Pés

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Jamais questione quem mostra dados, questione a pessoa que fala para todos os cantos, pois essas pessoas realmente não sabem o que dizem.

Exalava um perfume exótico com inconfundível aroma, doce da suave melanina, com pés descalços, mas o andar altivo de bailarina, trazia na beleza o sorriso de menina... Impressionante como fascina! Era tão perceptível a luz em seu averso, que conseguia tudo e a todos encantar, seus súditos viviam a enamorar, uma deusa negra que, por onde passava, tudo iluminava com seu gracejar.

Estou deixando a lama secar: os pés ainda sujam, mas já sinto a firmeza do chão.

Desistir de ser feliz porque passou por uma frustração, é como desistir de dormir porque teve um pesadelo

Medo do amor?
Bobagem ter medo de algo capaz de nos fazer voar com os pés no chão.
Não fuja.
Não pense.
Apenas sinta!

Calma, o que você precisa fazer é colocar os dois pés no chão para poder colocar a cabeça nas estrelas... e ver a verdade como ela é, sem ilusão e sem fantasia.... esse momento é uns dos momentos mais duros da nossa vida, porque agente aprende a viver sozinho, sem sonhos e sem retrocessos...
Desse ponto em diante você tomou a grande lição: ninguém nunca te enganou, você que se deixou enganar....


Diálogo comigo.

A verdade é o único caminho que não cansa os pés, pois ela simplifica o destino.

O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.

⁠Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento

Há uma luz antiga no fundo do abismo,
não chama, mas acolhe.
Quando os pés param à beira,
é a terra que respira sob eles,
lembrando:
nenhum salto é sem mãos invisíveis.
Que o vento venha,
não para derrubar,
mas para sustentar.
Que ele ensine o corpo a confiar
no movimento que não fere.
O erro não é maldição.
É abertura.
Ferida por onde o amor esquecido
retorna ao sangue e faz pulsar o coração.
Que aquilo que sangrou
seja lavado não pelo medo,
mas pelo tempo certo.
Que essa pele nova endureça.
As defesas podem descansar.
Que as muralhas se tornem portais,
que os fantasmas dissolvam seus nomes.
Coragem não é ataque:
é permissão.
Que o amor seja lembrado.
Não como promessa,
mas como presença.
Que o sol não seja negado
mesmo quando a noite ainda pesa.
Que os ossos desaprendam a dor
que não lhes pertence.
Se houver sombra,
que ela seja abrigo,
não prisão.
Que o silêncio não engula,
mas escute.
E ao caminhar,
mesmo sem mapa,
que cada passo seja bênção.
Que o passado não seja apagado,
mas se torne aprendizado.
E que novos e bons caminhos surjam
onde antes só havia medo.
Assim seja no corpo.
Assim seja no fôlego.
Assim seja no agora.

Quem ama de verdade não prende.
Deixa voar, mas segura o suficiente para manter os pés no chão.

Na juventude eu achava que tinha o mundo na palma da mão, que estava aos meus pés e que podia até tocar o céu. Pensava que tinha o controle e que era o máximo.


Com o tempo percebi que sou pequeno, apenas um grão de areia na imensidão da vida.


Hoje entendo que só Deus é grande.
Ele tem o mundo na palma da mão, move o céu e tem o controle de tudo.
Eu sou totalmente dependente Dele.

Você pode empurrar a culpa pra frente,
pode fingir que não sente,
pode se distrair com outra pessoa, com bebida, com amigos…
mas quando o mundo fica quieto,
quando a velhice chega,
quando as lembranças aparecem…
a consciência cobra com juros.
E cobra caro.

⁠As vezes a gente passa muito tempo no raso das nossas vidas, satisfeito com molhar os pés, sentar na areia. Sem perceber que existe um oceano inteiro abaixo de nós, para ser conhecido, explorado, admirado,"nadado". Então é hora de mergulhar em si mesmo. Transformar a gota em oceano. Não aceitar e não mergulhar em lugares rasos pois é impossível não se machucar.
Um mês mergulhado de verdade, na profundidade certa traz mais resultados que anos à beira. No raso. Assistindo da areia.

Falta coragem e confiança para conversar coisas de cunho íntimo/pessoal com alguém. Porque as pessoas não entendem e criam uma imagem de que a pessoa é forte. E as vezes não é.

"Pés no chão: o único antídoto contra o pavão da vaidade."

21 de março — O Evangelho Cósmico


A gestação.


Ó nobre peregrina,
com os pés na terra
e a alma no céu,
aprendo em ti meu nome de ponte:
pontífice, EU SOU,
entre corpo e alma,
entre os ciclos
do livro da vida
onde o teu nome se cravou.


21 de março.
O analema não é só percurso:
é encontro,
ponto de interseção,
transmutação,
o X da questão.


No centro do oito,
as camadas finas se tocam.
Ó meu nobre amor,
os opostos se encontram:
subir e descer,
céu e terra,
espírito e matéria,
visível e invisível.


No equinócio de outono,
céu e terra se casam.
O alto beija o chão.
E ali,
no silêncio exato da travessia,
o invisível vira semente.


O que desce não desaparece:
encarna.
O que some na terra
não morre apenas:
germina.


Na raiz da consciência,
há uma gestação secreta
no ventre da estação.
A terra recolhe,
guarda,
amadurece no escuro
aquilo que será luz.


De equinócio a solstício,
a Terra concebe e dá à luz.
O que fecunda em março
nasce em dezembro.


É o evangelho cósmico
escrito no corpo da Terra.
E então a humanidade reluz,
e um novo caminho
à luz a conduz.

Hoje acordei, e o Diabo, sentado aos pés da minha cama, disse-me:
“Ama — como quem já não tem tempo.
O inferno não é a ausência de amor,
mas lembrar que podias amar e não quiseste.
Nem Deus te salva do que deixaste de viver.”

“Mesmo que o mundo se curve aos seus pés, quem perde a própria luz anda sempre na sombra.”

Manter os pés no chão não pode te impedir de contemplar as estrelas no céu.