Poema Amigo Distante

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Menina que em braço distante
Abraço constante, nada cessa
Menina que palavra ausente
Memoria presente, nada cessa
Menina que perto do longe;
Mas longe tão pero;
Nada cessa.
Menina de riso eloquente
Que logo me interessa
Menina de salto alto
Que corre de pressa
Vestida de grande ternura
Sem medo de cair
Quando passos adiantados
Correm a minha procura
E nada cessa.

A alma segue sem corpo, distante do espírito,
para que a morte não alcance o corpo cansado,
em lenta decomposição.Um corpo sem vida perambula
nas fronteiras do vazio,
ouvindo apenas a voz muda do silêncio.Por misericórdia — ou compaixão —
a alma abraça o corpo inerte,
fugindo dos olhos da morte.O espírito observa, impassível,
a luta da alma pelo corpo sem vida.No fim, a alma não deseja a morte do corpo,
pois compreende:
sem a alma, o corpo não morre —
apenas permanece esquecido,
à margem da eternidade...

Estamos num lugar distante
Difícil de se chegar
Cercados pelas coisas de maior valor
Que a vida traz
Nenhuma delas pode ser tocada
Nada é pra sempre
São quatro ruas de uma mesma esquina
Um leque num mercado de magias
Por mais veloz que a gente corra
O tempo, desigual
Vem mais depressa
Nessa hora
A nossa lealdade pela vida à toa
Soa em forma de saudade
Mais dia, menos dia
Chegamos no lugar tão longe
Que sabe quem se sabe só
Estava escrito na fachada
O nome do lugar é hoje
Mas não adianta chamar
Agora chove
E ele finge que não nos ouve.

Edson Ricardo Paiva.

Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.

Seja Luz


Pra que essa vida que conduz
Os leva bem distante daqui
Qdo teremos que partir
Seja Luz !
Aqui e onde preciso for
Jamais causará dor
E viva com amor .

O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas

Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma

Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.

"Mal falado, sigo vivo. Bem falado, estou distante da essência da vida. Os seres humanos amam mais a perda do que a própria existência."




2025/2026

"Ah! Honey...
Tua presença me faz tão bem,
mesmo distante,
eu consigo lhe tocar,
lhe sentir...
Sentir teu coração bater,
junto ao meu.
Sinto os seus carinhos
e sinto o doce
sabor dos
seus beijos,
beijos quentes,
ardentes,
que me tiram
o ar...
Sinto-me
flutuar...
Ah! Honey,
que delícia é
lhe abraçar,
sentir o seu
corpo junto ao meu,
coração palpita,
o sangue ferve,
e numa
explosão
de nossos
desejos,
estamos
um dentro
do outro,
nesse momento
sublime,nada
importa,agora
nos tornamos
apenas
Um..."

⁠Ah, a beleza dela, uma visão encantadora,
Mas tão distante, não espera por mim agora.
Escorre entre meus dedos, fugaz e veloz,
Linda e complicada, como uma bela fera feroz.

Oh, minha doce bela fera a me provocar,
Desejo domar-te, mas é difícil conquistar.
Tu és astuta e sincera, em teu olhar há perigo,
Me aproximo e temo ser ferido, um castigo.

Será que te aproximas apenas para atacar?
Para me deixar agonizando, em dor a me afogar?
Após consumarmos um amor ardente e fugaz,
Sinto tua satisfação, enquanto me desfaz.

Ah, minha donzela, se soubesses o amor que te aguarda,
Dentro de mim, és a única, minha alma te guarda.
Longe de ti, a dor me acompanha e me consome,
Até que retornes, minha donzela amada.

PROPOSTA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Também sei não ter tempo, às vezes paciência;
ser distante, presente, a depender do surto,
ter meu curto circuito conforme o capricho,
dar os olhos, ouvidos, e depois tirar...
Tenho todo poder que se tem de ser vago,
de sumir e voltar como quer o meu ego,
mas querer que algum prego pendure as esperas
pela boa vontade que nem sempre tenho...
Só não sei fazer uso dessa pretensão;
modelar a meu modo as expectativas
do que tenho, não tenho, quando e não pra dar...
Sempre vejo pessoas como gente, mesmo;
não imponho; proponho minha identidade
como toda verdade redistribuída...

