Poema 18 anos

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O Natal chega todos os anos, mas nem sempre encontra a gente no mesmo lugar por dentro.
Alguns chegam cansados, outros feridos, muitos em silêncio. Há quem sorria por fora, mas carregue batalhas que ninguém viu ao longo do ano.


Talvez este Natal não seja sobre mesas cheias ou presentes embrulhados. Talvez seja sobre perceber que, apesar de tudo, você ainda está aqui. Respirando. Tentando. Acreditando, mesmo quando quase desistiu.


O Natal lembra que a esperança não nasce em palácios, nasce em cenários improváveis. Nasce quando tudo parece pequeno demais para dar certo. E, ainda assim, algo novo começa.


Se este ano foi difícil, talvez isso não seja o fim, mas o intervalo necessário para um recomeço mais consciente, mais forte e mais verdadeiro.


Que neste Natal você se permita menos cobranças e mais sentido.
Menos pressa e mais presença.
Porque às vezes o maior presente não é mudar o mundo, é mudar o olhar.

Passando para agradecer tudo o que você tem feito por mim nestes 12 anos.

Desejo:
* Saúde.
* Prosperidade em seus negócios.
* União e paz em sua família.
.
Meu primo André.

⁠Há muitos anos num planeta longínquo,
Havia dois Seres Imortais poderosos
que viviam em constante conflito,
O Luar preferia a Escuridão
para sempre observar as estrelas
senti aquela calmaria no coração
Já Aurora, amava a Claridade
por revelar as belezas naturais
e fazê-la desfrutar uma aprazível simplicidade,
Então, durante um tempo lamentável,
a Claridade e a Escuridão lutaram
por domínio,
Enquanto, aos poucos,
aquele mundo ia sendo destruído,
Demorou, mas, felizmente, perceberam
que ambos eram importantes ,
que aquela disputa seria irrelevante
se tudo não mais existisse,
Depois, uniram-se, usando seus poderes para que tudo fosse reconstruído,
Finalmente, o objetivo foi alcançado,
num perfeito equilíbrio,
A Claridade e a Escuridão conseguiram
seus espaços,
E assim, voltou a reinar, naquele lugar,
a Paz e a Harmonia,
Luar tornou-se o Guardião da Noite
e Aurora a Guardiã do Dia
E desta União aguardada,
nasceu Crepúsculo, queseria o Guardião da Madrugada no Futuro.

Nos últimos anos, francamente, tenho aproveitado mais a companhia da minha solitude, fico isolado no meu mundo particular, em boa parte do meu tempo, até certo ponto é salutar, entretanto, a presença de pessoas continua sendo muito significante, umas mais do que outras, mas todas tiveram a sua participação, algumas delas ainda continuam participando e sem dúvida, certos momentos sem elas não seriam os mesmos.

Então, agradeço a Deus pela vida de cada uma com quem estive, principalmente, pelas que permanecem comigo, melhorando o meu dia, motivando o meu riso, dando sentido para vivências inesquecíveis, presentes sempre que possível, seja pessoalmente ou por mensagem, apesar da distância, das minhas imperfeições, dos imprevistos, da falta de condições favoráveis, que reforçam o fato de que a simplicidade por ser incrível

Não é errado desfrutarmos da nossa própria companhia, pelo contrário, é algo imprescindível, conviver ou ter que lidar com outros mundos, mesmo que, temporariamente, não é fácil, todavia, não é impossível, mais difícil deve ser para um eterno solitário, pois, certamente, com a solidão, determinados lugares e ocasiões seriam inexpressivos, descartáveis da mente, não teriam tanto brilho, portanto, ambos são necessários, a convivência com outros e o conviver consigo.

Parintins, Flor do Amazonas – 173 Anos


Às margens do rio que encanta,
Nasceu tua história formosa.
Teu povo ora e canta,
No chão, canção gloriosa.
Ó Parintins, por Deus abençoada,
Pelos caboclos, pra sempre amada.


Nas tardes mansas, o sol te abençoa,
Pintando de ouro a correnteza.
O boto salta, a arara entoa,
E o povo brinda tua beleza.
Teu nome é verso que o tempo ensina,
Tua alma é pura, tua voz divina.


Teus rios falam com voz de criança,
Teus ventos trazem antigas canções,
Das mãos caboclas, cheias de esperança,
E do benzeiro que embala os corações.
Ó Parintins, terra de lenda e fé,
Teu nome é luz que aplaudo de pé.


