Poema 18 anos
Charlie Brown: Dizem que a força da gravidade é 13% menor do que era 14,5 bilhões de anos atrás.
Lucy: De quem é a culpa?
Charlie Brown: Culpa? Não há culpa
Lucy: O que você quer dizer “Não há culpa?” Tem que ser culpa de alguém! Alguém tem de tomar a culpa! Encontre um bode expiatório!
Se você ajuda os outros,você
serà ajudado,talvez amanhã,
talvez em cem anos,mas você
sarà ajudado.A natureza tem
de pagar o débito...é uma lei
matemática,e toda a vida
é matemática.
Os anos passam sem parar
E não vemos uma solução
Só vemos promessas de um futuro que não passa de ilusão
E a esperança do povo vem da humildade de seus corações,
Que jogam suas vidas seu destino nas garras de famintos leões
Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.
Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”. Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te? como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe dali para ir para dentro de si. Pensou que provavelmente foi isso o que lhe aconteceu naquele dia longínquo em que a deixara, sozinha e esparramada de dor, no chão, para nunca mais voltar.
De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona.
Foram as palavras dela, poucos minutos depois, quando ele, teimoso, a seguiu até ao fundo da rua em hora de ponta. Estavam frente a frente, toda a gente a passar sem perceber que ali se decidia o futuro do mundo. Ele disse: “casei-me com outra para te poder amar em paz”. Ela disse: “casei-me com outro para que houvesse um ruído que te calasse em mim”. Na verdade nem um nem outro disseram nada disso porque nem um nem outro eram poetas. Mas o que as palavras de um (“amo-te como um louco”) e as palavras de outro (“amo-te como uma louca”) disseram foi isso mesmo. A rua parou, então, diante do abraço deles.
Com o passar dos anos a gente quer mais é paz,
O amor próprio renasce e floresce.
Um florescer novo em calmaria,
Já não se tem tanta pressa, porque sabemos que com pressa não tem perfeição.
Caminhamos mais devagar, porque sabemos que a caminhada é mais bela se observarmos os detalhes.
Pois é nos detalhes que a vida tem brilho,
nos detalhes os olhos enxerga a perfeição.
Nos detalhes que sabemos quem caminha conosco,
quem não caminha e quem se perde pelo caminho.
Nos detalhes vemos que a caminhada vale a pena.
Vemos quanto peso se perdeu, peso que não era nosso. Vemos também quem realmente caminha conosco, que transforma os embaraços em laços.
Laços esses que fica na história, marcando memória de união, companheirismo de quem realmente ficou.
Ficou do nosso lado em um tempo marcado.
Marcado de afeição e valorizado de coração.
Eu amei você por muitos anos
Talvez eu não seja o suficiente
Você despertou o meu medo mais profundo
Mentindo e nos destruindo
Em algum dia de setembro as 19h19 numa estação de trem, um homem com 43 anos, cabelos grisalhos, feição calma, sereno, estava sentado, ao seu redor milhares de pessoas cansadas com fones de ouvido e um celular na mão. Aquele homem era diferente. Logo um jovem se aproximou, cabisbaixo, perdido, viu o homem olhar as pessoas e o ambiente e em segundos fez o mesmo, o homem então disse:
- Deliberei sobre o óbvio, concluir que nem tudo é tão óbvio assim...
O jovem virou-se para o homem e não disse nada, apenas continuou dando-lhe atenção, e o homem continuou
- ... quando se é criança se pergunta o óbvio o tempo todo, e isso de fato é bom, mas os adultos sem tempo para “besteiras” lhes dão respostas simplórias que assassinam a curiosidade das crianças.
- Quais respostas senhor? – Indagou o jovem
- Não perca tempo com isso menino, “Sempre foi assim”
Diz o homem com uma voz debochada.
- Tem alguma solução? Mais uma vez indagou o jovem
- Sim, o óbvio tem que ser perguntado, analisado, não que cheguemos há uma conclusão, mas ao fazer isso, podemos transcender o simplório, ultrapassar a barreira imposta por aqueles adultos “sem tempo”, e cultivarmos a criança curiosa que um dia existiu nesse corpo.
