Poema Bobo
Dramática limitação
Minha poesia é dramática,
acatafasia de temáticas vividas,
ama sucessão de ideias repetidas,
limitadas pela gramática...
Sentimentos em forma enfática,
exprimidos em frases batidas,
é osistema com suas medidas,
tornando minha poesia apática...
Assolado pela falta de instrução,
à insipiência, condenado estou,
ainda assim, sigo na contramão...
Incomodando,por todo lugar onde vou,
indesejável anticlimax de talobjetivação,
umgoleiro, a voar na bola e evitar o gol.
Soneto de metamorfose
Vida de lagarta.... Total limitação...
A sina de uma existência asquerosa,
de uma condição naturalmente desairosa,
melancólica, frágil e sem opção...
Destino de incomoda sujeição,
uma vida sofrida, triste e morosa,
de uma falta de perspectivas pavorosa,
onde há apenas a morte como solução...
Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;
será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.
Soneto de realidade
Outra vez uma história mal contada...
E acada frágil argumentolançado,
quebro, como umvaso despedaçado,
retrato da minha alma machucada...
A decepção bruscamente instaurada...
O afeto assim se fez, menosprezado,
a confiança, este bem tão estimado,
destruída, implodida; reduzida a nada...
Humilhado, sem ter tidoo ônus de errar,
iludido, perdido no limbo desse ínterim,
até sentir o açoite da traição aestalar...
Respiro consternado, perante o fim,
quizera eu, apenas a utopia de amar,
sem que fosse usado isso, contra mim.
Normose
Uma triste epidemia assola a humanidade,
sintomas claros, quase sempre ignorados,
produzindo indivíduos massificados,
destruindo toda e qualquer individualidade...
Um distúrbio coletivo de personalidade,
criando humanos cada vez mais alienados,
com estilos e pensamentos padronizados,
Impostos por nossa hipócrita sociedade...
Condenando-os a este mar de mediocridade,
onde impera uma absurda falta de criatividade,
aliada a medo, conformismo e incapacidade...
Eu... Tento preservar a minha integridade,
permanecendo fiel a minha própria identidade,
mas isso soa para a maioria como insanidade.
Origami
Para você um dia dobrei,
o mais belo origami...
Mesmo que tu não me ame,
De ti, para sempre eu lembrarei...
Destino não quis? Não sei...
Por mais que eu reclame,
e em meus poemas declame,
de certo, nunca saberei...
Sutil arte em definição,
meu amor por ti assina,
singela obra de paixão...
Geometria divina!
Resta lembrar que perfeição,
para mim és tu, menina.
Escravo do sistema
Segunda-feira, obrigação de ter que ir trabalhar.
O sono ainda reside em meu corpo, me sinto cansado,
o relógio já despertou, e me vejo novamente atrasado,
ainda há estrelas no céu, mas tenho que levantar...
Tomar banho, escovar dentes, enfim me arrumar...
Acelerando meu próprio ritmo ainda que contrariado,
rumo ao ponto de ônibus rezando que não venha lotado,
esquecendo o café da manhã; sem tempo para tomar.
Mero detalhe diante de tantas outras adversidades,
que durante a semana inteira irão me aborrecer...
No fim de semana o cansaço esgotará as possibilidades.
Trabalhar, trabalhar; trabalhar... E não viver.
Escravo do sistema, encurralado por minhas próprias necessidades,
não tenho direito a nada que me dê prazer.
Soneto da paixão recente
É felicidade plena,
senti logo de início,
por ti, todo sacrifício,
se torna coisa pequena...
Você faz valer a pena,
tudo... Qualquer artifício,
mesmo sendo malefício,
ou qualquer insensatez terrena.
Por ti faço o que for...
Afim de que resolva,
abrigar-me em teu calor.
Vem... Me leve, me envolva...
Inebria-me com teu amor,
e nunca mais me devolva!
Rodeio Silenciando
Poetisa daqui
desta Rodeio silenciando
permite ouvir melhor
a passarada cantando
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias encantada
num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração,
escrevo mais este poema
para o meu poemário de paixão;
Morar aqui todo o dia
é uma poesia a ser escrita
e tenho tido inspiração
para para me preparar
para dias melhores que virão.
O Domingo é um dia
que se escreve a poesia
com calma para recarregar
as energias para enfrentar
tudo aquilo durante
a semana sempre nos desafia;
O teu descanso é sagrado,
não permita que nada e ninguém
tire nesta vida o quê te tranquiliza.
Rodeio Adorada
Poetisa daqui
desta Rodeio adorada
em tempo de um mundo
em desalinho que estamos
vivendo com muita arte
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias encorajada,
Num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração,
vivo escrevendo poemas
de gratidão porque sinto
que eu sou privilegiada
por ter diante dos olhos
o Pico do Montanhão
sempre para alegrar a visão.
Rodeio na Escuridão
Poetisa daqui
de Rodeio na escuridão
ouvindo a música da madrugada
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias mais apaixonada,
Num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração;
Você sabe que tenho amor
e paixão de morar neste rincão.
