Poema Azul
Sinto o cheiro da terra molhada
Olho e vejo o azul da baixada
Ouço o tilintar da inchada
Chega menino, está na hora, pega as sementes de feijão
Vamos preparar o terreno
A estação é verão mas quando a chuva vem para nós é inverno.
É riqueza! É riqueza menino!
Bote uma lapada
Mas eu quero daquela, a temperada
Sai desde a madrugada
Passei o dia no cabo da inchada
Sol da gota no pingo da mei dia
o verde do roçado reluzia
Recebi a paga do dia e vim simbora
Seu Pedro, bote aquela que hj eu ganhei meu dia
É riqueza menino! É riqueza!
Eu vi meu pai na praia.
Eu vi meu pai na praia
e o céu estava azul
e o mar estava calmo.
Eu vi meu pai na praia
e a sombra cobria nossos
rostos enquanto a brisa
refrescava.
Eu vi meu pai na praia
e meus olhos se encheram de lágrimas,
eu pensei na minha infância e
no tempo.
Eu vi meu pai na praia,
eu vi o tempo correndo
sobre a areia e sobre as ondas.
Eu vi e vivi e voltei,
meu pai me viu na praia
e o tempo parou,
as lágrimas secaram,
eu me senti feliz.
Krakatoa, a Voz do Abismo
Em mares calmos, sob o azul profundo,
Repousa a fera, em sono a meditar.
Mas seu rugido abala todo o mundo,
O ventre rasga e o fogo vem dançar.
A terra chora em cinzas e tormento,
O céu se cobre em luto, escuro véu.
O dia foge, um grito corta o vento,
A luz se perde, a noite toma o céu.
Das ondas vêm muralhas que consomem,
A vida curva-se ao poder da criação.
Krakatoa, teus ecos nos renomeiam,
Lembrando o homem: frágil é sua mão.
Do magma surge o "Filho" a se erguer,
Das cinzas, nova vida a renascer.
A camisa AZUL
Ao tocar meu corpo, senti borbulhas
teus olhos de jabuticaba, me fez navegar na imensidão da paixão
E no final,
o teu adeus meu deixou sem chão
deixando apenas a camisa AZUL de botão.
No azul dos teus olhos, pude ver as ondas do mar
Ah, como eu gostaria de me refrescar nas poesias desse olhar
Cada onda me chama, sussurra, vem me encontrar
E, sem medo, me perco na imensidão de te amar.
Chama-me
flor luminosa, cheia
de azul e verde, o ventre
criador de poemas, de sol, de
luzes, a rosa que respira... amor.
DESEJO
uma tarde no campo.
me encanto com os pássaros que voam rasantes no céu azul,
tão livres, tão vivos.
meus olhos são tocados pela irradiante luz do sol
a luz que me faz lembrar dos seus olhos,
tão lindos olhos.
meus pés descalços penetram a infinita grama verde e caminham igual um bebê caminha pela primeira vez:
com o prazer do descobrimento
com o prazer de viver.
viro para trás e me deparo, lá longe, com uma sombra.
a sombra é você.
você vem até mim e
eu vou ao seu encontro.
de perto, percebo que seu sorriso vale mais que qualquer uma dessas paisagens.
minha mão se junta à sua e
nossos corpos se achegam um do outro.
em um gesto leve, você se aproxima para me dar um beijo,
mas antes...
toc toc toc toc toc
trim trim trim trim trim
toc toc toc toc toc
- acorda logo, tá atrasado pra escola.
e você vai embora.
Exuberante Entardecer
No céu azul de imensa claridade,
Brilha o sol com ardente exuberância,
A brisa leve traz sua suavidade,
Pintando o verão com doce esperança.
Entre coqueiros que dançam ao vento,
A calmaria repousa na folhagem,
E os pássaros em alegre movimento
Tecem chilreios, pura paisagem.
A piscina reflete o céu reluzente,
Com estilhaços de luz policromas,
A alegria flui no coração ardente,
Em versos de lirismo e aromas.
