Pessoas Boas Dormem bem
Por trás de um ‘sim, eu posso’ existem noites onde o silêncio grita mais alto que o sono, lágrimas engolidas que queimam como fogo e um peito cheio de cicatrizes invisíveis. Às vezes, a vida é um mar revolto, feito de caos e incerteza… e a gente se afoga a cada onda, até que o fundo parece mais próximo. Mas então, no olho da tempestade, algo milagroso acontece: o amor se torna o farol que ilumina o caminho, o abrigo onde, mesmo destruídos, nos refazemos. Porque no fim, o amor não é só o que nos salva, é o que nos permite renascer. Ele é a força que arranca nossa alma das ruínas e nos faz levantar de novo, mais inteiros, mais plenos. E assim seguimos, entre dores e redescobertas, sempre juntos, sempre renascendo, até que o caos se torne só um eco distante.
Portanto, a que tipo de sono ilusório, hipnótico e confortante você pertence, dentro de sua realidade dimensional em que você apenas supõe estar vivendo?
O silêncio é uma arte de luz que ilumina a nossa mente mesmo quando torcidos pelo sono, somos seres conscientes despertos pelo eco da nossa mente.
A política é o sono que não se tem durante a noite, mas, que se sonha ter um dia em terra de desconhecidos.
O político que tem um sono tranquilo, esbafejado sobre o desespero do povo, não conhece a essência do significado de viver e existir pelo povo que o elege.
Apenas te sinto e te vivo como a noite que nos esconde entre o sono e os sonhos, te tornando tão real quanto a minha própria existência.
A noite, antes de pegar no sono, é um bom momento para reflexão, sem culpas ou se perdoando por eventuais falhas ou erros cometidos durante o dia. Aproveite para agradecer a Deus pela oportunidade de mais um dia. Peça para que te dê uma noite de paz, e tenha bons sonhos.
O sono ajuda a curar e/ou evitar muitos males, enquanto prepara o seu corpo para o dia seguinte.
꧁𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉꧂
Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.
Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.
E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão nocturna que me guia.
Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.
CADA MOMENTO
Noite em claro, sem sono
Horas passando madrugada adentro pensamentos longe totalmente distraído no tempo
lembranças fortes na cabeça de momentos bons...
Fico imaginando você, fico lembrando de você
Da nossa felicidade
De cada minuto ao seu lado,
foi tudo verdade
Seu lindo sorriso direto para mim
Aquele olhar de alegria dentro de ti
Minha saudade é profunda
Minha insônia...
“Mães, que seu sono seja leve, mas tranquilo, que ao acordar possa comemorar seu dia com seus filhos.”
"A morte não é definitiva, é apenas um sono profundo da alma, afinal, todos precisamos descansar um dia."
O sono é demasiado em mim
Sinto o corpo cansado
Sentimentos misturam-se
Aflição
Procuro um lugar seguro
Onde meu coração possa bater sem pressa
As portas, elas podem me ajudar
Qual porta me levará para a paz que procuro?
O jardim hoje está mudo
Nem as flores falam comigo
Estou só, no adiantado das horas
Será que estou perdendo o equilíbrio?
O apartamento não tem elevador
Preciso subir os degraus
Talvez eu pare no oitavo andar
Meus pés já não agüentam os sapatos
Calças justas sufocam meu caminhar
Quero água
Terá alguém para saciar minha sede?
Meu cabelo está despontado
Meu lábio sente falta de um brilho
Madrugada chegou seca
Na esquina tem trapaças
E hoje nem para lua eu olhei
Quero um cobertor de plumas leves
Não sei do vestido vermelho
Mas encontro na bolsa um bilhete delicado
Tomei banho de mar e fiquei febril
Conchas tinham segredos
Quero olhar o mar
Pisar na areia e olhar o mar.