01/01/2026


Oi, 2026.


No começo dos anos noventa, os anos dois mil pareciam tão distante que para uns era até improvável, muitas previsões equivocadas, muita desinformação até então.


E os anos dois mil vieram cheios de novidades, bugigangas, modinhas, e muita diversão. Passaram-se anos, décadas, eu realmente não imaginava nem com que idade estaria em 2026.


Sempre vivi o momento, e quantos momentos nessa vida, meu Deus! Momentos bons, ruins, desastrosos, felizes, enfim...


Nesse fim de ano pude refletir a simplicidade que Jesus nos propõe. Jesus, nascido em uma manjedoura, um homem sem estudo, que aprendeu somente a ler e escrever. Mas com uma sabedoria inebriante. Isso me encanta de uma forma surreal.


O aprendizado que podemos tirar com isso tudo, na vida pode haver de tudo, mas quando nós encontramos na simplicidade é que a nossa alma se deleita.


Hoje, mais velha, acho que a principal lição nessa estrada é ser verdadeiro. Mostrar sua verdade ao mundo, ser quem você é e simplesmente ser grato por isso.

⁠No jardim, coloridas flores nasciam
Éramos jovens e o futuro bem distante
O sol tocava levemente nossas faces
A felicidade, naqueles dias, uma constante.

Tua pele, pura seda, sempre perfumada
Teus beijos tinham gosto de hortelã
Passeávamos pelo jardim de mãos dadas
Vivíamos alegres num hoje sem amanhã.

Existe alguém que sempre foi cobrado por não se abrir. Dizem que é fechado, frio, distante. Mas quando resolve deixar escapar um pouco do que carrega por dentro, o resultado não é acolhimento — é confusão. Palavras atravessadas, julgamentos rápidos, olhares que pesam mais do que deveriam. Aprende, da forma mais dura, que o silêncio incomoda… mas a verdade incomoda ainda mais.
Também fica claro que não é permitido ser quem se é. Não pode gostar do que gosta, nem escolher o que escolhe, nem sentir do jeito que sente. Tudo vira motivo para comentários, apontamentos, distorções. Cada passo fora do esperado parece um erro, cada tentativa de liberdade soa como afronta. Com o tempo, a vontade de explicar vai se perdendo, porque explicar nunca foi suficiente.
Hoje, resta um conceito simples, quase vazio, mas pesado: estar na terra para servir. Não para ser entendido, nem celebrado, nem feliz — apenas para cumprir expectativas, não atrapalhar, não causar ruído. Serve em silêncio, porque o silêncio cansa menos do que lutar contra interpretações que já nascem prontas.
Viver, agora, não faz questão. Não carrega planos nem promessas. É apenas existir no modo automático, respirar enquanto ainda houver fôlego, acordar porque o corpo acorda, seguir porque o tempo segue. Não há desespero explícito, apenas um cansaço constante, desses que não gritam, mas também não passam.
E assim continua: respirando. Não porque a vida seja leve, mas porque ainda não acabou. Não porque exista esperança clara, mas porque o ar insiste em entrar e sair do peito. Está ali — não inteiro, não pleno — apenas presente, enquanto houver fôlego.

Talvez, o Luar


Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.


Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.


Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.


Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.


Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.

Tem pessoas que ficam distante por um dia... sentimos falta
Tem pessoas que ficam distante por longos dias... sentimos muita falta
Tem pessoas que ficam distante para sempre...

Olá, querido Deus, saudades! Eu sei que estou distante e não tenho cumprido meus propósitos. Nunca mais te escrevi, mas algo me afasta do meu caminho. Às vezes penso que não faz tanto sentido estar aqui, mas sei que tudo tem um motivo. Às vezes sinto saudades de mim e às vezes sinto saudades de você.




