Poema 18 anos

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⁠Poema da Isabelle Bassinello Losz
06 anos Limeira -SP

A Borboleta dos Sonhos

A vida tem seus sentimentos
E a borboleta tem o seu olhar
As abelhas sugam mel
Eu o céu

Inserida por ulisses_losz

⁠Poema da Isabelle Bassinello Losz
06 anos - Limeira SP

As Estrelas

As Estrelas flutuam
E a gente não percebe
Mas quando a gente vai pra Lua
Percebe

Com o tempo,
Vão crescendo
E a gente não percebe
Que elas também
Diminuem com o tempo.

Inserida por ulisses_losz

Poema do desamor
⁠Se passaram anos desde a aurora daquele amanhecer, víamos pássaros, flores e até o pôr do sol nascer
Sorrisos, abraços e beijos, me perdendo conscientemente em você...
Três dias, você se foi, como as outras, sim, mas diferente, deixou entardecer em mim seu olhar incandescente...
Hoje me encontro estável, mas irracionalmente doente, reguei nosso amor e infelizmente, jogada fora a semente.

Inserida por PauloHenriqueBatista

eu me chamo Alexandre
tenho 20 anos
sou heterossexual
e quero ser mãe de um poema

Inserida por alexandreguimaraesjr

⁠Escrevi um poema pra minha mãe há mais de 3 anos, e até hoje eu choro quando leio.

Principalmente quando chego na última estrofe, que aliás foi por onde comecei a escrever o poema.

Mania maluca minha que eu tinha, na época, de começar a escrever os poemas, contos etc pelo final, e aí só depois vinha na mente a ideia do início e do meio.

Eu poderia tentar, mas admito que dificilmente outra homenagem que eu fizesse chegaria no mesmo nível.

Fato é que o escritor "limita" o próprio potencial quando ele escreve de coração

E esse é um retrato fiel.

Te amo, mãe.

Inserida por danmelga

MULHER!

Trazes poema aos olhos e rimas ao seu andar, os anos passaram rápido, saudades vieram lhe dar, poucas rugas e desesperanças, o tempo foi lhe mostrar, mas traz bem escondido, somente um bom poeta, disto te faz se lembrar, e nas madrugadas frias, um corpo frio a se amar, tens este o teu calor! Mas apenas a se enganar, o poeta aqui te lembra, e faz o passado voltar, voltas então há um tempo onde tu foste um lindo altar, e santa não tão bem santa, mas que sabias amar, calores e frios intensos, tremores a se lembrar, sonhos e lindas verdades, que o tempo fez se guardar! Guardião deste tesouro que o poeta vem mostrar, destampando tampa tênue, fazendo a alma chorar, lembranças de um passado que nunca quis se passar. Poeta tu sem juízo! Aqui minha alma a desnudar, mostrando que o escondido, escondido não estas! Mas que o calor deste corpo somente a morte o esfriará...

(Zildo de Oliveira Barros) 13/02/14 09h01min.

Inserida por poetazildo

⁠DUAS HISTÓRIAS

Muitos anos atrás,
ainda nos bons tempos de colégio,
li, num belo poema de Leoni,
que “todos os pastares são ingênuos”
e que “os sábios são muito tristes”.

Não sabia a intenção do poeta,
mas, na condição de adolescente curioso
e preso ao encanto das “Duas Histórias”,
comecei a pensar naquelas assertivas,
chegando a conclusões
que toda a minha experiência
posterior de vida
jamais me convidou a alterar.

Assim, tenho mantido e velho entendimento
de que a ingenuidade do pastor
reflete a satisfação da alma simples
em poder enxergar a beleza e a poesia
que o mundo e a vida lhe mostram,
sem questionamentos sobre as ocorrências,
sem necessidade de saber o que é poesia
e sem precisar sair de seu universo.

Quanto à tristeza do sábio
deduzi não se tratar de mera decorrência
da multiplicação de dúvidas
em torno das verdades descobertas;
sim, da consciência que ele tem
de ser capaz de descobrir verdades
que não deviam existir...

Inserida por memoriadekleberlago

Ligue a navalha !


⁠Tenho 66 anos,
meu primeiro poema,
eu nunca esqueci.

Tinha 9 anos, quando
o escrevi.
Ligue a navalha,
que eu paro de bater,
se não ligar, eu bato
até morrer.

Batia em uma lata,
para minha vizinha ligar
a navalha, pra que o rádio,
eu pudesse excultar.

Me lembro como hoje,
a sua mãe ordenado,
ligue essa navalha,
pra esse garoto,
parar de ficar batucando.

Inserida por COMPOSITOR

Sou presa.

Esse seu olhar de predadora;
Faz assim:
Avança em mim?

Não pensa...
dispensa todo seu pudor,
me avança,
seja lá como for,
mas que venha por inteira,
fique ao meu dispor...
te espero,
quero...
e nem precisa ter amor.
Quero só que se lambuze,
que me use,
com ardor.

Ame-me

Guie-me entre teus intrigantes relevos
Faça-me sentir teus pontos de impacto
Escravize-me; faça meu corpo teu desejo
Espete-me, cheire e chame de cravo

Leve-me aos maus caminhos
Deite-me e seja má
Castigue-me! Mas com carinhos
Ame-me e só farei te amar.

