Podemos
Não é possível evitar a formação de hábitos em nossas vidas, mas podemos moldá-los para que estejam em harmonia com o propósito de nossa existência, ou melhor, de nossa alma. Dessa forma, nos tornamos uma consciência orientada para a felicidade e o amor. Alcançamos a verdadeira realização quando cumprimos nosso propósito divino.
No sussurro sereno da madrugada, quando o véu entre os mundos é mais tênue, podemos entrever a verdade: a morte não existe. Ela é apenas uma miragem, uma ilusão para aqueles que ainda não despertaram para a espiritualidade em sua plenitude. Aqueles que se prendem ao efêmero, ao ego e ao labor cotidiano, muitas vezes não conseguem perceber a magnificência da existência contínua.
A verdadeira essência da vida reside além das fronteiras tangíveis. Aqueles que cultivam a sensibilidade mediúnica podem atestar isso, pois, como ventos suaves, captam as mensagens dos que já atravessaram para o outro lado. Vozes queridas, memórias persistentes, risos que ecoam como sinfonias atemporais - tudo isso está ao nosso alcance quando olhamos com os olhos da alma.
No dia em que despertarmos para nossa essência espiritual, a barreira ilusória entre o físico e o espiritual se dissolverá como névoa sob o sol nascente. Viveremos em harmonia com todas as dimensões da existência, compreendendo que a verdadeira perda é perder-se de si mesmo, esquecendo a conexão divina que todos compartilhamos.
E assim, navegaremos pelo oceano infinito do universo, conscientes de nossa imortalidade, reconhecendo a sacralidade em cada instante, em cada interação, em cada batida do coração. Pois, no grande esquema da eternidade, somos eternos viajantes, tecendo histórias que jamais conhecerão um fim.
A capacidade de amar se alarga diante do exercício diário que podemos ter em colocar a boa vontade na direção de nossos atos.
Chove lá fora gotinha e gotão,
aqui dentro pena e algodão,
sair não podemos,
guerra de travesseiro é o que fazemos.
Amigos são ilhas de doçuras que em meio ao mar revolto desembarcamos e onde agradecidos podemos descansar.
Se podemos, porque não deixar o dia daquele que convive conosco mais sereno, mais fácil e feliz de viver...
Deus nos criou, nos outorgou ainda assim, que tivéssemos o livre arbítrio. Podemos fazer de nossas vidas o que bem entendermos. Criou também a maior Lei do Universo, a Lei do retorno. Colheremos tudo que plantarmos.
Podemos ter as melhores intenções e uma gama de possibilidades diante de nossos olhos, mas sozinhos nada fazemos, o coletivo é que realiza.
O otimismo é a verdade melhorada, o pessimismo a verdade dramatizada. Podemos sempre melhorar sem dramatizar.
Nem sempre podemos contar com sucessos, com apenas coisas boas. O revés faz parte de cada tapete, e cada um tem o seu.
Sabemos evitar buracos por onde passamos. Podemos evitar tudo o que não faz bem. As escolhas são o santificado direito que temos a grata satisfação de merecer. É a decisão da trilha; mais que isso, é o hoje que plantamos e amanhã vamos colher.
Dessa vida podemos levar tesouros inalienáveis que nada e nem ninguém poderá roubar. Cultive o amor e a fé, a bondade e a caridade que rico, muito rico você será.
Só no hoje que podemos viver de forma efetiva, portanto, para o passado, perdão e ressignificação e para o futuro, fé e esperança.
"Hoje em dia podemos ter uma boa base de quem são as pessoas através do comportamento delas nas redes sociais".
Passeio com a existência
Olá existência como está?
Um passeio juntos podemos dar?
Pois perguntas quero lhe fazer
Me tens mil vidas para responder?
Porque transas com o niilismo
E outras beijas os lábios do Lirismo?
Figura abstrata fruto da psique
Porque tão presa a tantos porquês?
Tentar te decifrar
Foi simplesmente aceitar
Que somos nada mais
Que átomos incompreendidos
Pelo ego iludidos
No passeio com a existência
Eu pude entender
Que a efemeridade e o tempo
São frutas líricas do saber
Quadros surrealistas
Pincelados em sonhos
Como os de Salvador Dalí
Sempre os cravos do tempo
Da dúvida e do aqui
