Poema Carolina
Não vou viver, como alguém
Que só espera um novo amor
Há outras coisas
No caminho a onde eu vou...
As vezes ando só
Trocando passos
Com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão...
Já sei olhar o rio
Por onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora...
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
É!
Mas tenho ainda
Muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz
E que ainda não cumpri
Palavras me aguardam
O tempo exato prá falar
Coisas minhas, talvez
Você nem queira ouvir...
Já sei olhar o rio
Pr'onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora....
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!) (Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
Quando fores me dizer adeus
Não precisa olhar em meus olhos
Não preocupe-se com meu silêncio
Feche a porta
E também não diga nada
Não tentes me abraçar
Apenas vá
Assim como chegou
De leve
Tão mansinho
Que nem senti(rei)tão forte impacto.
As incertezas as vezes é tudo o que existe...
e não se pode ter certeza de tudo...
acredite, ninguém seria feliz se soubéssemos de tudo...
Desconhecido
Sei que não te conheço,
Nem você a mim.
Algumas pessoas até arriscam,
Dizem coisas para melhor entendê-lo.
NÃO sei...
Se um dia talvez...
Tomasse coragem e falasse com você...
Até quem sabe viria a compreender,
Quem és de verdade.
E só então neste momento
Poderia dizer:
O quanto te quero
E se te espero...
É por que...
Não sei dizer...
Quem sabe com o tempo
Hei de compreender.
Quando estiver pronto para amar
O dia em que você
Estiver realmente
A procura de alguém para amar
Pode vir atrás de mim
Mas enquanto pensar em assim
Deixe-me viver a sua espera
Por que não suporto mais sofrer tais desilusões ao seu lado
Só espero que quando você
Estiver pronto para amar
E descobrir que gosta realmente de mim
Não seja tarde demais
Por que apesar de te amar hoje
Não me entregarei à solidão
Enquanto você não me descobre
Procuro quem preencha meu coração.
Não sou como o açúcar...
açúcar enjoa.
Sou feito pimenta...
Queima na hora, quem não aguenta se afasta, mas quem gosta sempre fica com um gosto de quero mais!
Sou como as estações do ano. Mistura de sensações, mistura de emoções, mistura de canções. De tempos em tempos me transformo. Certas vezes sou outono, silenciosa, observadora, perspicaz... Em outras sou inverno. Não fria, mas sim introspectiva, vivendo uma solidão que faz parte do aprendizado, vivendo um momento em que as folhas estão no chão e as lágrimas deslizam pelo meu rosto.
Quando finalmente estou na primavera, as flores que antes estavam escondidas começam a surgir. Lindos brotos verdes tão imaturos seguem em direção à luz.
Percebo que as lágrimas serviram para regar novos sonhos, novas perspectivas. E que apesar de ter perdido todas as folhas na estação passada, outras mais belas nasceram no lugar. Isso se chama Renovação.
Deitada à luz do sol, sou completamente verão... Absorvo todo brilho que está à minha volta e uso a meu favor, iluminando o coração de quem amo e recebendo em troca belos sorrisos...
Não existe uma estação mais bela que a outra. Cada uma possui a sua melodia, o seu ritmo, as suas cores. Eu me permito viver cada uma, lembrando que todas elas estão reunidas em uma essência. Não importa quantas “metamorfoses ambulantes” minha vida sofra, minha alma será sempre a mesma. Essa é a maior dádiva: deixar-se renovar sem perder a raiz, aquilo que você realmente é.
Nunca fui de ficar na vontade, de conter meus impulsos mais vorazes, sendo que ultimamente tenho estado mais dentro de mim, mais contida e um pouco menos feliz, ou não!
As vezes sinto que é melhor assim, nem sempre os nossos desejos imediatos são os que nos fazem mais felizes!
Paciência e prudência não fazem mal a saúde!
Eu penso no amanhã
Aonde a felicidade exista
Onde a dor acabe
E a paz persista
No mundo tranquilo
Sem raiva e
Com todas as pessoas olhando
Para o seu próprio eu
Cansada de sofrer pelo sofrimento
Cansada de acreditar no sim e
Acordar no não,apenas cansada
De existir em um amanhã
Sem fim e com muita solidão
falas com orgulho que não te entendo
como se fosse uma ainda não descoberta novidade
que dividimos a mesma humanidade
busque, busque pensares...
e nada conseguia me deixar ver, ler o encontrar...
o que meu coração, não conseguia aceitar...
o que minha alma, estava cheia de gritar por socorro...
Carolina...
Muitas fugiam ao me ver…
Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia
Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.
Em um bosque escuro vi meu amor passar,
Em um passeio de barco vi meu amor passar,
Em uma fila de cinema o vi,
E percebi que era amor,
E resolvi me apaixonar!
Um estranho, e por ele me apaixonei,
e não importa quando,
onde, e qual a circunstancia,
você sabe que é amor!
"Quem que a vida é uma só, está equivocado.
Na verdade, a morte é uma só.
Viver é o que fazemos - de propósito - todos os dias.
Vive-se todos os dias que você sente estar exatamente onde deveria estar.
Eu nunca ouvi alguém dizer que a morte continua.
Mas a vida, sim."
Ahhh, esses dias vividos lá na roça, Esse cantinho de paraíso que me endossa
Uma vontade enorme de fugir da cidade,
Onde tudo é urgente, feio, sem suavidade.