25/10/2025

Distante, eu olho para mim.
Um passado de guerras e batalhas sem fim.
Vencida pela guerra que habita em mim.
Luto para encontrar a paz que perdi.


As cicatrizes do passado ainda dolentes,
As memórias de dor, ainda presentes.
Mas em meio à tempestade, busco a calma,
E encontro a força para seguir em frente.


Presente, eu olho para o futuro.
Cheio de termos que exigem coragem e pureza.
Minha espada, símbolo de luta e glória.
Reportará digna das minhas histórias vencidas.


As lutas do passado me ensinaram a ser forte,
As glórias alcançadas me deram a confiança para seguir.
Agora, eu olho para o futuro com determinação,
E sei que minha espada continuará a brilhar.

É que às vezes
eu queria ser um extraterrestre...


um ser de um planeta qualquer
bem distante desse mundo...


Assim evitaria todo o tipo
de contato imediato, em qualquer grau,
com os seres humanos...


É que às vezes penso em vestir
a pele do cosmos
em descolar minha matéria humana
deste mapa de feridas sangrentas
que é esse mundo ...


Ser um outro ser... um corpo
que não lembra nome,
um orbitante do silêncio
num planeta bem distante...


Fugiria dos olhares semi mortos
que sondam curiosos a vida
e das mãos que gesticulam
como fósseis dum viver morto...


Evitaria todo contato imediato,
qualquer grau de toque
que cole sangue nas cinzas ...


Preferiria a gravidade de um mundo
sem lembranças humanas,
onde ninguém me peça
rendição nem desculpas...


Às vezes sonho ser de outro céu,
uma estrangeira de estrelas longínquas,
um ser de um planeta bem distante...


Longe, o tempo seria mais gentil,
e os gestos, silenciosos
como constelações....


E eu, poupada do contato imediato
da falsidade e futilidade
de tudo que pede
ou arranca pedaços meus ...


vivendo apenas a minha inteireza
na suave distância
entre o meu respirar poesia
e o infinito...


✍©️ @MiriamDaCosta

Distância
Estou distante,
mas ainda sei os teus sonhos.
Me lembro exatamente
de como queres a planta do seu café,
floricultura e livraria.
Estou distante
e ainda sei os teus gostos:
três claras e uma gema;
café preto sem açúcar;
salada no almoço
e carbo no jantar.
Estou distante,
mas o teu perfume
ainda está próximo.
Estou perto o suficiente
para te ver todos os dias
e necessariamente longe
para não sentir nada.
Mas não se engane,
jamais deixaria
de te parabenizar.
Minhas maiores
e mais sinceras felicitações:
que os teus 24 anos
orbitem a mais sincera felicidade
e que teu coração permaneça límpido
como a tua alma.
Feliz aniversário.

Metáfora expandida I
Um Sonho Distante

Eu tive um sonho distante.
Neste sonho, éramos muitos — porém, um só.
Um a cada capítulo, membros de um único livro.
Cada página à frente só podia enxergar as páginas de trás.
O título era o passado: um sonho distante.
O futuro, o capítulo final — e o fim da história.

Essa história tomava emprestadas referências de outros livros na mesma prateleira.
Mas a prateleira também nos rotulava.
E esses rótulos, ironicamente, eram o que nos prendia àqueles livros —
livros que estavam ao nosso lado,
também sonhando o mesmo sonho distante.

Mas conversávamos do logradouro de outra biblioteca.
Essa não falava nossa língua —
e, ainda assim, tinham dúvidas semelhantes às nossas.

O sonho de todo livro era ser mencionado,
e, quem sabe, ganhar sua própria saga e volume.
Mas para isso era preciso um ato raro:
libertar-se de si mesmo.

Contudo, sempre que um ousava mencionar outro,
vozes sussurravam ao redor:
— É um sonho distante.