Pés
Não me aprisiono a nada
e sou ligada a fortes emoções.
Exagerada ao extremo e
metendo os pés pelas mãos.
Tem horas que acho o mundo pouco
para tanta intensidade da minha cabeça.
Tenho asas de menino que vê desenhos em nuvens, que na esperança se mantém voando mesmo com pés firmes no chão, porque o voo mais alto é aquele que de olhos fechados realizamos de mãos dadas.
ESPELHO DA LUA
Cabelos soltos, casa esquecida, perdida do monte
Árvore de folhas mortas em pés descalços
Corações partidos no espelho da lua
Nevoeiro esquecido na mente estragada
Rasteja nos corredores, nas escadas de ferro
Casa escura húmida desabitada ou talvez habitada
Medo do fumo das chaminés da nossa alma
Tempestades de um velho conhecido em cinzas
Casa vazia de sonhos, de pessoas, de palavras
Vento do leste, camas solitárias de ferro vazias
Ruminar no interior ou ainda a contar as sílabas
Sobreviver onde morre a carne, amolece o coração
Alimentam as sombras, sombras coalhadas
Que ferem e machucam o corpo tantas e tantas vezes
De joelhos em repouso reza o terço, num rosário velho
Objeto da sua alma confidente de cada dia, de cada noite.
Sei que o que eu estou atravessando nesse exato momento, vai deixar as marcas de cortes em meus pés, feitos pelas garrafas atiradas ao léu pelos ébrios insensatos que festejam a minha aparente ruína! Mas sei também, que as cicatrizes que neles ficarem, os tornarão insensíveis para eu poder dançar em cima de seus pontiagudos e apodrecidos ossos.
Seguir viagem, tirar os pés do chão
Viver à margem, correr na contramão
A tua imagem e perfeição
Segue comigo e me dá a direção
Se dizem que é impossível
Eu digo: é necessário !
Se dizem que estou louco
(fazendo tudo ao contrário)
Eu digo que é preciso
Eu preciso... é necessário
Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir... viagem
Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares...sete mares...voar...mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem, o limite e sua negação
Se dizem que é impossível
Eu digo: é necessário!
Se dizem que é loucura
(eu provo o contrário)
E digo que é preciso
Eu preciso...é necessário
Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir..., viagem.
Não quero estar só
Já não consigo colocar meus pés no chão.
Me sinto sozinha neste mundo,
Mesmo sabendo que não estou.
Não vejo mais o céu como antes.
As estrelas já nem admiro mais.
Ninguém pode me ajudar.
Sinto saudades e falta dos que estão longe.
Ao mesmo tempo não queria que isso acontecesse.
Meu anjo protetor já não está mais aqui.
Onde estão as minhas asas.
Quero voar pra bem longe agora.
Ir embora desta minha solidão.
Espero que tudo volte ao normal.
Que a tristeza suma do meu coração.
E o vazio vague lá pra longe.
Era uma vez uma garota que acreditava na bondade das pessoas, até que um dia ela percebeu que as pessoas só eram boas quando precisavam de favores. Fim
Não vivo de fantasias ou ilusões, tenho os pés firmes no chão. Não uso máscaras, sou transparente e real. Apenas em complemento, tenho a necessidade da imaginação para criar e voar...
Aos meus pés
Num simples olhar
Surgem os mais belos olhos verdes
Hipnotizam-me.
Disfarço entre voltas
Mudo os caminhos
Cercam-me.
Luto e reluto
Não quero olhar
Perseguem-me.
Aos poucos sem saída
Com sussurros e carinhos
Rendo-me!
Teus olhares: aos meus pés.
(...) Existem pessoas tão frias que saem sempre com o balde de gelo e freezer no coração.
Essas pessoas sem sal que vivem salgando a vida são tão secas, que me dão um nó na garganta. Eu queria ser assim, tão "Tô nem ai" para o açúcar dos outros, mas eu gosto é de condimentos, de dar uma apimentada na vida. Eu gosto é do "docê" da vida...
Quando você está no escuro, é melhor permanecer sozinho com seus medos do que trazer uma segunda pessoa para a escuridão...
Jesus disse também que levassem só um bordão, uma túnica e uma sandália aos pés. O Bordão representa o poder e a autoridade do discípulo! A túnica a razão do uso do bordão: estar a serviço! As sandálias a dignidade! O discípulo tem o poder de Deus para usá-lo a serviço do outro, um serviço digno de respeito e importância! O evangelizador não leva regras e nem explora seus ouvintes; leva o amor que acolhe e promove dignidade. O poder, a autoridade deve estar a serviço do bem comum e, portanto só assim haverá dignidade a todos.
Eu sou bossa nova da cabeça aos pés. Sou Elizete Cardoso com a canção do amor demais, explodindo de sentimentalismo, sou João Gilberto cantando a Insensatez que você fez, semeando amor e colhendo saudade. Sou a consequência inevitável de você em cada música de amor, em cada poema, em cada frase minha, em cada corte no " T" e em cada pingo no " I" . Sou a poesia viva e sobretudo o amor, que é 200% de mim.
Deviamos agradecer por termos chão debaixo dos nossos pés, pois se não tivessemos, sempre que nós caíssemos continuavamos a cair, a cair e a cair, sem nunca pararmos de cair. Como há chão debaixo dos nossos pés, nós podemos cair mas temos sempre a hipótese de nos levantarmos.
Com os pés no chão, não se deixa levar por nada que se mostre leviano ou propostas sedutoras demais.
