Pessoas Alegres
Se um louco estiver dirigindo, furiosamente, um veículo, matando e ferindo gravemente as pessoas ao invés de tratar dos que foram feridos por ele, é melhor, primeiro parar o louco.
ALGUMAS PESSOAS NÃO FICAM EM NOSSAS VIDAS. FICAM EM NÓS.
Há pessoas que o tempo leva, mas não consegue retirar. Elas deixam de ocupar a cadeira, de atravessar a porta, de telefonar no fim do dia, de perguntar se chegamos bem. Um dia percebemos que já não fazem parte da rotina e, no entanto, estranhamente, continuam fazendo parte de nós. É uma das contradições mais bonitas e dolorosas da existência: alguém pode deixar nossa vida sem conseguir deixar aquilo que somos.
Talvez porque presença e permanência sejam coisas diferentes.
Presença é corpo, voz, abraço, convivência. Permanência é aquilo que sobrevive quando tudo isso já não está.
Há pessoas que permanecem durante décadas ao nosso lado e quase não modificam nossa essência. Outras passam por um pequeno trecho de nossa história e deixam marcas tão profundas que, muitos anos depois, ainda encontramos seus vestígios em nossos pensamentos.
Elas ficam numa palavra que aprendemos.
Num conselho que finalmente compreendemos tarde demais.
Numa música que evitamos ouvir porque conhecemos o caminho que ela percorre até chegar ao coração.
Num prato cujo cheiro devolve uma cozinha inteira à memória.
Num jeito de sorrir que, sem perceber, herdamos.
Num gesto que repetimos e de repente pensamos: “Era exatamente assim que aquela pessoa fazia.”
É então que compreendemos:
ninguém permanece apenas nas fotografias.
As pessoas permanecem também naquilo que modificaram em nós.
Talvez seja essa a forma mais misteriosa de continuidade humana.
Somos feitos não apenas de nós mesmos, mas também dos encontros que tivemos.
Carregamos pedaços daqueles que nos ensinaram alguma coisa, daqueles que nos amaram, daqueles que ferimos, daqueles que nos feriram, daqueles que seguraram nossa mão quando o mundo parecia grande demais.
Até algumas despedidas acabam participando da nossa construção.
Porque há pessoas que nos ensinaram pela presença.
E outras que somente conseguimos compreender depois da ausência.
O tempo passa e faz seu trabalho inevitável. Os rostos envelhecem nas fotografias enquanto permanecem jovens em determinadas lembranças. As vozes começam a perder detalhes. Algumas datas escapam. Certas conversas já não conseguimos reconstruir completamente.
E isso assusta.
Tememos esquecer.
Como se esquecer um detalhe significasse perder novamente aquela pessoa.
Mas talvez a memória mais profunda não esteja na capacidade de recordar exatamente o som de uma voz ou a roupa usada numa determinada tarde.
Talvez esteja naquilo que essa pessoa deixou incorporado em nossa maneira de existir.
Se alguém nos ensinou bondade e continuamos sendo bondosos, alguma coisa dela permanece.
Se alguém nos ensinou coragem e um dia encontramos força justamente quando pensávamos não possuir nenhuma, talvez aquela pessoa ainda esteja ali.
Se fomos profundamente amados e, por causa disso, aprendemos a amar melhor, então aquele amor não terminou quando a presença terminou.
Ele mudou de endereço.
Passou a morar em nós.
E talvez seja por isso que algumas ausências doem tanto.
Não choramos apenas porque alguém foi embora.
Choramos porque alguma parte da nossa própria história caminhava naquela pessoa.
Quando ela parte, parece levar consigo uma língua que somente nós dois falávamos, determinadas piadas que ninguém mais compreenderá da mesma maneira, pequenos rituais, apelidos, olhares e silêncios que nunca precisaram de tradução.
Há universos inteiros que existem somente entre duas pessoas.
Quando uma delas parte, a outra torna-se a última guardiã daquele mundo.
Isso é saudade.
Não apenas desejar alguém de volta.
Mas continuar carregando sozinho um lugar que antes era habitado por dois.
Por isso talvez não devamos lutar tanto contra a saudade.
Ela dói, mas também testemunha.
Diz silenciosamente: “Aqui existiu alguém importante.”
E existe dignidade nisso.
Ter amado alguém suficientemente para sentir sua ausência significa que, por algum tempo, duas existências deixaram de ser completamente separadas.
Uma entrou na história da outra.
E depois disso nenhuma despedida consegue desfazer totalmente o encontro.
A vida continuará.
Novas pessoas chegarão.
Outras também partirão.
Nós mesmos um dia seremos ausência na vida de alguém.
E talvez essa seja uma das perguntas mais profundas que podemos fazer enquanto ainda estamos aqui:
o que ficará de nós dentro daqueles que amamos?
Talvez não sejam nossas conquistas.
Talvez ninguém se lembre de quanto trabalhamos, do que possuímos ou de quantas vezes estivemos certos.
Mas alguém poderá lembrar que fomos gentis quando poderia ter sido diferente.
Que ouvimos quando aquela pessoa precisava falar.
Que oferecemos um abraço numa tarde difícil.
Que fizemos alguém rir quando a vida estava pesada.