Quero parar o meu carro
Antes da festa no castelo da esquina
Prefiro chegar a pé
E vestida de trapos
Com versos nas mãos
Não quero o doce
Quero o fel para sentir o gosto bom
De adoçar o amargo
Quero o desigual o diferente
Não tenho medo dos segredos
Não tenho medo das verdades
Tenho medo apenas
De feras presas em mim.
Meu Deus, na madrugada desperto do meu sono, afrontado pelos meus pensamentos.
Venho diante de ti, e por meio da Sua palavra a minha alma aflita fica em paz porque o Senhor fala comigo com Sua voz suave e mansa.
É prazeroso estar na Sua presenca mesmo no alto da noite, pois, até as horas tornam-se segundos, e quando dou por mim ao olhar pela fresta da janela, a luz do dia já raiou, e a escuridão da noite se dispersou, e em paz me encontro.
Assim meu Deus, são as aflições, problemas e as preocupações da vida terrena, os que confiam em Ti, mesmo estando na escuridão por conta dos percalços da vida, mantém a certeza em seu coração que logo brilhará a luz, e como as sombrias trevas da noite, em breve o Senhor a fará dissipar, porque Tu és Deus misericordioso e bondoso, quem criou o dia e a noite, a luz e as trevas, Aquele que tem o Poder cotidiano do anoitecer e do amanhecer.
Por isso meu Deus, a minha alma se compraz e descansa em Ti, pois a chama da fé, aliada aos Seus mandamentos, é quem dá a plena confiança de que o Criador consumador das nossas vidas, dita as regras para o nosso presente e futuro, deixando no passado todos os infortúnios que nos aflige nesse mundo.
Atila Negri
INSÓNIAS
Toda a prava madrugada
Libertina e devassada
Sem assentar olho no sono
Que não me quer como amante,
Talvez por eu ser tão distante
Das carícias de tal mono.
Sono, meu repouso sem esperança
Em vez de me trazeres bonança
Vais-te vingando de mim,
E assim:
Fazes-me sonhar acordado
Com tristes e murchas flores,
Ossos em desalinho,
Velas sem chama, a arder.
Fica descansado, podes crer:
Os ossos, sou eu a crescer
Até morrer
Velhinho,
As flores,
São os meus amores,
Vou regá-los com carinho,
As velas, são a luz do meu caminho.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-02-2023)
PESADELOS
Enrolam-se como áspides
Serpentes venenosas
Pela calada do meu sono
Em mono
Por falta de estéreo
Neste mistério
De horrorizar
O som dos medonhos.
Enfiam máscaras de mortos
Idos,
Absortos,
Sem perdão
De alguma salvação.
Depois, no filme, entre flatos
De cus abstratos,
Caricatos,
Talvez de gatos,
Aparecem então os vivos
Cativos
Já de morte anunciada,
Malignos seres na encruzilhada.
Fazem-me suar,
Transpirar
A estopinhas
Molhar a roupa do corpo
Vivo e não morto!
Mais eis que, no final,
Há sempre um vencedor.
Surge alguém que já está
Lá,
Na terra verdade e me salva a recato.
Depois, vem aquela estúpida
Vontade de mijar
De duas em duas horas
E eu acabo de matar
O pesadelo
Ao afogá-lo na água
Que brota,
Abundantemente,
Sem piedade,
Do autoclismo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-04-2023)
OUTONO SEM COR
Dantes, eram cores e terra em sono.
Eram paletas de inebriar no outono.
Agora, não sei porquê,
Ele já não pinta nem dorme
Nem come com fome.
Será que ele vê
O mundo mais estarrecido,
Que já nem folhas deixa no chão,
Quase todas tombadas no verão?
Que outono este, tão distraído…
E eu que queria tanto pintar
Talvez mais até borrar
Uma tela,
Simples, singela,
Com cores mágicas de encantar.
A minha musa inspiradora
Do outono multicor,
Sumiu-se farta da pose,
Nervosa pela neurose
Do mau pintor
Plebeu,
Que sou eu.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2023)