Nas árvores há uma revoada em festa,
Inocência paira, tenra fantasia,
A paz caminha com beleza modesta,
Enquanto a música abraça o dia.
Corações palpitam com paixão sincera,
A plangência do amor toca o verão,
E a lhaneza de um instante prospera,
Com clareza e luz na alma e chão.
Oh, entardecer de cores e magia,
Onde o esporte vibra e o sonho é paz,
Tua pureza inspira e contagia,
Em teu abraço, a vida se refaz.
Há alguns dias, conheci uma moça incrível,
que adora azul marinho,
azul marinho, a cor deste vasto oceano,
e desse céu urbano.
Azul marinho, a cor daquela cadeira,
azul marinho, a cor que te deixa faceira,
azul marinho é a cor da harmonia,
e, também representa essa noite fria.
Azul marinho é a cor do cem,
aquele mesmo, que alguns vivem sem.
Essa moça que adora azul marinho,
não deve ser daquelas que são tímidas e falam baixinho,
essa moça é daquelas bem decididas,
e deve ter um jeito de amiga.
Azul marinho,
cor da caneta, das paredes e até da marinha.
MURAL
Pintei o céu,
Azul dos teus olhos.
Reproduzi o sol, claridade do teu sorriso.
Desenhei o vento, ingênua alma tua.
Pintei os pensamentos, Escuro profundo inferno.
Era quadro de verão, queria que fosse.
Olho, entendo, percebo. Pintei o meu inverno.
O PERFUME DAS ESTRELAS
A noite às vezes me traz esta saudade
Daquele azul escuro do meu mar
Que me acalmava com seu murmurar...
A noite às vezes me traz esta saudade
Do infinito abraço daquele céu... Cheio de estrelas,... cheio de mistério...
A noite às vezes me traz esta saudade
Das minhas antigas noites passadas junto ao mar Da eterna magia que faz sonhar.......
A noite às vezes me traz esta saudade
Da onda que te fala e te escuta Daquela escuridão quase irreal..... ...que sentia no coração e na pele...
A noite às vezes me traz esta saudade De ressentir o Perfume das Estrelas.......
SALVE-ME!
Azul a cor mais fumegante
Queima como a cor mais ardente
Extreme-se o arco mais quente
E escurece as noite mais eminente.
Despeja as lagrimas mais tocante
Troca olhares sedento por vingança
Chora e dança como sangue
Grita ardentemente por esperança.
Salve-me, salve-meissoqueima!!!
Vi uma bandeira muito feia.
Era feita nas cores amarelo doente e azul tristeza.
Olhei mais atentamente e não pude crer:
aquela bandeira era a minha!
Então agora ela seria amarelo ouro
e azul céu de beleza. Infinita!
Quando o Silêncio Me Abraça
Há dias em que o mundo pesa, mas o céu insiste em ser azul. A alma senta na beira do peito como quem espera o tempo passar. Guardo segredos no bolso da camisa, palavras que nunca disse por medo, e sonhos que dormem dobrados no canto esquerdo da alma. Já amei com os olhos fechados, como quem anda no escuro e ainda assim enxerga a luz de uma voz dizendo: “fica”. O amor, às vezes, é só silêncio — um café que esfria na mesa, um bilhete que nunca foi lido, uma canção que ninguém ouve mais. Mas também é flor nascendo no asfalto, é abraço sem pressa, é vontade de ficar quando tudo quer ir embora. A vida me ensinou a ser abrigo, mesmo quando sou tempestade. E a sorrir por dentro quando a dor bate do lado de fora. Há beleza no que não se diz, há poesia no que se perde. E há esperança naquilo que recomeça sem aviso. Sou feito de ausências e memórias, de encontros que não voltam e de promessas que ficaram no meio do caminho. Mas sigo... leve, como quem dança com o vento. Profundo, como quem já chorou sorrindo. E inteiro, mesmo quando partido.