- Você acredita que perguntando sobre tudo o tempo todo pode fazer com que alguém ultrapasse alguma barreira? Retrucou o Jovem
- Eu acredito que: Não é necessário saber onde está para ir há algum lugar, mas se você sabe pra onde ir, primeiro tem que se achar.
- Mas isso é óbvio!! – Novamente retrucou o jovem
O homem se levantou e disse:
- Então...
Vivi alguns anos e fiz muitas coisas.
Algumas julgo que foram certas, outras nem tanto.
Quem não erra, nesse mundo cheio de ilusões?
amei, fui amada, deixei de amar, deixei de ser amada.
Tornei-me preguiçosa para o amor.
Dá trabalho! Tem que cuidar, cercar, olhar se não está dando mofo ou coisa pior.
É engraçado!
Todos os poetas e românticos cantam o amor.
É ele louvado de todas as maneiras.
Par cientistas não passa de substância liberada pelo cérebro que nos faz sentir bobos.
Para os religiosos é obrigação para ganhar o céu.
Filósofos também têm suas teorias.
E eu?
Não falo de amor aos filhos, pais ou amigos, nem mesmo do amor ao próximo que Jesus ensinou.
Falo do amor que nos leva até as nuvens e faz com que brilhem nossos olhos, mãos e pernas tremam e o coração coitado, só falta parar.
Falo do amor que é sol, luz, ar água e fogo, alimento para a vida, para a alma.
Aquele amor que quando chega faz as luzes brilharem mais forte, o tempo parar( ou correr, não se sabe)
O amor enfim se fazer presente, paupável.
Esse amor não precisa ser tocado. As almas não tem essa necessidade.
A simples presença, o pensamento faz tudo ser real, eterno e imortal.
NÃO!
Depois de vários anos tentando, tentando, tentando, aprendi a dizer “Não”, motivos de comemoração, afinal já disse muitos “sins” e fui humilhada, já disse muitos “sins” e fui maltratada, já disse muitos “sins” e fiquei sufocada, já disse muitos “sins” e fiquei fazendo serviços meus e dos outros, já disse muitos “sins” e carreguei o mundo nas costas. Minha lombar não agüentou, meus “sins” tornavam minha vida cheia de “nãos”.
"Daqui a alguns anos, quero olhar para trás e ter a certeza que fiz o que pude para ser feliz! Quero acreditar que tentei todas as possibilidades, que enfrentei todos os problemas sem que eles me dominassem e que contribuí com aquelas atitudes certas que fizeram toda a diferença...
Quero olhar para trás e ver que fui corajosa por ter falado a verdade, por ter mostrado minhas intenções e por ter exposto todos os meus sentimentos. Quero sentir orgulho por não ter fugido de situações por medo de sofrer. Quero não ter desistido de todos os meus sonhos, por mais que eles me parecessem impossíveis em alguns momentos. Quero não ter me arrependido de não ter vivido um possível grande amor, por medo de me entregar novamente, mesmo que tantos outros tivessem me feito sofrer. Quero sentir felicidade por ter escolhido a profissão e os amigos certos para me acompanhar no decorrer de toda minha longa trajetória...
Quero olhar para trás e ver que aquilo que me guiou foi o amor pelas escolhas que fiz, e no momento que eu estiver fazendo essa avaliação, serão elas que estarão ao meu lado e farão com que eu sinta admiração por mim mesma. E este será o melhor momento de todos! É.R.P"
SONETO DE 27 DE FEVEREIRO
Dia e mês que levo os anos
Nas costas, cada vez maior
Nos sonhos hão-se planos
No afã do fado, gentil suor
Levo com cuidado esta data
Num único e poético itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário
Nunca posso dar um até mais
Pois, veloz já é naturalmente
Nas ilusões deixadas no cais
E busco ter posposto pendente
Ser mais velho, são fatos anuais
Ser feliz, é ter a vida de presente...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Por anos eu te procurei,
Mas nunca te encontrei.
