Pessoas Inocentes
Os humanos inverteram armas para se matarem uns aos outros e quando vidas inocentes acabam, assinam acordos de paz. Que tipo de rato inventa a própria ratoeira?
Ao meu carrasco obsessivo
Tudo começou de maneira inocente... Você foi ganhando a minha confiança. Eu realmente acreditei ter um amigo ou um fã admirador. Mas o seu objetivo era outro. Queres me punir... Me domar como doma as suas feras ... Mas eu sou uma mulher você Não precisa de mim. Procure por outras me deixe ser eu mesma... Não me repreenda por minha natureza rebelde e atrevida... As suas palavras estão atravessadas em minha garganta. Não quero me submeter as suas ordens... E desejos... Nem sentir esse estranho sentimento... De me sentir sem saída. Me deixe em paz procure por outras ... Você não precisa de mim... Eu só quero ser eu mesma... Eu não quero brigar com você me sinto cativa. Eu sou bastante educada e paciente só espero que compreenda ... Você também tem seus erros... Faça uma reflexão... e me liberte desse cativeiro que você fez pra mim.
Flores
Uma Gardénia sincera pintei, inocentemente de branca!
Flor que a todos enleva, qual Florbela que me Espanca!
Fita-me depois uma Margarida pequenina e inocente,
Ali e acolá, às escondidas da Gardénia e de toda a gente...
Uma Gerbera baloiça alegre e sem saber de nada
É engolida por uma voraz Papoila encantada!
Bela flor, a Irmã do Nenúfar em água mergulhado!
Plantei juntas, estas duas irmãs do meu agrado!
Violeta e Alfazema no meu jardim vieram encontrar
Uma Rosa que queria, num poema ser plantada!
Mas nenhuma das três a viu acabada. A poesia!
Foi de dia, que uma Flor de Laranjeira me deu
Uma honra nua, que na minha lembrança e na sua
Para sempre ficará!
Flores perfeitas, onde as há?
Talvez na Índia ache Orquídeas Rainhas!
Alguém as quer suas, mas eu quero-as minhas!
Veste o Jacinto tatuado, um “Sari” encarnado...
Raro vinho tinto que não passou do noivado!
Um postal me deixaram, em jeito de recado...
Um Lírio sedutor e uma Flor de Lis que me calha...
Jogado à minha sorte, bebo no campo de batalha
Tudo o que há pra pecar: suor, luxúria e pecado!
A Coroa Imperial. Do alto da sua sedutora luz e poder,
Rompe a rombos de machado o porte régio do meu ser!
Fico amansado! Mas a Acácia amarela depois me seduz!
Creio ter espinhos e dor! E tem! Creio ser uma cruz!
Se Deus há no Céu… Ele finalmente me prendou...
Cravo branco, amor ardente, mãe de todas as ofertas,
Inexplicável flor, porque todas as outras desconcertas?
Jasmins e Gladíolos com pétalas a esvoaçar,
Prímulas e Cactos que me querem dar a mão!
Antes partir que vergar, a flores que não o são!
Mas que raio...
Uma flor, numa Flor de Lótus sentada está!
É o que esperava? Será?
Por minha culpa, não!
Antes espinhos virão!
Sai da minha sombra Petúnia! Procura a tua luz!
Sal, azedume e dolo, não são o que me seduz!
Cravo Amarelo, cantas bem mas não me contentas!
Cheirei as cores da tua alma e eram todas cinzentas!
O Açafrão e a Azálea Branca das querelas e traições,
Dos saltos pelas janelas e dos arfares dos pulmões
São como a Rosa Lilás! Não me dizem nada!
A professora Camélia, de grandes pétalas e atraente,
Não se deixou regar! Não era pró meu fino dente!
Aconteceu assim este fado…
Talvez o meu jardim não estivesse bem regado!
Adelfas e Magnólias me aquecem como as aqueço,
De dia, vestem-se às direitas, de noite do avesso!
Pergunto porém
À Tulipa Amarela, que sonhos tens acordados?
Malas comigo feitas ou desfeitas aos bocados?
Giesta, flor que dá calor ao espinho que colhi…
Fiel livro que li! Flor que não partiu. Floriu!
Sorri a Dálias, Cardos e Flores do Campo
Antes de perguntar:
Malmequer ou bem-me-quer, o que queres semear?
Regar tais flores é como ter navio e não ter mar!
Às Begónias colhidas, que me foram dadas,
Angústias e uma flor dei, às flores rejeitadas…
Morreram todas...
Morreu Mais Um Alguém...!
Mais um alguém morreu...!
... Talvez culpado... Talvez inocente... Talvez confundido... Talvez... Talvez...
Talvez...!
Morreu mais um alguém, sem a prerrogativa da argumentação, do
julgamento... Do perdão !
Morreu mais um alguém... !
Mais um alguém Morreu! Talvez sem saber por que, por que morreu...
...Alguém filho, filha, alguém irmão, alguém pai, alguém Mãe, alguém amigo...
Alguém pessoa, alguém gente, alguém ser humano, alguém cidadão...
Alguém ! Alguém ! Alguém !
...Morte talvez sem culpados... Morte talvez sem culpas... De quem morreu...
Talvez...!
...Alguém morreu... Alguém com nome e sobrenome... Alguém que faz parte
da vida de alguém... Morreu... Morreu mais um alguém !
...Mais um alguém morreu...!
Em tempos de beijinho no ombro e sabe nada, inocente... Ter o Rosa e o Machado em mãos é privilégio de poucos.... seres antiquados que nasceram para torturar os seres modernosos que acham que de tudo pode-se fazer farora...
Farofa de ovo.... farofa de letras...
Farofa sem gosto...
Farofa de osso.... farofa de desgosto!
Triste do inocente que se apega em amparo do outro humano, quando a decepção acontece você é a própria vítima da tua inocência.
Quando alguns pensadores se reúnem para beber, até mesmo a mais inocente metáfora pode se tornar motivo de discordância.
"Era um pensar inocente
Que aquilo tudo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou."
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
haverá de restar somente
O canto inocente dos grilos
reverenciando
O teatro mágico de Estrelas
O inimitável voo de pássaros
O mutismo imutável das rochas
O espírito das águas
E um pântano de cruzes
Nossas cruzes
Esquecidas
Após o apagar de todas as luzes
Um dia
haverá de restar somente
Um mundo perfeito
Livre de todos os efeitos
destrutivos
Que existiram por aqui
durante a passagem
da gente
Ao absorver os traumas de todos os inocentes poderemos nos tornar piores que os verdadeiros algozes.
Um dia você julga, no outro és julgado... Apenas em nossa imaculada consciência somos inocentes e culpados.
Não vivemos inocentes em nossas ações... Somos protagonistas da vida, pioneiros de uma grande missão.
Quando os ímpios se mostram excessivamente inocentes de seus atos ilícitos, até os urubus se tornam herbívoros.
Graças a um dedilhar inocente orquestrado pela maturidade, dançando atenciosamente nas teclas de um piano, uma sonoridade amável é libertada como se alma estivesse amando e sendo lindamente amada.
Desta forma, a maldade fica envergonhada, então, cede a sua vaga para a bondade que desta vez é trazida pela arte sonora que aviva e proporciona uma simples ocasião equilibrada que tanto conforta.
Respeitosamente, a adultez e a infância se unem por meio da música qu é tão viva e avivadora que ignora a passagem do tempo e assim, conquista o adulto e a criança com um som que traz mais vida para cada momento.
