Poemas de Agosto
POESIA
Poesia não morre como um ser vivente qualquer... ela vive eternizada. Não desintegra-se, nem se limita a coisa alguma. Está intronizada em todos os lugares e coisas; não se desgruda da gente: expõe nossos sentimentos e nos ajuda a falar de tudo que desejamos; quando nos permitimos a isso,recorrendo aos seus encantos. Se põe em segredo, nas palavras que pensamos e guardamos. Explicita-se nas que proferimos e revelamos ao mundo, nos textos que tecemos; nos livros que editamos. A poesia está nas letras e melodias das canções que cantamos; na lua cheia,nas galáxias,no firmamento. Nos elementos da natureza, no sussurro aos ouvidos de quem amamos; nas conversas em volta da mesa. Dinâmica como uma criança a poesia é travessa: saltitando, faz artes; nos encantos terrestres e nos espaços celestes. Até num corpo de um pássaro ferido, já sem vida, no chão... sendo comido pelas formigas.A poesia está onde estiver Deus: nas coisas mais simples. Basta ter olhos pra ver. Adora ser amada, sentida,acarinhada, compreendida. Pela sensibilidade de um poeta. O que mais a poesia quer, é ser compartilhada com a vida. Assim e muito mais, é a poesia.
Devemos a ela todo o respeito e amor.
(08.08.19)
Quando penso nesse mar de ilusão
Quando vejo eu perdido em mim
Tenho para mim que a lua se afastou
Tenho para mim que a luz do sol sucumbiu
Se a vida que levo não se mostra nesse ápice
Se não vivo em uma louca euforia
Num pequeno quarto, no fim de um agosto frio.
Vejo pela janela alguns pássaros a voar
Tendo para mim que a liberdade é um privilégio
Enquanto os mortais procuram um sinal de alegria
Tenho se juntado a eles.
Mas dessa vez, não cai nessa, não sou mais um mero mortal
Sou um pássaro que voa nos pensamentos,
Livre em pequenos e grandes vislumbres imaginários
Num pequeno quarto no fim de um agosto frio
Não tem limites nessa hora, a solidão da alma se vai para longe
Pois todos estão juntos e estamos sós nesse universo
Somos pequenos e grandes como o universo de uma célula
Iludidos imaginando, que por um acaso o sistema
Nos reserva algo maior
Mas dessa vez, não cai nessa, não sou mais um mero mortal
Sou um pássaro que voa nos pensamentos,
Livre em pequenos e grandes vislumbres imaginários
Num pequeno quarto no fim de um agosto frio
Aaahh, como eu queria ser um pássaro
Livre e solto nessa imensidão
Nesse céu azul tão grande e calmo
Nesse universo ao alcance de minhas mãos
Mas dessa vez, não cai nessa, não sou mais um mero mortal
Sou um pássaro que voa nos pensamentos,
Livre em pequenos e grandes vislumbres imaginários
Num pequeno quarto no fim de um agosto frio
Nas notas do hino de Teresina ecoam os versos que celebram a grandeza e a diversidade desta cidade, onde cada acorde é um tributo à coragem, à cultura e à paixão que fluem pelas veias dessa terra abençoada.