...não é fácil pra ninguém viver uma vida esperando.
Quanto mais o tempo passa, mais se espera e o ciclo não se completa.

Me sinto feliz,
Sinto as palavras voltando pra mim.
Como um filho pródigo retorna a sua casa.

Em meu coração
ainda sinto,
aquele desejo desenfreado
de um dia te ter comigo.
Em sentir seu doce beijo
e seus braços envolto de meu corpo
num aperto envolvente,
tirando-me o ar.

Ainda lembro dos dias
que se passaram.
Do desprezo que tinha por mim
de cada palavras jogada no vento
como chacota para me tirar
os pés do chão.

E com o decorrer do tempo
percebi que o amor
que tanto doía, já não mais
existia dentro do meu peito
Pois foi tirado, arrancado, escondido
para que a mente acreditasse
que por ti nada mais existia
nem mesmo uma faísca
para incendiar novamente.

Mas hoje vejo
que mesmo depois de tanto tempo
sei que aquele mesmo amor
reina dentro de mim.
Não da pra esquecer, só me resta
aceitar e a vida encarar
de um modo que a cada passo
posso ir além,
Mais próximo, ou mais longe
de você.

... não é que eu não queira ser grande,
a grandeza me assusta.
não é que eu não queira subir,
as escadas são longas.
não é que eu não queira vencer,
as batalhas são duradouras.
não é que eu não queira viver,
é o medo que me faz assim.

*não é que deixei de lutar,
apenas desisti do que não foi feito pra mim.*

O tempo nos mostra
A hora de parar.
As vezes insistimos
Achando que o tempo está errado
Mas o tempo não erra.

Temos que acreditar nos sinais
Nos toques que a vida nos dá.
As vezes uma presença nos instiga a ficar
Mas os sinais mostram
É hora de parar.

Foi sempre eu, a me esquivar
Foi sempre eu, a correr de ti
Nunca tive coragem de tocar
Nunca tive coragem de te sentir

Quando o mais perto cheguei
Quase desfaleci.
Não vi nada em minha frente
Corri pra bem longe de ti.

Não se pode tocar um Deus
Ou algo assim semelhante
O que é proibido na terra
No céu te vejo distante.

A fábrica do poema

SONHO O POEMA DE ARQUITETURA IDEAL
CUJA PRÓPRIA NATA DE CIMENTO
ENCAIXA PALAVRA POR PALAVRA, TORNEI-ME PERITO EM
EXTRAIR
FAÍSCAS DAS BRITAS E LEITE DAS PEDRAS.
ACORDO;
E O POEMA TODO SE ESFARRAPA, FIAPO POR FIAPO.
ACORDO;
O PRÉDIO, PEDRA E CAL, ESVOAÇA
COMO UM LEVE PAPEL SOLTO À MERCÊ DO VENTO E EVOLA-SE,
CINZA DE UM CORPO ESVAÍDO DE QUALQUER SENTIDO
ACORDO, E O POEMA-MIRAGEM SE DESFAZ
DESCONSTRUÍDO COMO SE NUNCA HOUVERA SIDO.
ACORDO! OS OLHOS CHUMBADOS PELO MINGAU DAS ALMAS
E OS OUVIDOS MOUCOS,
ASSIM É QUE SAIO DOS SUCESSIVOS SONOS:
VÃO-SE OS ANÉIS DE FUMO DE ÓPIO
E FICAM-ME OS DEDOS ESTARRECIDOS.
METONÍMIAS, ALITERAÇÕES, METÁFORAS, OXÍMOROS
SUMIDOS NO SORVEDOURO.
NÃO DEVE ADIANTAR GRANDE COISA PERMANECER À ESPREITA
NO TOPO FANTASMA DA TORRE DE VIGIA
NEM A SIMULAÇÃO DE SE AFUNDAR NO SONO.
NEM DORMIR DEVERAS.
POIS A QUESTÃO-CHAVE É:
SOB QUE MÁSCARA RETORNARÁ O RECALCADO?

... Não me diga, que não me ama
Não me diga que, nunca me amou
Conheço seus sentimentos
Conheço seu coração
Sei bem que ainda existe
Algo ai dentro, que ainda não acabou.

O centro de tudo

Foi naquele campo,
com gramas verdes e flores
amarelas,
que eu te vi pela primeira vez.
Você estava em cima da árvore mais alta
no centro de tudo. Onde se via tudo.

Deitado como uma preguiça
olhando para céu azul alaranjado
de um fim de tarde.
o sol se pondo era o grande espetáculo,
mas pra mim era ver você deitado.

Nem sequer notou minha presença
fiz o máximo de silêncio possível
para não lhe chamar a atenção.
caminhei de mansinho e fui embora
para no outro dia voltar
e quem sabe poder contigo falar.

... queria poder ser sua cura,
mas no decorrer das circunstâncias, vejo
que sou a tortura, o veneno que te embriaga
que te enfraquece,
e o faz cada vez mais doente.