Pessoas Boas Dormem bem
A melhor hora de compor !
A melhor hora de compor,
é quando todos vão dormir.
Você fica inspirado e não
consegue resistir.
Lápis e papel em mão,
então começa a rabiscar,
quando menos espera
um poema já surgiu.
Seja veros, ou seja prosas,
ou poemas de amor.
Isso não importa, se alegrar
o seu leitor.
Escrever é um sonho,
desde que era menino.
Mas, tudo isso eu agradeço,
por ser obra do Divino.
Sou grato a Deus,
pelo seu imenso amor.
Sem ele eu não sou nada,
mascom ele tudo eu sou.
É bom deitar !
É bom deitar,
bom mesmo; é poder dormir,
sabendo que todas as noites,
o Senhor cuida de mim.
Feliz é a Nação,
Cujo o Deus é o Senhor,
O que seria de nós, se não
fosse o seu amor.
Entregou seu filho único,
para, na dura cruz padecer,
e muitos não acreditam e
passam o tempo há escarnecer.
Enquanto você dorme !
Enquanto você dorme, tem alguém acordado,
em tremendo dispero, por não ter onde deitar,
por causa das fortes chuvas, que o chão veio molhar.
Morador de rua, é a sua identidade,
perdeu tudo que tinha, não sei, se por vaidade,
uma coisa eu tenho certeza, que tudo isso há de passar, quando essa criatura, ao Senhor Deus, clamar.
Deus abre porta, onde o homem, não é capaz de abrir, tudo que ele espera, é a nossa voz ouvir. Clama mim, diz o Senhor, a todos os desperados.
Uma coisa eu tenho certeza: Ele está, agora ao seu lado.
A mulher rabujenta.
Não bom que o homem esteja só, assim Deus falou.
E então o homem dormiu, das suas costelas, Deus formou, uma linda mulher e ao homem entregou.
O homem é o rascunho, e a mulher é original, sem ela o homem não vive e com ela passa mau.
Porque a mulher rabujenta, é pior que pingeira,
quando fica chateada da boca só asneira.
É melhor dormir na chuva, do que debaixo de uma pingueira.
Vive Ressecado !
Deitar é coisa boa,
dormir nem tem comparação.
Mas, quando ele pensa nela,
é maior confusão.
Eita bicho doido,
é um homem apaixonado,
quando a mulher o abandona,
ele só vive ressecado.
Bebe pra esquecer,
acorda embriagado,
bate no peito dizendo:
Não quero outra ao meu lado.
queria poder deitar sem pensar, dormir sem chorar e acordar sem lembrar, assim não iria tanto me machucar.
(dedicado à minha amiga Sarah).
É sábado e você não compreende o movimento infinito da vida. É noite já. É cedo para dormir, mas talvez demasiado tarde para despertar. Na verdade, por mais que se esbugalhe os olhos e mantenha a mente lúcida, as dúvidas se espreguiçam dentro da gente e há tantos DESPERTARES pedindo passagem, que chegamos a ouvir o bocejo deles entediados com a nossa lentidão.
(IN) SOSSEGO
Vá,
Sossegai
Agora e já...
Dormi muito
Muito,
Sem acordares jamais
Ó Parca terror dos mortais!
Parca das três Parcas fatais
Se já tendes vosso bicho roedor
Dentro de mim
Dilacerando-me as carnes em furor
Que quereis vós, afinal, em fim!?...
Para quê, ó Parcas porcas da má sorte
Não vos basta já o vosso nome de Morte
Porque me quereis tanto assim!?...
Se tendes tudo já de mim, em vida
Porquê desejar-me tanto a morte!?...
(Carlos De Castro, em Sonhos Lindos, Argoncilhe, 15-06-2022)
DORME MINH'ALMA
Que felicidade, que maldita sorte!
Conseguir que a minha durma!
Mesmo sem ser já na morte
Nem nas vésperas da soturna!
Dorme, minha alma, dorme
Em teus lençóis, tão tranquila
Enquanto descansa a fome,
Da minha miséria sibila.
Ó, forças da natureza,
Deixai minh'alma dormir
Em silêncio e singeleza,
Na incerteza do que há de vir...
Lá, pelas encostas da vida,
Naquelas montanhas de calma,
Eu peço, eu rogo à gente dormida,
Que deixem dormir a minh'alma!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 02-08-2022)
O GALO
Cantava o galo rico
Na noite a dormir,
Toda ela em lençóis de linho.
Na mansão rica ainda fornicavam
Na adoração do falo
Que empratavam.
O rei cobridor bramia,
Como um gato feito galo.
O galo pobre, gemia,
Sem galo, na noite acordada
Na miséria dos lençóis do nada.
Na casa pobre,
Não havia fornicações,
Só falos murchos
E alguns estrebuchos.
Só gatos e gente que não come
Aos estalos no ar,
Aos murros,
Dando urros
Para afugentar a fome
De mais um dia.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 17-10-2022)
“CAMAS FLAMAS E GELO
Dormem e derretem de tão quentes,
Nas camas de colchão
Altos, fofos e gostosos,
Bem cheirosos
A traques de amor por ereção.
Por entre gritos esganiçados
Da aceitação dos sémenes conspurcados,
Lá vão…
Na lascívia da podridão.
E a cenografia deste ato
Primeiro, de apresentação,
Após o intervalo,
Vai ter o segundo,
Na forma de um falo
E dará, de facto
E com novo fato,
Lugar a outra versão.
Ei-la, então:
Na cama, dois bonecos,
A jogar matrecos,
Como dois recos
Marrecos,
Possuídos,
Parecidos
Com australopithecus
De há milhões de anos idos,
Na forma rudimentar
De ficar aos urros, após copular.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro por Escrever, em 08-02-2023)”
Coração Partido
Não me deixe um coração partido
Ele canta ouvindo sua voz
Dorme na lembrança de meu sonho
Deixa louco tudo que me ponho
Me acorda na insônia noite a dentro
Tira-me a paciência e me ausento
Leva unhas em dedos de tensão
Conta as horas em minutos solidão
No peito a angústia da dor
Esquece todo aquele seu valor
Solta o corpo em qualquer disposição
É difícil, mas existe solução
Tempo, apenas tempo para o coração
Apenas o que Importa
O sol nasce na lua dormente
No café não como banana
Dormindo sonho que vou trabalhar
Pessoas andando não usam chinelo
Gosto da minha bicicleta
Namorar é bom, mas hoje não quero
Que linda mulher de Baton
Só os altos jogam basquete
No amor alguém já chorou
Olá, prazer te conhecer
Meu desafio diário
É acordar
Dormindo estou em qualquer lugar
Acordar é a realidade
Seria possível dormir
E acordar em meus sonhos
Porque essa realidade eu não posso engolir
Viver se tornou um desafio
Dentro do meu peito
Tem um felino nervoso
Arranhando-me toda por dentro
Como me acalmar?
Escrever...escrever...
Dormir... dormir...
O carinho acalma, desarma, tranquiliza, paralisa e faz dormir
A aspereza promove o inverso.
Ambos são benéficos em doses homeopáticas.