Que dissemos “eu te amo” enquanto ainda havia tempo.
E então talvez compreendamos que permanecer nunca significou impedir uma despedida.
Permanecer é deixar alguma coisa boa de nós vivendo no outro.
Porque algumas pessoas realmente não ficam em nossas vidas.
O tempo, a distância, as escolhas e a própria morte podem levá-las para lugares onde nossos braços já não conseguem alcançar.
Mas existem lugares aos quais nem o tempo tem acesso.
E quando alguém conseguiu chegar até lá, quando alguém participou profundamente daquilo que nos tornamos, já não importa apenas quanto tempo permaneceu ao nosso lado.
Porque algumas pessoas vão embora da nossa história cotidiana…
mas continuam escrevendo, silenciosamente, dentro de nós.
O tempo voa
Em muitos lugares,
Entre tantas pessoas,
Muitos aprendizados,
O tempo é curto,
No resgate de uma vida,
Doces são as memórias,
Lindas são as fotografias.
Não somos apenas pessoas que escrevem. Somos pessoas que cultivam a arte, o pensamento e umas às outras.
Distribua o que o que você tem de melhor, mesmo que algumas pessoas não mereçam, você é o que você faz e pratica, não o que você fala! TFC
É normal pessoas carnais sofrerem de desgate mental; mas, cristãos atrapalhados na fé passarem por ferrugem espiritual é pior.
A maior loucura da vida é acreditar que pessoas que mentem são boas o bastante para ter sua amizade!!!!!
Há textos que tocam o coração de muitas pessoas, trazendo luz, empatia e uma compreensão profunda sobre a evolução espiritual e o respeito pela individualidade de cada alma e que são muito importantes para crescimento pessoal.
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo"
BOM DIA, AMIGOS DO FACE!
Se o futuro parecer incerto e escuro como nos mostra o panorama ao fundo desta foto, lembre-se das bênçãos que Deus prepara para cada um de nós todas as manhãs.
Siga confiante, seguro de que Deus guia teus passos. Vá devagar, com calma e gradativamente tudo ira se resolvendo.
Que o dia seja regado de flores de otimismo e colorido de bênçãos!
by edite lima/2014
Você tem duas opções: "Ficar sentado e culpar as pessoas e o mundo, ou, se levantar, crer em Deus e seguir em frente".
"Celebre a vida e a obra das pessoas enquanto elas estão vivas. Elogie e demonstre seu carinho pelas pessoas enquanto elas ainda podem sentir. Flores depois da morte não têm o mesmo perfume e nem o mesmo significado."
"Liderar pessoas é um privilégio que exige preparo. O líder que não domina a si mesmo se torna um risco para a sua equipe, pois suas falhas e inseguranças podem comprometer todo o trabalho. Por isso, invista primeiro no autoconhecimento e no autocontrole. Ao liderar a si mesmo, você construirá a base sólida necessária para se tornar uma referência segura para os outros."
“Algumas pessoas mudam de emprego, de cônjuge, de amigos, de igreja, mas nunca pensam em mudar suas atitudes, decisões ou a si mesmas."
pródigo.
Eu não pareço com ele.
Pelo menos não quando me olho.
Algumas pessoas dizem que sim.
Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.
Eu escuto.
Talvez elas estejam certas.
Talvez exista alguma coisa.
Mas eu nunca soube enxergar.
Quando olho para mim, não vejo ele.
Vejo a mim.
E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.
Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.
Foram os vícios.
Os malditos vícios.
Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.
E é estranho pensar nisso.
Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.
Não herdei conselhos.
Não herdei lembranças de infância ao lado dele.
Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.
Mas herdei isso.
E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.
Eu tento parar.
Consigo por um tempo.
Depois volto.
E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.
É aí que ele aparece.
Não na minha frente.
Dentro da minha cabeça.
No subconsciente.
Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.
Uma reação.
Um impulso.
Uma escolha.
E, por um segundo, eu paro e penso:
“Isso veio de mim?”
Ou veio dele?
Eu odeio não saber.
Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.
Não é só pela ausência.
É pelo que a ausência deixou.
Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.
O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.
Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.
E eu não quero ser ele.
Nunca quis.
Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.
Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.
Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.
Mas talvez eu precise admitir uma coisa.
Talvez algumas pessoas estejam certas.
Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.
Só que não é isso que me define.
Porque eu também carrego tudo o que veio depois.
As pessoas que me ensinaram.
As que me machucaram.
As que eu amei.
As escolhas que fiz sozinho.
As vezes em que consegui ser diferente.
As vezes em que falhei.
Tudo isso também sou eu.
E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.
Ele pode ter deixado os vícios.
Pode ter deixado perguntas.
Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.
Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.
Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.
Talvez um dia consiga.
Hoje eu não sei.
E talvez eu não precise saber.
Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.
Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.
Ele não esteve.
Isso também faz parte da história.
E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.
Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.
Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.
Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.
Não para provar que sou diferente dele.
Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.
Porque eu não sou ele.
Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.
Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.
Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.
Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.
Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.
E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:
eu não escolhi o que herdei.
Mas ainda posso escolher o que fica.
Se por algum motivo você não acredita mais na felicidade, não desmotive as pessoas incríveis que ainda sonham com ela.
