Permanecer em Silencio
Fuga
Eu sei de suas lutas
Do que guarda em seu silêncio
Conheço suas dores
E compreendo sua solidão
Seus olhos são tristes
Mostram a dor de sua alma
No seu rosto um sorriso
Que não me engana
Levar a vida assim,
Como uma formiga que,
Sozinha carrega o dobro de seu peso
Sem parar e nem reclamar
Quem me dera eu tivesse a chave
Sim, para te livrar dessa cela
E arrancar essa faca de sua alma
E pudéssemos junto fugir
Seria libertação
Seria sonho realizado
Uma fuga, doce fuga!
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
O silêncio é a melhor arma que pode ser utilizada no combate aos desesperados que desejam tirar você de uma sintonia de equilíbrio
Através de seu silêncio, aquele que te provoca com palavras acaba desistindo por não receber de volta o resultado das provocações e desiste por ser mais fraco
Sabendo que o corpo morre mas a vida continua, então porque o medo do suposto silêncio da escuridão que desconhece
Não se incomode com o som alheio, porque os decibéis de seu silêncio são mais perturbadores para os intolerantes
Sentir a presença e ou o silêncio que, discorre nosso ser é, desenvolver a sabedoria do tempo que habita em nós, essa individualidade do agora; plurifica a beleza daqueles que, ainda não identificaram o significado da grandeza que reside na bem aventurança do eu sou.
O verdadeiro silêncio não se provoca se percebe, não se pré-ocupe, caso contrário provoca fortes paralisias celebrais.
Trabalha a vida inteira e, no silêncio de seu suor, o hoje vê as traves de tanto saber, como e limpar.
O silêncio não mais será a força pra sua grandeza ser destroçada, pela falta de momentos, retiros das inteirezas dos átomos, aguardando qualificação, pra emitir a cura das falsas sadanas.
