Pés
Dói perceber que, enquanto eu mergulhava fundo, você talvez estivesse apenas molhando os pés na superfície. É um tipo de solidão estranha descobrir que as memórias que eu guardo como tesouros, para você, podem ter sido apenas instantes passageiros, descartáveis. Fica esse gosto amargo de notar que eu fui imenso onde você escolheu ser pequena.
Mas eu me recuso a me arrepender da minha intensidade. Amar com verdade nunca será um erro; o erro seria endurecer o coração e fingir que nada daquilo existiu. O que eu senti foi real, foi vivo e foi meu. Se você não conseguiu — ou não quis — sentir na mesma medida, isso diz mais sobre os seus limites do que sobre o valor do meu afeto.
Hoje a ausência ainda machuca, mas eu sei que a dor é passageira. Com o tempo, esse peso vai se transformar apenas na prova de que eu sou capaz de entregar o meu melhor, sem reservas. Eu sigo com a consciência limpa de quem soube amar de verdade, mesmo que tenha sido para alguém que preferiu não sentir nada.
1870 "Minhas panturrilhas? Não tenho vergonha delas, tanto que não as escondo. Mas sei de pessoas que escondem o verdadeiro caráter. Isso, sim, envergonha!"
2775 📜 Minha 'Cã' sempre trazia um pouco da ração dela e largava junto aos meus pés. Era a forma que ela encontrou para me agradecer, seja lá do que for: Que graça, Minha 'Cã'.
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Adoro 'cãs', cãos, gatos, cavalos, patos, marrecos e todos os Animais, exceto aqueles mosquitos que matam-nos... Ou tentam!
3553 🥱 Não demora completo 100 Anos de Vida e nunca vi Eleição ser vencida ANTES. Seja por Pesquisas, por Desejo, por Leviandade ou por Ódio, tanto da Direita quanto da Esquerda. Em Democracias nunca vi. Mas em Golpes, sim, não em Tentativas, mas em Golpes Bem Sucedidos.
Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.
Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.
O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.
Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.
Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.
A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.
O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.
Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.
A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.
Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.
E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.
E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.
O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.
O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.
Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.
Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.
Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.
Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.
Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.
O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.
Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.
A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.
E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.
Não faltam talentos ao Brasil.
O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.
Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.
Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.
Perder faz parte do jogo.
O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.
Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.
O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.
Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.
E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.
Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.
E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.
Saboreio os teus beijos
a teus pés de joelhos,
No teu peito semeio
um vendaval profundo,
Onde ali permaneço,
e o meu reino estabeleço.
Tudo o quê você quiser
também hei de querer,
Romance nascido austral
não há mais regresso,
Não há de ser distante,
pois está em nossas mãos.
Não temer nenhum risco,
num lugar secreto
de ser o universo,
e com os dois pés na terra,
com o peito aberto.
Assumir de tudo
um pouco, sem reserva,
e entre dois mundos —
selar a convergência
com lábios mudos.
De um pacto semeado
sem nenhum pleonasmo,
arcando ser de um
jardim oriental:
todas as frutas
mais doces e macias
para alimentar,
com delícias infindas,
a sua liberdade
de tão linda ave.
Com os pés descalços
nas brancas areias,
Com você no coração
navego em poemas.
(Sem testemunhas,
sem preocupações ou teoremas).
Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.
Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.
O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.
Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.
Noites de verão
sob a Via Láctea,
nos aproximarão.
As ondas do mar
os pés acariciarão,
e as palmeiras
nos reverenciarão.
Nas tuas mãos
macias e solares,
estarei nos teus
paradisíacos lugares,
e você nos meus,
nós em encaixes.
Com água de coco
e nossos beijos:
as sedes cessarão.
O amor e a paixão
as apostas dobrarão.
"Diferentemente de tudo e de todos, eu incentivo (e gosto) que aceitem imitações da minha pessoa. Aceitem imitações minhas e, então, comparem com quem quiserem, uai!"
Frase Minha 0640, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Ouvi dizer que furúnculo dói e incomoda. Mas aposto que nem tanto quanto o incômodo das pessoas que não aceitam opiniões contrarias às delas. Aposto!"
0707 | Criada por Mim em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Preciso de uma massagista para me relaxar dos pés às cabeças!"
0796 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
Porque voce me faz por os pés no chão, e toca sempre nos assuntos que me esquivo. Faz como os outros, fala do meu sorriso, não do meu silêncio.
