisição do tributo: "Na Casa de Deus, dá quem pode; na do Executivo, não pode, quem dá, entretanto, todos respondem sobre o destino da verba". Se não prestarem suas contas com o povo, com certeza prestarão com Deus ou com o Diabo.
Mauro Donizetti Ferreira
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Toô orando por você GAROTA que em kasa naum pega uma vassoura pra limpar a casa,mas na balada passa o rodo.
Eu imagino a gente morando junto sabe? Na nossa casa, só nossa, com as nossas coisas, com a nossa bagunça. Eu imagino a gente em uma noite de sexta feira em lugar qualquer, já que qualquer lugar com você, se torna totalmente especial. Imagino você deitado em nossa cama, me olhando vestida com a sua camisa e com o cabelo todo bagunçado, sorrindo pra mim e dizendo que eu to linda. Imagino a gente contando as estrelas, deitados na grama. Imagino a gente em um sábado a noite, quietinhos em casa, vendo um filme bobo. Imagino a gente passeando no parque em um final de tarde, ou caminhando na beira do mar em uma noite bonita. Imagino a gente num típico almoço de família no domingo. Imagino a gente assistindo e discutindo futebol. Imagino a gente por aí, conhecendo lugares novos. Imagino a gente naquelas briguinhas bobas de casais e depois um correndo na direção do outro, nos abraçando e pedindo desculpas. Imagino a gente discutindo pra ver quem ama mais. Imagino a gente se beijando na chuva. Imagino a gente se amando em qualquer lugar e a qualquer hora. Eu me imagino acordando todos os dias, olhando pro lado, e vendo o meu motivo de sorrir, bem ali, a poucos centímetros de mim. E você, o que imagina? Imagina eu e você, assim, juntinhos, dia após dia? Imagina?...
