Peso

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⁠⁠Quantas vezes chorou sozinho(a) enquanto dizia ser forte e tinha ciência do peso de sua lágrima? Gritava sem sair som a ponto de sufocar a si e os soluços silenciosos consumiam seu ar enquanto o coração estava a parar envolto a dor... Mas mesmo assim continuou seu caminho... Não pare...

"Hoje retirei um peso do meu peito que me afligia até a alma. Pesava e me provocava dor e cansaço. Hoje arranquei meu coração do meu peito."


Marcio Melo

Senhor, livra-nos do peso do egoísmo, da sombra que se ergue quando o "eu" se coloca acima de tudo, quando esquecemos que o amor é maior que qualquer vaidade.
O egoísmo congela os laços, transforma o silêncio em desprezo, faz do coração uma prisão onde só existe o próprio reflexo. Ele se disfarça de amizade possessiva, se revela na inveja que não suporta ver o outro feliz, se mostra na incapacidade de celebrar a vida que floresce além de nós.
Mas Tu nos chamas à empatia, à humildade que reconhece que não somos o centro do universo, ao amor que se doa sem esperar retorno, à fé que nos lembra que há algo maior que o "eu".
Que o egoísmo não seja nossa voz, que não seja nossa escolha, que não seja nossa herança.
Ensina-nos a abrir janelas em vez de erguer muros, a enxergar o outro como irmão, a transformar o "eu" em "nós".
Que a luz da empatia vença a sombra do egoísmo, e que a humanidade reencontre no amor o caminho da esperança.

Tudo o que passou já cumpriu seu papel. Só o ego insiste em carregar o peso daquilo que já deveria ter se dissolvido

“Carrego em silêncio um peso que ninguém vê: a estranha culpa de ser abrigo no coração de quem me escolhe, como se eu devesse explicação por simplesmente ser alguém que marca, que fica, que é impossível de passar despercebida.”

Acordar cedo deixa de ser peso quando não é o dever que te levanta, mas o amor por ver sua família vivendo feliz e em paz.

Alvo


Já imaginou o peso do mundo sobre as costas?!
Como se existisse um alvo, onde às vezes tudo parece dar errado.
Como se o fardo de viver fosse muito pesado e, de certa forma, tudo parecesse recair sobre você?


Bem, eu acredito que esse fardo realmente exista, mas não por um simples acaso ou por uma ironia do destino, e sim pelas nossas próprias escolhas e ações.


A vida, de forma curiosa, com certeza prega peças, impõe dificuldades inimagináveis, mas a resposta para toda curiosidade é: o que você vai fazer?
Aceitar? Se lamentar? Ou mudar o que lhe incomoda?


É natural achar que, às vezes, as pessoas estão nos observando, seja por um escorregão, um simples tropeço na rua ou até mesmo pelas mais diversas besteiras que podemos fazer depois de uma noite de bebida. Mas, no fim, pouco elas ligam e, em breve, esquecem.


Eu acho que esse alvo, que nós mesmos moldamos, é o reflexo das nossas atitudes e dos nossos achismos. No final, o único que pode tirar esse alvo somos nós mesmos.


Nos tornamos fortes como seres humanos quando vivemos nossa vida de forma livre, de um jeito que nos agrade, e mudamos sempre o que nos incomoda.


É nesse momento que devemos deixar de ser alvo e nos tornar executores.

O peso invisível das escolhas

Vivemos cercados por bifurcações invisíveis. Cada escolha, por menor que pareça, altera o rumo de algo que talvez nunca perceberemos. O café que decidimos tomar antes de sair pode ter atrasado um encontro que mudaria nossa vida. O silêncio diante de uma injustiça pode ter moldado um mundo onde ninguém mais ousa falar. Um "sim" ou um "não" dito sem pensar pode ter sido o fio que sustentava um universo inteiro.

Nos ensinaram a temer os grandes erros, mas nunca nos alertaram sobre os pequenos desvios, aqueles que não percebemos e que, ainda assim, nos levam a um destino completamente diferente. O tempo, esse escultor impiedoso, molda o que somos a partir daquilo que deixamos de ser.

Mas e se tivéssemos parado para olhar melhor? Se tivéssemos dito algo que ficou preso na garganta? Se tivéssemos segurado aquela mão um pouco mais forte? Teríamos escrito uma história diferente ou, no fim, a ilusão do controle é apenas isso—uma ilusão?

Talvez o segredo não seja buscar o caminho certo, mas aprender a andar com leveza por qualquer estrada, sabendo que cada passo é uma interrogação sem resposta. Afinal, a vida nunca foi sobre prever o que vem depois, mas sobre encontrar beleza no que nos tornamos no processo.

E no fim, talvez não seja sobre escolher o destino certo, mas sobre fazer da jornada algo que valha a pena ser lembrado.

O peso de um erro só pode ser entendido quando a partir dele se avança.

Aquele que reconhece o valor de uma alma leve já enfrentou o peso das batalhas inevitáveis.

Ao evitar escolhas, adiamos apenas o peso das renúncias; o preço do avanço, cedo ou tarde, será cobrado.

Entre o consolo do mito e o peso da verdade, a sabedoria escolhe ver.

O Prisma Velado


Um estranho tingido de nuances
tenta ocultar-se sob o peso das dores,
mas há uma claridade que vaza pelas frestas,
teimando em revelar suas cores.


Veste falas ásperas, molda controvérsias,
mentindo sobre a própria essência:
tem o olhar transbordando vida,
enquanto a boca impõe abstinência.


Cuidado, ele assusta.
É caminhar sobre lâminas de vidro;
basta um sopro, uma palavra mal posta,
para que o castelo caia, desvalido.


Inseguro, tropeça no próprio silêncio,
anseia pela escuta, mas recua no umbral.
Há um universo contido nesse peito,
que se veta o direito de ser real.


Brilha, pequena luz, rompe o casulo.
Esconder o sol não lhe faz sentido.
Seja agora, ou em um futuro mudo,
o amor reclama o que foi reprimido.


Essa hesitação cederá terreno
ao que pulsa e, doce, seduz;
uma voz que o retira do ermo
e o convoca, enfim, para a luz.


Não economize a alma, não se limite à razão.
Voe para além do que o medo condiz.
Busque o néctar, o mel, a entrega;
há doçura esperando quem se quer feliz.


O amor não pede licença nem explicação:
ele chega sem alarde, desarruma o porto,
e faz um belo estrago na solidão
dessa sua iludida arrumação.


Poesia de Islene Souza

⁠Inobstante o peso do pesar
Das tristezas, amarguras, remorsos quiçá.
Um conselho dou-te sem cobrar:
Sê feliz, pelo tempo que aqui a ti restar!

O Fardo
Sinto em meus ombros
O peso de quem sou
Com os olhos fechados eu posso ver
Juntos numa só palavra
Numa só verdade. Todos vamos celebrar
Olhos brilham com vontade
Choro vai embora
Cante para festejar… (Júlio Raizer)

A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.


Tatianne Ernesto S. Passaes

⁠A ausência é um peso que me devora e enquanto me devora, me encontro.

O que brilha demais às vezes esconde o peso de alguém que ficou no escuro.

O castigo é algo que nos causa um peso na consciência, mais é através dele que se obtêm experiências para evitar as consequências de erros futuros!

" Nem todo dia vai ser leve, mas eu
escolho não carregar o peso que não me
pertence. O que é meu , eu cuido . O que não é , eu deixo ir - e sigo em
frente com mais paz do que ontem ".