Pés
Chegará o dia...ainda bem distante que me ajoelharei aos pés de Jesus e lhes entregarei a mais bela flor e direi com muita emoção: Meu mestre...enfim consegui florescer !
JOVEM GALILEU
Pelos caminhos e valados, entre ricos e plebeus, com os pés empoeirados, vê-se o jovem Galileu.
Sua mensagem, sem rodeios, carregada de amor, fazia o povo sonhar com um mundo bem melhor, ao ouvir o Salvador.
Ele abraçou os desprezados, que ninguém queria ver, mostrando que todos nós temos muito a aprender.
Até mesmo as criancinhas com carinho Ele atendeu, ninguém passou despercebido do olhar do Galileu.
Alimentou os pobres e deu aos pecadores o perdão, confrontou ricos e nobres que não tinham compaixão.
Um dia vai voltar este jovem Galileu, para de novo perguntar ao homem que Ele ensinou, se a lição aprendeu.
Cícero Marcos
O Lobo e a Lua
Nos vilarejos aos pés das montanhas, de tempos em tempos quando a lua cheia ilumina a primeira noite do ano, um lobo aparece e seu uivo é um canto de amor. Nesta noite o lobo solitário que cuida e protege as florestas se apaixona pelo brilho da lua que cuida dos céus e das estrelas e se apaixona pelo lobo com seus olhos castanhos.
Nesta noite o Lobo vai ao encontro da lua no alto da montanha em forma de um homem com cabelos claros como as estrelas e olhos castanhos como os lagos e a lua desce para encontrar o lobo em forma de uma linda mulher com os cabelos negros e longos como a noite e a pele branca como o próprio brilho da Lua. No calor deste encontro, a noite brilha e canta com o uivo sedendo fazendo amor.
Este encontro vive nos contos dos vilarejos que acreditam que tal amor voltará neste tempo.
Não fui embora, minha alma está com você. Meu coração bate junto ao seu. O vazio da saudade só a pessoa amada preenche.
-Flávia Abib
Alguma coisa, segurou-me os meus pés
Algo tomou-me pelos braços, ombro e costa
Minha cabeça pende de um lado para o outro
Minhas mãos tremem
Meu coração pulsa veementemente acelerado
Meu ar quase falta
Penso que sei o que é,
Mas abrindo mão da certeza,
Entrego-me
A fim de saber, como livrar-me.
ILUSÃO
Ilusão é fantasia
Uma imaginação
É cegar para o real
É tirar os pés do chão
É um modo de criar
Um cenário irregular
Pra enganar o coração
Aos pés da jaqueira pedi perdão.
Naquele momento senti a magia; a ancestralidade ali surgia,
diante de uma lágrima que na minha face escorria.
Olhei para o céu e uma voz sombria dizia:
— Levanta a cabeça, meu filho, chegará o grande dia.
Fiz a minha saudação, três nomes na mente surgiam:
Mepere, Bokolo e Iyá Bambá.
Inocentemente, foram louvadas nesse dia.
Novamente a voz sombria surgia:
— Siga em frente e acredite, chegará o seu grande dia.
Jamais questione quem mostra dados, questione a pessoa que fala para todos os cantos, pois essas pessoas realmente não sabem o que dizem.
Exalava um perfume exótico com inconfundível aroma, doce da suave melanina, com pés descalços, mas o andar altivo de bailarina, trazia na beleza o sorriso de menina... Impressionante como fascina! Era tão perceptível a luz em seu averso, que conseguia tudo e a todos encantar, seus súditos viviam a enamorar, uma deusa negra que, por onde passava, tudo iluminava com seu gracejar.
Desistir de ser feliz porque passou por uma frustração, é como desistir de dormir porque teve um pesadelo
Medo do amor?
Bobagem ter medo de algo capaz de nos fazer voar com os pés no chão.
Não fuja.
Não pense.
Apenas sinta!
Calma, o que você precisa fazer é colocar os dois pés no chão para poder colocar a cabeça nas estrelas... e ver a verdade como ela é, sem ilusão e sem fantasia.... esse momento é uns dos momentos mais duros da nossa vida, porque agente aprende a viver sozinho, sem sonhos e sem retrocessos...
Desse ponto em diante você tomou a grande lição: ninguém nunca te enganou, você que se deixou enganar....
Diálogo comigo.
Há uma luz antiga no fundo do abismo,
não chama, mas acolhe.
Quando os pés param à beira,
é a terra que respira sob eles,
lembrando:
nenhum salto é sem mãos invisíveis.
Que o vento venha,
não para derrubar,
mas para sustentar.
Que ele ensine o corpo a confiar
no movimento que não fere.
O erro não é maldição.
É abertura.
Ferida por onde o amor esquecido
retorna ao sangue e faz pulsar o coração.
Que aquilo que sangrou
seja lavado não pelo medo,
mas pelo tempo certo.
Que essa pele nova endureça.
As defesas podem descansar.
Que as muralhas se tornem portais,
que os fantasmas dissolvam seus nomes.
Coragem não é ataque:
é permissão.
Que o amor seja lembrado.
Não como promessa,
mas como presença.
Que o sol não seja negado
mesmo quando a noite ainda pesa.
Que os ossos desaprendam a dor
que não lhes pertence.
Se houver sombra,
que ela seja abrigo,
não prisão.
Que o silêncio não engula,
mas escute.
E ao caminhar,
mesmo sem mapa,
que cada passo seja bênção.
Que o passado não seja apagado,
mas se torne aprendizado.
E que novos e bons caminhos surjam
onde antes só havia medo.
Assim seja no corpo.
Assim seja no fôlego.
Assim seja no agora.
Na juventude eu achava que tinha o mundo na palma da mão, que estava aos meus pés e que podia até tocar o céu. Pensava que tinha o controle e que era o máximo.
Com o tempo percebi que sou pequeno, apenas um grão de areia na imensidão da vida.
Hoje entendo que só Deus é grande.
Ele tem o mundo na palma da mão, move o céu e tem o controle de tudo.
Eu sou totalmente dependente Dele.
