Pessoa Ignorante
Não sei se pergunto ou afirmo!? O que é melhor? Ser ignorante até quando? ou até que ponto é vantajoso ser ignorante? Freud não explicou isso.
Um dos “problemas” em ser hiperativo é que vez ou outra você vai encontrar gente ignorante achando que você usou “alguma coisa” porque você dorme 4 horas por dia e tem disposição de sobra. Fazer o que, se a bateria vem se mantendo cheia desde 1978 e com uma temperatura elevada!
Não seja ignorante, compartilhar conhecimento é uma dádiva, em outras eras não podia sequer cogitar os assuntos.
O ignorante não afirma, apenas concorda impensadamente, sem critérios, sem raciocínio e sem fundamentos...
"O idiota não é aquele que não sabe, este é ignorante. Idiota é o que pensa saber, baseia-se em seu julgamento e faz dele ciência."
Ninguém é tão ignorante que possa , ser tolo o bastante pra negar que este gigantesco e complexo cosmos .
Não seja obra de um ser superior ETERNO.
O sábio ouve mais do que fala. Observa e reflete. O ignorante inflama, corrói e destrói suas próprias oportunidades.
O ignorante: só lê sobre o que já sabe, só ouve sobre o que concorda, só fala sobre o que defende. Há que se desconstruir.
"-Viva eu ignorante e ignorado..."
Dizia assim o ogro...
Que não era amado...
Corpulento e desajeitado, de maus bofes e mal apresentado...
Vivia, diziam, em pântano assombrado...
Sonhar ele não sonhava...
Tinha, nas madrugadas e em horas dos dias...
Única companhia...
Eterna agonia...
Todos os olhares desviavam de sua face...
Nenhuma mão lhe era estendida...
E em total desenlace...
O ogro sofria...
Seu espírito tal qual criança perdida...
Tinha na solidão o abrigo...
Grande coração não compreendia...
O porquê daquele castigo...
Tantos belos rapazes de almas vazias...
De vidas abastadas, luxuosas e perdidas...
E ele fadado pela aparência...
Ter nessa existência...
Condenado a resiliência...
Sua única alegria...
A qual foi talhado...
Era do pântano em que morava...
Retirar do lodo em que chafurdava...
As mais belas flores que colhia...
Mas não se engane meus amigos...
O ogro também amava...
Linda donzela de aldeia vizinha...
E nas madrugadas....
Em surdina...
Sob a cumplicidade da senhora da madrugada...
A lua se escondia...
Favorecia assim...
Ao ogro do pântano...
Colher de seu jardim...
A mais bela flor...
E na escuridão que o cercava....
Cantava as mais lindas melodias...
Ofertava desse modo, junto com as flores, todo o seu amor.
A linda donzela não sabia...
Que seu pretendente era o ogro enjeitado...
Que para ela o ogro colheria...
Não só as mais belas flores da terra...
Mas que também lhe daria...
As estrelas para lhe fazer companhia...
Um dia...
Em desejo...
A donzela se escondeu...
Queria descobrir quem era seu amado...
Que no manto da escuridão...
Se apresentava...
Enfim...
Naquela noite fria...
Pela estrada prateada...
O ogro ia...
E como sempre levava em seu bojo...
Do seu amor o encanto...
As estrelas brilhavam mais que tudo...
E quando o ogro começou a cantar...
Desceram do céu para festejar...
A mais bela melodia...
A donzela pode então ver...
Que seu amado não era belo...
Mas seu coração singelo...
A encantou....
E assim termino minha história.
Acreditando no que digo....
Podemos não ser belos por fora...
Mas é na alma...
Que Deus mora...
Sandro Paschoal Nogueira