Valeu a busca,
Pois o importante foi o sonho que sonhei.
Era uma vez um macaco que ficou 2 anos solteiro
entrou em depressão e se matou e fim.
...macacos também choram!
Você pode contar muitos anos de vida e ser jovem. A idade cronológica não é mais importante do que essa juventude espiritual que você pode mostrar a todos os que contemplam o seu sorriso e bondade.
Pense sempre que a arte de viver é morrer jovem, o mais tarde que puder.
Amor, hoje é um dia superespecial.
Hoje a gente faz 2 anos de namoro.
2 anos é muito tempo, 2 anos é quase uma vida juntos.
Amor, hoje eu quero que você saiba que eu te amo muito
e que, apesar das nossas brigas, eu nunca vou te deixar,
eu nunca vou dizer que não foi bom.
Nosso amor vai durar para sempre!
Eu te amo!
A procura do teu amor
Amor, fatos, todos me levam a você,
Dias, anos, já tentei te esquecer,
Mas como posso se você está em meus sonhos,
Nos meus dias, em minhas noites.
Queria escutar tua voz então liguei,
Queria te vê, então fui até você,
Queria te amar, então foi só pensar,
Te quero tanto, não imaginas o quanto.
Corrente, torrentes, amores desiguais, indiferentes,
Conciso, prolixo e decadente,
Aos poucos vai se desvairando,
No vento quente, na seca independente,
Mas forte como nunca, e tão longe como sempre,
Penso em você, e se sabes que penso, por favor não deixe que te esqueça.
Mulher e Sexo:
- Dos 15 aos 20 anos: só apaixonada.
- Dos 20 aos 30 anos: não precisa paixão, mas tem que ligar no dia seguinte.
- Depois dos 30: não quer paixão, dá o número de telefone errado, mas tem que admirar o parceiro (a).
O jogo e seus níveis.
Desde os 11 anos eu queria ser um mártir
Eu não tinha planos, tinha sonhos como Martin
Queria ser grande, Bob, Ghandi, Rosa Parks
Espalhar ideias perigosas tipo Marx
Castanheira Bertholletia excelsa
Há mais de quatrocentos anos germinei este chão
Crescia lentamente de galho em galho,
folha em folha de inverno a verão
No outono usava estratégia derrubando
minhas folhas para suportar manhãs e noites frias
Assim reduzia ao máximo o gasto
da minha energia
Aos poucos fui ganhando espaço e
fortalecendo as minhas raízes com muita dedicação
Enfrentei sol, enfrentei chuva, também
raio e trovão
À medida que ia me desenvolvendo
ia ganhando espaço nas alturas
Já produzia frutos com tamanha
fartura
Ali, alimentava os roedores, os micos e
até mesmo o homem
Com tantos frutos de qualidade
ninguém ficava com fome
Fui condenada à morte sem
ter nenhuma culpa
Na estatística da extinção isso
muito me preocupa
Ao meu redor foram construídas habitações
sem analisar a minha presença
hoje sou uma castanheira idosa
que só me restou uma sentença
Há centenas de anos estive por aqui
mas nunca era notada
Hoje até em forma de poema estou
sendo citada
Nos meu últimos dias de vida
fiquei famosa com tamanha repercussão
Entrei até pra redes sociais que causou emoção
Sei que viveria ainda cem anos a mais
porque é a idade da minha espécie prevista
No entanto a vinha existência será ceifada
de maneira egoísta
Hoje estou sendo arrancada da minha terra e triste deixo um recado ao homem
Aproveite o que tem de mais belo da natureza
ao seu redor de forma abundante
Não espere o fim das plantas, dos animais e das
pessoas para perceber o quanto somos importantes.
Autor: Jilmar Santos
BONECA DE CROCHÊ
Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos.
Eles tinham compartilhado tudo um com o outro, tinham conversado sobre
tudo, não tinham segredo entre eles afora uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Assim por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria
naquela caixa de sapato. Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o
médico falou que ela não sobreviveria. Então o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de
dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou:
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas,a dois dólares cada...