" TÁ FRIO? "
Eu sou do sol, do céu azul, calor,
da pele exposta ao bronze de verão
e ter, no corpo inteiro, a sensação
da liberdade entregue ao seu sabor!....
Sou eu por lenha seca na paixão
e combustível pronto para o ardor
que se fizer, por chama de um amor,
presente no teor da relação.
Aqueço a carne, o peito, em fiel carinho
chegando como a aurora, de mansinho,
num dia ensolarado sobre a areia…
Tá frio? Chegue mais perto e corra o risco
de se abrasar comigo em meu aprisco
e se embromar de amor na minha teia!
Há um manto branco e brilhante, mas o céu permanece azul. As estrelas estão tão brilhantes que até ofuscam os olhos.
O planeta Terra perde seus passos, flutuam no ar... e ele sobe para a próxima dimensão.
"Ele enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou."
(Apocalipse 21:4)
Pinte a unha de laranjado, ou de alguma outra cor que te aqueça, sorria para o céu azul, você tem noção que o céu é azul? Do mais azul, do mais cristalino, tem noção que pequenas bolas de algodão doce enfeitam o azul do céu? Aposto que você se esqueceu do quão impressionante é morar sob esse teto que é infinito.
Pinte a unha de laranjado, lave o cabelo e passe aquela maquiagem, idaí que é um dia comum?? Desde quando você é comum?Desde quando viver é comum?? Quer algo mais especial do que a própria vida?
Abre a janela, não vai abrir por conta da chuva?? O teto da nossa casa é tão evoluído que sai água dele nos momentos mais pontuais, isso é incrível! E não precisou de nenhuma instalação elétrica.
Pinte a unha de laranjado e se lembre de tudo de incrível que você fez no último mês, sério que você só vai se preocupar com a porcentagem menor daquilo que você não fez? Vai mesmo se esquecer que se sujou de tinta feito uma criança, que saiu pra jantar com a sua mãe, que caminhou 2 km no parque com os seus amigos, que leu, que viajou, que viu seu pai chorar enquanto assistia um filme, vai se esquecer de todas as formas da qual você viu o amor te visitar? Vai se esquecer da parceria da prova de matemática e do alívio de não ter ido tão ruim assim, vai se esquecer do quanto de sorrisos recebeu? Desde quando você começou a se importar tanto assim com coisas grandes e se esqueceu que o simples é onde você mais se ver florir?
Sério, pinta a unha de laranjado, coloca aquele cropped amarelo que você tanto ama e se alguém te perguntar das manchinhas, sorria e conte com humor sobre as mordidas de carrapato, você é boa nisso, é boa em sorrir e em fazer os outros sorrirem.
Pinta a unha de laranjado e volte, já estou com saudades.
Olho para o céu, vejo o azul maravilhoso que resplandece sobre nós.
Algumas nuvens que, olhando, vejo um desenho de um pombo, que significa paz.
Reparando em outra nuvem, noto um avião, sinal de viagem.
Nossa vida pensamos positivo.
E o que acontece de maravilhoso se realiza.
Acordei, eu acordei
Procurando o azul do céu
E até agora eu não achei
Eu me levantei, me levantei
Olhei pela janela e vi esse tempo frio
Que me fez lembrar você
E me fez lembrar
De toda brincadeira de criança
Que eu já vi você brincar
E me fez sonhar
Com o passado que brincávamos na lama
Sem se preocupar
Ou só se preocupar
Pra não chegar tão tarde em casa
E perder o jantar
E poder novamente
Dançar na chuva como for
Pintar o céu de outra cor
Fazer com que a semente vire flor
Eu só quero poder, de novo e de novo
Descer o morro, mais alto de todos
Com um carrinho de madeira
E nunca me preocupar com a segunda-feira
Eu só quero poder, de novo e de novo
Descer o morro, mais alto de todos
Com um carrinho de madeira
E nunca me preocupar com a segunda-feira
