Pessoas Inocentes
Hoje eu queria te dar um beijo, um beijo inocente, um beijo na testa de boa noite. Não pedirei que esteja comigo nesta noite, nem pedirei que eu esteja em seus sonhos. Quero apenas te dar um beijo, pra te mostrar o meu carinho, pra te ver repousar.
Quero te ver repousar, tranquila, linda e serena, com a insegurança de um amanhã, mas com a segurança infindável do meu amor, e a certeza de que há um homem que só sorri depois de receber o teu "Bom Dia".
Esse mesmo homem que sonha com você é o que passa todo o dia dele com os pensamentos voltados para você. A cama parece um bom lugar pra sonhar... Sonhos que ainda precisam esperar, mas que, se você quiser, um dia vão se realizar. E, se você assim me desejar, ao teu lado farei o possível para torná-los reais.
Se me pedir um presente, eu te trarei a lua, só pra ela ter seu brilho e sua beleza ofuscados pela exuberância do teu sorriso.
Eu sinto que é ainda mais amor quando, depois do "boa noite", há uma vontade incontrolável que não passa enquanto eu não disser: "EU TE AMO!".
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A INFÂNCIA, A JUVENTUDE E A VELHICE
Na INFÂNCIA
O ser humano ainda é um ser inocente
E a vida não passa de uma diversão
Tudo vem fácil na mão por um presente
Pois em sua mente não existe preocupação
E vive sempre com um sorriso na face
Que é um dos meios que tem, para nos transmitir alegria
Na JUVENTUDE
tudo começa a mudar aos poucos
Pois já não carrega em seu coração, toda aquela inocência
E aí cada vez mais, a vida perde um pouco daquela diversão
Pois se tem o inicio a caminho da sobrevivência
E logo se encanta com o primeiro amor
E a partir daí, se tem o início da primeira experiência de vida mais madura
Nascendo a primeira lágrima
E com sua primeira perda, sentindo seu primeiro momento de dor
Um dia cai mais logo se levanta
E começa a entender que a vida tem seus altos e baixos
Mas ele nunca deixa morrer suas esperanças
Pois sabe que tem que aprender cada vez mais
Já na VELHICE
Sua mente vive com mais tranquilidade
E aquele fogo de amor tão forte
Começa a diminuir como o pisar de um freio
Procurando o descanso do corpo, em uma cadeira de balanço
Esperando o chegar de sua hora para poder partir em paz
No seu descanso eterno
Mas antes de partir, olha seus filhos já bem crescidos
E vê no olhar de seus netos
A felicidade de um Pai que hoje é um Avô
Mas ele sabe que a vida continua
E que esta profecia irá sempre se repetir
Pois aquela criança um dia crescerá
E mesmo que os anos continuem a vir
A mesma história sempre se repetirá
Mano, eu não quero saber se o cano tá quente, Se ce atirou no inocente, Por isso eu falo mano pelo amor! Eu sou o cara que é diferente, eu coloco uma rosa na ponta do apontador, e eu quero ver, você atirar novamente para mim, pois o talento que eu tenho eu trouxe do ventre. Machão é o cara que segura uma pistola, mas quem se põe na frente, é o que vai viver pra sempre.
- Guri MC
TÃO QUANTO.
Naquele tempo o amor era inocente,
As chuvas pareciam que choravam,
O e inverno era tão quente.
Eu vejo que de dia, a única estrela continua linda,
Diga-me, quantos passados você já passou?
E o que escrever sem rima?
Fica uma dica do meu coração,
Pois continuo escrevendo no papel rascunho,
E a minha mente, mente para minha solidão.
Não sou a dor, mas o amor,
Quanto mais perto estou, mas longe me sinto,
Tipo um beija-flor,
Voando, parado no ar, procurando seu ninho.
As minhas palavras não soam em minha voz,
Os meus pensamentos geram ilusões,
Sou como um rio, grande, mas sem foz.
Percorro, percorro pelas águas profundas,
Tipo um peixe, mas na direção do anzol,
E arremesso, arremesso o meu coração de uma funda.
