Permanecer em Silencio
Phabyos
Silêncio... imagens sem muito sentido passam diante de mim numa seqüência de pensamentos fragmentados, me lembro que pouco antes de chegar estava tentando definir o que seria o desejo e então chegava a conclusão de que seria preciso primeiro entregar-se, satisfaze-lo, para então tentar defini-lo.
Bom, desejo satisfeito e eis que agora já não seria eu capaz de conseguir a mais ínfima definição para o desejo, e me pergunto: quem que depois dos desejos satisfeitos poderia pensar em suas origens, meios ou fins?
Não! Após satisfeitos os desejos, transcendemos para um outro nível, um nível acima, onde os desejos não alcançam nem sequer nossos instintos mais selvagens. Desejos satisfeitos, nos tornamos leves, sublimes... E então, o silêncio...
Com o silêncio vem qualquer coisa de uma consciência imortal, eterna... Mas o silencio deve ser quebrado e sempre por algum assunto trivial, medíocre, mundano.
Oh! Percebo que nem sequer sei seu nome, mas que importância tem esse fato, se já carrego em minha pele um pouco de tua essência, que sei ira se evaporando no caminho de volta e o pouco que ainda restar correrá livre junto a água, após, um banho de bucha. Então de que valeria um nome que ainda permaneceria na memória por mais tempo?! Depois de sua essência perdida sua imagem ira se desfazer aos poucos, misturando-se a tantas outras imagens que ainda hei de registrar, fundindo-se ao todo que é meu ser.
Muitas vezes o silêncio nos permite parar,pensar e refletir melhor,no que fizemos,fazemos ou no que faremos.
Covardia
Minha covardia é tamanha
A ponto de fugir de nós
Esconder no silêncio das muralhas
Que é resumo da fraqueza humana
Ter a solides de seguir
Em terras já batizadas
Diante desta minha covardia
O chegar da dama de negro
Seria uma fuga de brinde
Deste mundo frio e sem amor
Um grande mercado aberto
Sem preço fixo
Segui as feiras sem calor
Nada há de humano, a ser comprado
Apenas a insignificância a ser “humano”
O amor espera na porta
Bate muito forte na brisa da covardia
Nenhum feito de valor será somado
A esta passagem sem cor
O calor da razão não compra sonhos
O preço de estar na chuva
A fusão das águas, que rolam
O negro do silêncio anuncia
Minha covardia tem nome
Mudez ,
Que venha a dama de negro...
O silêncio do amanhecer
é interrompido pelo
barulho de passos e carros lá fora
A noite vazia, vai ficando para trás
O dia surge e está na hora de começar
a viver
Não precisamos dos valores estimados,Nem do sonho Palpável Mais sim do silencio que respeita, Ser o Braço que envolve, O amor que promove,Precisamos ser o amigo estimado, Metade Criança, Metade velho, A criança para nunca esquecer da felicidade E o velho para se Definhar em saudades,, Normalidade é uma imbecilidade, fútil e estéril