Quero a roça, onde o tempo é quem escolhe ser,
Onde o galo canta livre ao amanhecer,
Os pássaros riscam o céu em pleno voo,
E os peixes saltam no rio, brilhando como ouro.
A gambá cruza o campo com seus filhotinhos,
E eu, na rede, balanço leve com o vento mansinho.
Nos primeiros raios de sol, deixo a alma descansar,
Respiro fundo… e percebo: também sou parte desse lugar.
Depois de tantos baques, depois de a vida me transformar numa carne endurecida, você surgiu — inesperado, colorido, como um arco-íris depois da tormenta.
Mostrou-me que o mundo não é tão severo quanto eu aprendi a temer, e que também existe um lugar onde posso ser amada, tocada e cuidada com delicadeza.
Menos de um ano bastou para que nossos passos se encontrassem de vez, para que dividíssemos o mesmo teto e, como quem vê novamente o céu se abrir, o seu pedido de casamento brilhou diante de mim — tão repentino e bonito quanto o primeiro arco-íris que vi na infância.
Nossa vida não é um favo de mel perfeito, eu sei. Mas é o mais doce que já provei.
E hoje entendo: você apareceu como um arco-íris…
só que ao contrário dele, você não vem para ir embora.
Você veio para ficar.
Roça minha Roça
Ahhh, esses dias que vivi na roça encantada,
Foram bálsamo pra alma, descanso pra jornada.
Um cantinho de paraíso que faz o peito estremecer,
Trazendo uma vontade imensa de da cidade me esquecer.
Porque essa cidade louca, barulhenta, apressada,
Onde tudo tem que ser feio, urgente, feito a pancada,
Já não acolhe meu sonho, já não ampara meu ser;
E o coração sussurra baixo: “volta pra roça, vai viver.”
Na roça o tempo desacelera, respira em paz,
Nada corre desvairado, nada exige jamais.
O galo canta firme anunciando a aurora,
E cada canto de pássaro é poesia que aflora.
Os passarinhos cruzam o céu em voo certeiro,
Colorindo o horizonte com um toque verdadeiro.
No rio, os peixes pulam sem medo, sem pressa,
Como quem dança com a água e com ela se confessa.
A gambá atravessa o campo com seus filhinhos,
Entre o capim orvalhado e os matos caminhos.
É cena singela que emociona só de olhar,
Um milagre cotidiano que só a roça pode dar.
E eu, sentada na rede, a balançar devagarinho,
Deixo que o vento me conte histórias no caminho.
Nos primeiros raios de sol, sinto a vida me tocar,
Como se Deus ali dissesse: “Filha, podes descansar.”
O cheiro da terra molhada invade o meu peito,
E cada detalhe do lugar parece estar no seu perfeito.
Há um silêncio que abraça, uma calma que aquieta,
Um aconchego que cura, que limpa, que completa.
Respiro fundo… e em cada sopro eu sinto chegar
Uma certeza doce, difícil até de explicar:
Que não sou só visitante, nem mera admiradora,
Sou parte dessa obra-prima, dessa terra acolhedora.
Porque nesse lugar divino, nesse canto abençoado,
Percebo que sou raiz, sou vida, sou passado.
E quando a manhã se abre em luz e cintilante cor,
Entendo de uma vez que ali também floresce o meu amor.
Relendo o livro que você me deu,
Em cada página, um eco do seu ser,
Tento amenizar a saudade que é,
Sentida em meu peito, um doce sofrer.
A cada dia que passa, a distância pesa,
Mas suas palavras me abraçam, me aquecem,
São lembranças que dançam, como a brisa,
E no silêncio, seus risos me tecem.
Se o tempo é cruel, a memória é forte,
E entre as linhas, encontro seu olhar,
Nessa leitura, um refúgio, um norte,
Até que um dia eu possa te encontrar.
Te quero, porque quando estou contigo,
A conversa rola sem nenhum esforço,
As palavras dançam, leves no ar,
E o tempo parece parar, só pra nos observar.
Te quero, porque juntos,
A gente sorri solto,
Rindo das pequenas coisas,
De momentos que são só nossos,
Como notas de uma canção que nunca se apaga.
Te quero, porque tudo o que você quer,
Eu quero também,
Nossos sonhos se entrelaçam,
Como as estrelas no céu,
Brilhando em harmonia,
Atraídos por um mesmo destino.
Te quero, porque nossas ideias são iguais,
Como se tivéssemos lido a mesma página,
Entendendo o mundo com o mesmo olhar,
E criando histórias que só nós podemos contar.
Te quero, porque seu gosto de rock é igual ao meu,
As melodias se misturam,
E cada acorde nos leva a dançar,
Em um festival de sentimentos,
Onde só nós dois sabemos a letra.
Te quero, porque você gosta de acampar,
E eu quero sempre ficar sozinha com você,
Sob as estrelas, compartilhando segredos,
Um dia ainda teremos Nosso refúgio no meio da natureza,
Um lar que levamos dentro de nós.
Te quero, porque quando você me quis,
Não mediu esforços para me ter,
Foi simples e verdadeiro,
Como um abraço que acalma a alma,
E transforma o cotidiano em algo especial.
Te quero, porque te quero,
Simplesmente te quero,
E você sempre me faz te querer,
Com seu jeito único de ser,
Obrigada por existir,
Por ser a razão do meu querer.
