Peregrino
O Senhor do universo, me disse:
sai da tua terra, rumo a uma terra
que eu te mostrarei;
Deixai a vossa construção,
Faz-se, um peregrino.
§
A curiosidade,
é sempre uma terra fértil
e desconhecida aos
peregrinos
um apelo
a novos horizontes.
§
Lancei toda minha infância
em uma estrada de chão,
ali, parte de mim floresceu,
da imaginação surgiram histórias
Do alto monte o olhar
até onde levarão os meus pés?
perguntou o viajante.
§
Em uma tarde eu vi
uma árvore a chorar!
conversando com as sombras,
dizia-lhe: uma frase de adeus!
Que brisa é essa?
perguntou o viajante,
com visões de por de sol,
e janelas com luar
Nao chore, sra. árvore!
veja a beleza do por do sol
-- Guarde suas palavras de sentimentalismo
o que resta é a dor
deixei-me, escurecer pelo amor
e como flor mucha e seca
hoje faço um silencio de adeus,
Adeus!
A luz que faz o nascer, numa voz de canto
Numa voz de espanto, ao desconhecido
Um caixão nos espera, ou uma coroa, acorda!
Meus versos estão dormindo, acorda!
(...)
Esse sono inibe a beleza que está lá fora,
Agora, a luz desta manhã é oferta de gratidão
Em vestidos novos, se despiu para o mundo
Azul-celeste, brilhaste a este céu
(...)
Caminhante! Eis o caminho e a viagem!
Abra os olhos, veja as alas dos ventos
Fujam das cobiças dos homens
Torna o teu nome, uma casa de paz
(...)
Para aonde levará esse teu caminho?
O que dirá a teu favor a sua linguagem?
A casa vernacular é uma cova fecunda
Cada homem, espalha-se em sua eira
(...)
Sozinho em lama, resta-lhe o silêncio;
Em terras profundas deságua,
Acorda! É tardia as histórias
Sobre ti, há um rio de memórias
(...)
Ei o tempo perdido, recupere-o de logo
Nutre a aurora que espalhastes
Apreende o caminho ao caminhar
Não volte! Nunca mais a está aqui
Ande! Avance! Acorde.
§
in: TORVIC, Allam. O viajante iluminado. São Paulo: 2023
P e r e g r i n o
No campo eu aprendi a cuidar do arado, eu me lembro que levava as ovelhas e os cachorros até um monte alto, de onde via a cidade;
lá em cima havia um pé de coqueiro, onde repousava. E para mim, era uma aventura, uma espécie de pastoreio.Minha vó, muito generosa, fez uma "capanga", de couro para mim e nela eu levava, comida e água.
Eu ficava muito tempo com os bichos, com o silêncio e observando de longe a cidade; mais tarde havia sempre um vento que soprava o coqueiro, mas embora eu fosse ainda menino, não tinha medo do vento, pelo contrário, eu repousava e ouvia o vento passar.
(...)
Eu fiz peregrinação
até Jerusalém,
Fui um correspondente
No afã da aventura
§
Conheci,
A geografia das almas,
pelos mistérios
do mundo
§
Dificílimo.
É permanecer
continuar a ser
peregrino
Aprender.
§
§
Perdidos
em diagramações
multidões e
acúmulos de
bens.
§
Foge, tu
que és
peregrino
Sacia-te,
do vento
que hoje
Terás
"Quem deseja viajar e conhecer o tempo.
Antes, porém, é preciso se assentar sobre a sombra do silêncio".
O viajante, pela manhã, diante do cultivar & guardar, reforçou um aforismo:
"A sabedoria, muitas vezes, não é o ganhar na vida e sim, saber vivê-la".
—
Andamos hoje descalços
Aqui é nossa casa,
Cada passo é uma inspiração,
A oração na terra em que me criei.
Muito andei... Peregrinei.
-
Como devo caminhar, agora?
Se cada caminho aqui são palavras.
Valores e cultivo lá fora,
Inspira-me, cultiva-me.
.
[TORVIC, no solo sagrado que vivi]
Os meus pedaços se reúnem,
em um único lugar, onde eles se reconstroem:
aos pés da cruz!
Ali, o peregrino, encontrou o seu amparo
trocou a experiência de um lar
pela beleza do caminho...
( O viajante iluminado )
Vos escrevo com letras grandes,
para exorta-vos, o que importa:
é ser uma nova criação
paz e misericórdia no andar
a exposição da mensagem da cruz!
.
"peregrino", in paráfrase de gálatas 6.
Tortuosos são os destinos daqueles que escolheram pregar a paz, mas que não recusam o legado dos peregrinos
Sem destino...
vago sem direção
quase nem bate meu coração.
Sem você...
nada atino...
sigo em busca de um destino...
peregrino.
Queria nas asas do vento viajar
pra bem longe me deixar levar...
Coração leve...
vento me leve...
pro outro lado do mar.
6 hs da manhã
O brilho da lua, e eu
A luz das paixões e tu
Somos a luz do mundo
Do nosso universo
E é tudo
Paz no coração
Um abençoado fim de semana
Para Todos vocês
Amigos do coração
A Cobiça é um veneno
Quem cobiça o seu semelhante
Sofre de ingratidão na vida
Não tem amor no coração
Não conhece as estradas de seus irmãos
E nem o que passaram
Para usufruírem do que possuem
O maior de todos os delírios humanos é sugerir que somos frutos do acaso peregrinando neste mundo sem propósito e destinados a extinção.
Sou simplesmente um dos mais que habitam esse universo de tamanha imensidão. Tantos foram os dilemas criados ao longo dos tempos de existência, muitos para não serem ouvidos, muitos para serem desregrados. Quem sabe a vida não é criar o seu próprio significado? Quem sabe a vida não está aí para ser vivida? Sou simplesmente o único eu que habita esse universo de tamanha imensidão.
