Permanecer em Silencio
O Silêncio do Condenado
Eu vi o que não queria ter visto e sente o que não queria ter sentido. Olhei no espelho e vi olhos vazios, escuros e sozinhos Já não existia mais caminho, já não existia mais vida em um lugar na onde já foi um jardim hoje era um deserto frio. Caminhando pelas ruas frias, debaixo das luzes de neon da cidade, sob uma chuva melancólica. O som do silêncio era ensurdecedor! Gritava e ninguém ouvia chorando de agonia a alma sofria todos os dias.
Mas hoje com o passar do tempo o grito foi abafado por noites em claro, só o som do silêncio existia. Barulho ensurdecedor mesmo sem dizer uma palavra “sê intendeu” que ninguém se importava em destrancar aquela cela, uma cela fria e sem paredes. A pior prisão para se viver dentro de si, como um condenado ao próprio corpo e a própria vida, um condenado a sofrer em silêncio, pois tudo que ele ouvia era seu próprio som do silêncio.
O silêncio do condenado.
Ocultar a verdade com o silêncio pode minimizar gradativamente as chances de se utilizar da mentira em distintas ocasiões.
Através da fé e da observação dos acontecimentos à nossa volta, quando nos colocamos em silêncio diante do sagrado, notamos os sinais de socorro que vêm de Deus, em sua maioria, tão sensíveis, sublimes e extraordinários que superam nosso entendimento.
Diante dos maus interpretadores de nossa fala, nosso silêncio e atitudes corretas nos representam melhor.
Faça do silêncio sua melhor resposta quando tiver certeza de que o som de suas palavras não é suficiente para quem não está afim de ouvir.
Não havendo solução definitiva no combate a uma discórdia, a prática do silêncio, da reflexão e do afastamento oportuno pode amenizar os ânimos e concentrar forças em algo mais vital.
O silêncio nos conecta com o que é essencial, permitindo-nos ouvir a voz interior que sempre soube o caminho a seguir.
O mais puro amor não se exibe, ele é intrínseco ao ser, brota do mais íntimo do coração, é silencioso na forma, mas grandioso na essência.
A amizade é ponte invisível entre corações que se entendem no silêncio; não exige presença constante, pois não é medida pela frequência dos encontros, mas pela qualidade e sinceridade do vínculo.
Tenho tanto para falar que chega a ser sufocante o silêncio nos meus dedos.
Expressão essas que não decifrei em letras, a mente pensa os sonhos navegam em pensamento.
Estes mesmo que ainda não decifro nas linhas estendidas sobre o papel este mesmo que já traz sã lembrança.
Da floresta a onde os arbustos ao longe vêm uma florada que ainda não sei distinguir.
Que flores e essa entre cores amarelas e laranjada com um pouco de lilas as folhas verdes dando um destaque a mais!
Olhando para o céu que me faz reflexo do mar no horizonte profundo me recordando da minha infância que tão perto, vem me trazendo uma breve lembrança.
Dos meus desejos que não realizei, me pergunto porque, mais como devo agir nestes universos de anseio e desejo que me faz refletir.
Vem o silêncio entre o barulho trazendo o conforto de que um dia, só mais um dia para agir!
A não presença de um amor não significa um amor ausente; o silêncio de um amor não significa a sua falta; a evidência de um amor se faz na presença que não se vê e no silêncio que não se cala.
O verdadeiro e mais árduo caminho do adepto começa em silêncio profundo.É quando ele começa trilhar os seus primeiros passos da difícil jornada para o imenso mundo que há de dentro. Abismos, penhascos, escarpas e direção incerta onde adormece seu espirito.Navega à deriva solitariamente sua mente e voa em liberdade seu acorrentado coração.
Fala, fala, grita e geme, oh! silencio falante da noite nos arranha e nos escarnece na alma como açoite pelas curtas lembranças e pelos passos errados e compassos das músicas surdas das esferas. Que é o canto híbrido das palavras que não tem som, nem movimento externo dançante mas perfura, ensurdece e fomenta a amarga inquietação em fel em nosso pouco preparado e apertado céu deste nosso covarde e intrépido coração que a tanto tempo já sobrevive e se arrasta por esta triste vida sem emoção e sem uma verdadeira paixão.
A solidão é nossa perpetua e fiel companheira pelos caminhos que vão alem de dentro e o silencio nossa mais forte oração. Amor, generosidade e perdão oferecem a direção.
O Obará, como meu odu um dia me disse que para eu ter devo guardar mais o silencio e viver com observação, preciso mais dar energias e guardar minhas palavras pois mesmo que Xangô e Oxossi guiem meu destino e minhas caminhadas, com as seis conchas abertas pela natureza e dez fechadas tem mais invejosos contra ao feito que aliados ao meu favor antes que tudo se realize.
Uma das coisas que mais me orgulho, mesmo em completo silencio, é que o mundo seria bem mais fácil e superficial, sem mim.