Hoje a cidade inteira festeja
Teus 173 anos de alegria.
Paz é o bem que teu povo deseja,
Felicidade, amor e harmonia.
Hoje é teu dia, Tupinambarana,
Ilha do amor, eterna e soberana.


Parintins, meiga flor do Amazonas,
Tua bandeira é meu coração!
Teu povo canta tua história,
Com orgulho, amor e gratidão.
Parintins, pátria das águas,
Brilhe pra sempre na imensidão!


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Quando a verdade encontra caminho

Talvez você pense que tudo isso já dure meses… talvez até anos.
Mas escuta com atenção: uma hora vai acabar.
Tudo o que parece imutável hoje, amanhã será lembrança ou lição.

Se eu fosse você, diria agora: chega.
Dar um basta não é fraqueza; é coragem.
É olhar para o espelho antes que ele se torne estranho,
antes que o reflexo do que você foi se perca em sombras que você mesmo criou.

Há forças que não se veem, acontecimentos que dançam no invisível,
realidades que insistem em se mostrar.
A verdade é paciente, escorre pelas frestas,
como água que busca a luz, como luz que atravessa a escuridão mais densa.
Não há escapatória: quando ela se revela, é clara, crua, inadiável.

O tempo é impermanente; tudo passa.
A vida exige que despertemos, que vigiemos, que olhemos para dentro.
Ignorar o que pulsa no mundo e dentro de nós
é permitir que a vida se dissipe sem ser vivida plenamente.

Você é a única ponte entre o que é e o que pode ser.
As escolhas não esperam; a consciência não se adia.
O instante chega silencioso, mas poderoso.
E quando chegar, nada restará além de você
e da verdade que você ousou enfrentar.

Não fuja, não adie.
Não espere que o tempo feche as portas ou que o espelho mude sua face irreconhecível.
Desperte agora. Respire, veja, sinta.
Seja luz no próprio caminho, mesmo quando tudo parece escuro.
Porque, no final, só restará você…
e sua consciência, nua e inteira, frente à própria vida.

Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.


A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.


Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”


Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.


Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.


O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.


Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.


A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:


que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?

Companheira da Noite

Ao longo dos anos, a noite tornou-se minha companheira assídua. Em minha fortaleza — na escuridão silenciosa — pequenas luzes surgem, e eu penso: seriam minhas energias que ainda não conseguiram se dissipar?

Então, como em um passo de mágica, elas me envolvem e me acalentam, embalando-me suavemente até que o sono chegue.

Meu cigarro permanece apagado há 21 anos. Desde que meu pai se foi, em 2005, nunca mais tive vontade de acendê-lo. Naquela época, meus filhos ainda eram crianças: Bryan tinha 6 anos, Mike 3, e Jack era apenas um bebê de 2 meses. Hoje, todos se tornaram grandes homens.
Eu, por outro lado, virei um homem solitário. Bebo de segunda a sexta, vejo os dias passarem devagar e percebo que quase todos os meus amigos ficaram pelo caminho. Meus filhos quiseram me dar uma casa na cidade, conforto, coisas boas… mas eu preferi continuar aqui na roça. Aqui, a paz e a solidão aprenderam a caminhar ao meu lado.
Hoje sou um velho que já não faz mais a barba, que encontra alegria apenas em um copo americano e uma cerveja barata nos fins de semana. A solidão… ah, essa me acompanha há muitos e muitos anos. Mesmo com meus filhos tentando me dar tudo do bom e do melhor, ainda existe um vazio dentro de mim que nada consegue preencher.
Esses dias voltei à antiga mina onde meu pai buscava água. Sentei naquele lugar simples e chorei a tarde inteira. Fiquei lembrando das vezes em que ele me levava de carroça para pegar água com ele. Éramos grandes amigos. Escutávamos músicas, conversávamos sobre a vida e, naquela época, eu não imaginava que sentiria tanta falta daqueles dias.
Hoje, restam apenas as lembranças, o silêncio da roça e essa velha companheira chamada solidão.

Quem sou eu?


Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.