Marema
Outros lugares tinham o nome
igual e fostes batizada de Marema
para resolver este dilema e dar
a oportunidade de homenagear
a luta da sua gente neste poema
no meio da tua abundante beleza
que desponta em todo o nosso Oeste.
Os teus primeiros moradores
vieram do Rio Grande do Sul
eram descendentes de italianos,
e depois vieram os poloneses,
os alemães e outros para erguer
esta cidade que tanto amamos.
Um dilema que gerou até confusão
total traz em si inspiração
para fazer poesia e arte postal,
Marema foi escolhida sem igual
para você amar e nunca mais
na vida esquecer de agradecer por
ter tido a oportunidade de conhecer.
No teu norte Quilombo e Entre Rios
me fazem querer ir ao teu encontro,
e ao teu Sul Xaxim e Lajeado Grande
só confirma que nasceu para mim:
o meu amor por tua gente é sem fim
e da mesma maneira retribuo assim.
No teu leste Entre Rios e Lajeado Grande a tua terra é fascinante,
e ao teu oeste Quilombo e Coronel Freitas faz com que este coração
e a fé por ti se dediquem inteiras.
O teu rio Chapecó, Chapecozinho, Golfo e Saudades com generosidade
abraçam todos os teus sonhos
permitindo que a vida siga
o seu curso e a tua gente sobreviva
e os desafios do nosso mundo.
Massaranduba
Minha Massaranduba amada,
sou e sempre serei de ti,
árvore frondosa de madeira
vermelha escura nomeada em tupi,
Nome que batizou heroica
cidade povoada pela imigração
alemã, italiana e polonesa.
Amo a sua gente guerreira
que da agricultura
ergueu esta cidade bonita
e consagrou a FECARROZ,
porque alegria do teu povo
(é a foz dos ritmos e o embalo
das danças que seguem
na Festa da Banana,
na Fortaia, nas festas de igrejas,
na de caça e tiro,
na Festa da Polenta,
na Stammtisch,
na Bandonion e na Polski Festyn).
É este arroz plantado pelo teu
povo que quero que chova
nas nossas cabeças como venho
escrevendo nos meus poemas,
sempre orgulha Santa Catarina
e me faz sentir orgulhosa
das nossas raízes e brasileira.
As primeiras acerolas
brotadas no jardim
de casa levam o código
de amor soberano
que contém as frutas
típicas de cada região,
No paladar escrevem
o seu poema para a Nação
e são o chamego do Brasil
para fazer feliz o coração.
Rodeio e suas rosas
Em pleno Médio Vale do Itajaí
brotam as rosas de Rodeio,
Ainda você aqui não veio
e ao redor do tempo tenho
feito da espera poesia e templo.
Matos Costa
Do Alto Vale do Rio do Peixe
a poética em mim vive
partida do Porto Amazonas
com o aventureiro
José Cordeiro que partiu
Rio Iguaçu adentro
e foi o primeiro que
se deparou com as terras
de São João dos Pobres
quando nem nome tinha.
Depois ganhaste o nome
do Capitão mártir e se ergueste
das cinzas provocadas
pela Guerra do Contestado,
Matos Costa, querida,
és lição perene de um
povo hospitaleiro e que ama a vida.
Por tudo aquilo que fostes,
és e e sempre serás,
Matos Costa dona de toda esplendente beleza, História
e sua gente espetacular
jamais deixarei de te amar,
é ali nas águas do Salto São Lourenço
que a poesia não se cansa de banhar.
Maio é o mês mais
poético que existe,
Comemoramos
as mães e as noivas,
Você pode viver
o seu mês plantando
flores amando a cada
dia uma poesia
diferente mesmo
que seja só aquela
que sente sem
precisar escrever.
Junho é o mês poético
de viver a tradição,
é o mês de comemorar
se você encontrou
o seu coração ou não:
Viva São João!
Mirim Doce
O teu nome surgiu durante
a Guerra do Contestado,
pelo Rio Taió as toras
de madeira que chegavam
por ti eram abrigadas,
e assim as tuas Histórias
começaram a ser escritas.
Minha Mirim Doce,
foi percebida a presença
da abelha mirim em ti,
porém o teu mel era doce;
e a poesia absoluta
da Cachoeira da Pedra Lisa
só a mim pertence na vida,
e todos os dias me brinda.
Amada Mirim Doce,
há muito para conhecer
da tua gente de origem
alemã, cabocla e italiana,
és terra linda de beleza
que os olhos encanta
e da inabalável lembrança.
Minha Mirim Doce,
por tudo o quê fostes,
és e na vida será,
o meu coração sempre
na vida te amará
com tuas tradições,
e suas infindáveis paixões.
A tua gente sabe ser
hospitaleira muito
além da Festa do Arroz
da Festa do Peixe e do destino
que trouxe para uns
o orgulho de aqui ter nascido
e para outros a honra
do coração ter a escolhido.
Julho é a poesia para viver
com a infância e a juventude
por perto fazendo da alegria
a inspiração e da tranquilidade
a certeza e o endereço certo.