Só para dizer o que nunca disse,
Que meu amor não durma,
Sou o rascunho, mas te digo,
Tão quanto o meu sangue será sangrado,
Tão quanto meu amor por ti será sagrado.
Autor: Cássio Charles Borges
....Derrotada, não vencida....
Foi menina inocente
Agora simples mulher
Memórias para guardar
Outras para esquecer
Riram-se dela descalça
Não conseguem entender
Suas vestes rasgadas
Escondem seu grande poder
Tecido com fio de ouro
É o traje do seu coração
Ornamentado com toda pedra preciosa
Ganhas a cada desilusão
Transporta o verde esperança
Usando derrotas como guião
Com um anjo fez aliança
Disposta a aprender cada lição
Conhece a enorme diferença
Entre derrotada e vencida
Usa o dom da paciensia
Tem vitória garantida
Pela estrada ela segue
Altos e baixos estão pelo caminho
Não sente medo nem teme
Aguarda sem pressa seu destino
Que mal fariam a Deus os nossos inocentes desejos?...Por que não merecemos nós o que tanta gente tem?
Pobres desgraçados
Que nascem sem ter ninguém
São almas inocentes
São franzinos corpinhos de nenéns.
E suas mães? Seus papais?
Muitas até já nascem sem saber de quem são...
Seu olhar, outrora inocente, tornou-se o eco do nada, uma escuridão tão densa quanto o abismo de um buraco negro, cujo magnetismo me arrastava irresistivelmente para a perdição.
Mas de um céu com luar e estrelado
A escuridão é o que vai sobrar
Do que era tão inocente
Tão diferente pensar.
A VESTIMENTA DA GUERRA
(Poema sobre os horrores dos conflitos e a injustiça dos inocentes que pagam o preço)
Vestida de cinza, de fogo e de pranto,
a guerra caminha sem rosto e sem canto.
Não tem coração, mas tem ordens em punho,
e assina sentenças num frio conjunto.
Nos salões do poder, bebem vinhos, decidem.
Assinam destinos — mas nunca os vivem.
Mandam soldados, filhos de alguém,
pra morrer por um trono, por petróleo ou por “bem”.
A criança que chora, não sabe o porquê.
Só sabe que a mãe não vai mais lhe acolher.
Que a casa virou entulho no chão,
e que seu brinquedo jaz sob explosão.
O velho, cansado, sem pátria ou abrigo,
sente o chão sumir — não tem mais abrigo.
A sopa que faltou, a reza que escapa,
a lágrima muda que desce e desaba.
A mãe que amamenta no meio do medo,
vê o filho ir pro front — sem querer, sem segredo.
Briga que não é sua, dor que não tem fim,
mas que corta a carne, invade o jardim.
O pai, sem paredes, sem teto, sem pão,
carrega nos braços o resto do chão.
Os olhos perguntam: “Por que, meu Senhor?”
Mas as bombas respondem com mais desamor.
E o soldado que parte, coração em pedaços,
com fuzil nos ombros e culpa nos braços.
Cumpre ordens que o peito não quer,
e destrói o que resta de algum outro lar qualquer.
Ele ora em silêncio, enquanto avança,
lembrando do filho, da esposa, da dança.
Mas precisa apertar o gatilho, sem ver —
que o homem que cai poderia ser você.
Ele não quer matar.
Mas foi enviado.
Com uniforme limpo, mas o espírito rasgado.
Porque é fácil mandar, de poltrona e discurso,
e pôr na mão dos pobres o peso do absurdo.
Enquanto isso, em terno, gravata e cifrão,
os homens da guerra tomam decisão.
Covardes demais pra pisar a trincheira,
valentes demais pra matar por bandeira.
E a vida se perde em nome da glória,
escrevendo de sangue a mesma velha história.
Ganância, poder, dominação, vaidade —
e a morte batendo à porta da humanidade.
A guerra tem roupa, mas não tem alma.
Tem fúria no peito, mas não tem calma.
Quem veste essa dor é sempre o pequeno —
que morre calado, que sofre, que é pleno.