"O ano é 2123. Deixo aqui o que acredito ser meus últimos relatos ainda em vida. Duzentos anos atrás, um escritor inglês moldou seu próprio universo fundamentado diante do medo e desconhecimento que possuímos do universo. Lembro - me bem das histórias que meu avô contava, sobre seres antigos e colossais que reinavam no sombrio oceano, na velha e humanamente inconcebível cidade de R'lyeh. Sobre as criaturas que vagavam o cosmos, como bestialidades que desafiavam a natureza do Criador. Quero dizer, deveriam ser contos não é mesmo? Apenas isso. Nós evoluímos, a humanidade focou seus esforços pós terceira guerra na evolução de nossas tecnologias. A fome foi praticamente erradicada, mas as doenças triplicaram com os métodos de produção de alimentos. Encontramos a cura para todas as doenças que eram fatais à 100 anos, e criamos muitas outras que geneticamente foram modificadas. Os humanos nunca estiveram tão vulneráveis em séculos. Nosso derradeiro fim se aproxima, não pelo o que criamos, mas pelo o que aguardava seu momento para despertar. NÃO FORAM SÓ LENDAS! Ele existe! Meu Deus, ele existe! Um continente inteiro ergueu - se do oceano, o Grande Antigo não era uma história, ele é A HISTÓRIA. Nossas armas não podem parar seu avanço, destruímos nosso ecossistema na tentativa de impedir. Mas ele é a cólera apocalíptica, a reação do universo para tudo que nos tornamos, o que somos. E nesse momento, no porão da minha casa, eu, minha esposa e filho aguardamos a chegada da morte. Seja pela fome, pela loucura, pelas pílulas em nossas mãos. Estamos entregues aos desejos do universo que trouxe para cá o novo rei e algoz desse mundo."


-Homenagem ao grande H.P Lovecracft

Nem toda conexão precisa de anos para ser verdadeira.
Algumas conexões são imediatas,
e são eternas dentro do tempo que duram

⁠QUEM SÃO?

Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:

“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”

Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?

Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?

Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”

O Inventário do Tempo

Trinta e sete anos é o tempo exato que a memória leva
para transformar o luto em monumento. As décadas passaram
como forças erosivas, mas falharam em desgastar o essencial:
o incêndio absoluto dos teus cabelos ruivos e a lucidez
cortante dos teus olhos verdes que desafiam o esquecimento.

Para quem vive da arquitetura das palavras, a tua ausência
não é um vazio abstrato, mas uma presença muito concreta,
uma matéria densa que molda o contorno de tudo o que escrevo.
O tempo limpou o excesso e o sentimentalismo ruidoso do peito,
deixando apenas a estrutura firme daquilo que nunca morre.

O que resta hoje é uma sobriedade clássica e definitiva,
a crônica de uma partida que fixou a tua imagem na eternidade.
Tuas cores vivas não desbotaram com o avanço dos invernos;
permanecem salvas da decadência dos anos pelo registro exato,
gravadas para sempre na folha em branco através da narrativa.

O mundo seguiu o seu curso perecível, confuso e esquecido.
Aqui, contudo, a tua existência permanece totalmente intacta,
guardada com zelo no ponto mais alto e frio da minha história.
Testemunha do tempo e também o guardião dessa eterna memória,
deixo registrado o fato que o destino jamais apagará.

AnjoPoeta

⁠Sou o encontro de passado e presente
uma história que se enlaça
em tantas outras vidas
são anos de aprendizado,
de gente querida
de momentos bons
e outros nem tão presentes

Mas em mim está a força
de seguir em frente
a certeza de que a vida
é mesmo uma partida
e que cada passo dado
nos leva a outra vida
q ue o tempo é gigante
e ao mesmo tempo tão carente

Eu sou um livro aberto,
folhas amareladas pelo tempo
mas ainda trago em mim
a esperança e o sentimento
de que é possível criar
um mundo melhor

E assim vou caminhando,
entre o passado e o agora
tão vasta é minha jornada,
tão grande é o meu tesouro
sou o tempo que persiste
e que não tem borda nem sabor.

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

Sem te ver eu mim apaixonei ao te conhecer eu te amei, vivi 24 anos sem você hoje não passo um dia sem te querer.




A.K

⁠Hoje a nossa bela flor faz anos
parabéns minha linda e amada filha
que olhes sempre para o futuro com otimismo
com essa alegria contagiante que tens
pois ninguém consegue ficar triste ao teu lado
tu és um um raio de sol que ilumina a nossa vida
Parabéns e felicidades meu amor.

“Aprendi a falar pouco — só o necessário.
Com o passar dos anos, aprendi a ouvir mais, a acertar mais,
porque já não tenho tempo para erros.”


— Wander Von Müller

A passagem dos anos me mostrou que não existe nada mais precioso do que o autoconhecimento. Este é o segredo para uma vida de paz, harmonia e consciência tranquila.


Rita Ramos Cordeiro