Perdoar
O Perdão e a Promessa.
Se não fôssemos perdoados, eximidos das consequências daquilo que fizemos, a nossa capacidade de agir ficaria por assim dizer limitada a um único acto do qual jamais nos recuperaríamos; seríamos para sempre as vítimas das suas consequências, à semelhança do aprendiz de feiticeiro que não dispunha da fórmula mágica para desfazer o feitiço. Se não nos obrigássemos a cumprir as nossas promessas não seríamos capazes de conservar a nossa identidade; estaríamos condenados a errar desamparados e desnorteados nas trevas do coração de cada homem, enredados nas suas contradições e equívocos - trevas que só a luz derramada na esfera pública pela presença de outros que confirmam a identidade entre o que promete e o que cumpre poderia dissipar. Ambas as faculdades, portanto, dependem da pluralidade; na solidão e no isolamento, o perdão e a promessa não chegam a ter realidade: são no máximo um papel que a pessoa encena para si mesma.
Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'
“No Teatro da Vida As Mulheres são as Estrelas Principais... Por que além de Amarem... Perdoarem... Sentirem e Chorarem como Ninguém... Além da Beleza que lhes São Peculiar... Elas é que Trazem à Vida Todos os Personagens...” (Rick Jones Anderson)
Amores que se perdoam e superam a separação, enfrentando os maiores temporais a dois, podem vir a se tornar aqueles que mais entendem sobre o amor, frente aqueles que nunca na vida se separaram.
"-Erra, por certo,
gravemente, aquele que hesita em perdoar;
erra, entretanto, muito mais ainda aos olhos
de Deus, aquele que condena sem hesitar."
(O homem que calculava)
Um pedido de perdão
Me perdoa pelas vezes que eu fiz você chorar,
errei na decisão de te abandonar,
sei que te magoei e que não quer voltar.
Sinto falta de quando a gente andava pela praia,
você me olhava de um jeito engraçado,
que me fazia sentir a pessoa mais amada.
Tem horas que o coração não dá para aguentar,
pede apelo para os olhos e começo a chorar,
não passo uma noite sem em você pensar.
Sei que não mereço, mas não posso desistir,
preciso do teu sorriso...
por favor, volta para mim.
Estou impressionado com o número de cristãos que acham que podem ser perdoados sem perdoar -- coisa que, a rigor, é cem por cento impossível.
Me perdoa
Perdoa-me se errei com você,
Perdoa-me se fui fúnebre,
Perdoa-me, minha intenção nunca foi ferir-te,
Perdoa-me, pois meu coração morreu,
A minha alma foi contigo,
Não deixes que uma futilidade interfira em nosso amor,
Sei que não estavas bem,
Mas meu sentimento aqui fervido pede o teu perdão,
Minha alma se clarifica em teu mundo,
Entendendo sua tristeza,
Venho mais uma vez pedir-te o teu perdão,
Venho mais uma vez dizer-te que te amo,
Nosso amor é eterno, sei disso,
Desde a primeira vez em que vi
Sua foto
Meu coração palpitou mais forte.
Meu ser pede teu perdão,
Perdoa-me se errei com você
Perdoa-me se fui imprudente,
Pois o passado foi feito pra ser esquecido,
E o presente com o futuro,
É você que ficará do meu lado durante todo o sempre.
Perdoa-me?
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois.
Nota: Trecho de um poema do autor.
Nos ensinaram a perdoar. Nos ensinaram a tolerar. Nos ensinaram a relevar. Nos ensinaram a ceder. Tudo isso é importante sim, mas faltou nos ensinarem a deixar ir. A abandonar o que nos faz mal. A partir de lugares que deixaram de existir. A nos amar em primeiro lugar...
Confissões de um pai
Filho, sei que não mereço
Todo o seu apreço
E preocupação
Perdoa se um dia eu te faltei
Juro eu nem notei
Que vivia de ilusão
Filho, tenho que admitir
Andava por aí
Só de bar em bar
Hoje vendo como eu estou
Quase sem amor
Dá vontade de chorar
Filho, eu não estou sozinho
Você é o caminho
Que eu tenho que seguir
Sei que a esperança não morreu
Você me convenceu
A nunca desistir
Filho, nunca te dei um beijo
Mas hoje o meu desejo
É estar sempre ao teu lado
Definitivamente regressei
Não sabia, agora eu sei
Como foi triste o seu passado
Filho, a minha alegria
É ver que a cada dia
Você melhora mais
Agradeço à Deus por ter um filho assim
Não se esqueça de mim
Eu te amo demais
O doce sacrifício da vida é perdoar a si mesmo por amar demais a própria dor contida em um coração sem lágrimas...
(…) Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem: que ele não ame com coragem. Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos, jogar futebol no sábado com os amigos, soltar gargalhada de hiena, pentear-se com franjinha, ter pêlos nas costas e no pescoço, usar palito de dente, trocar os talheres de um momento para outro. Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem. Amar com coragem não é viver com coragem. É bem mais do que estar aí. Amar com coragem não é questão de estilo, de gosto, de opinião. Não se adquire com a família, surge de uma decisão solitária. Amar com coragem é caráter. Vem de uma obstinação que supera a lealdade. Vem de uma incompetência de ser diferente. Amar para valer, para dar torcicolo. Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar, para fugir, para não nadar até o começo do corpo. Não usar atenuantes como “estou confuso”. Não se diminuir com a insegurança, mas se aumentar com a insegurança. Não se retrair perante os pais. Não desmarcar um amor pela amizade. Não esquecer de comentar pelo receio de ser incompreendido. Não esquecer de repetir pela ânsia da claridade. Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo. Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes. Amar decidido, obcecado, como quem troca de identidade e parte a um longo exílio. Amar como quem volta de um longo exílio. (…) Amar com coragem, só isso.
" A vida me ensinou a perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, também me ensinou a amar incondicionalmente, pois preciso desse amor..."
Aparências
Perdoa-me pelo que julguei.
Pelo que vi sem sentir.
Pelas mentiras que acreditei,
e pelas que contei.
Perdoa-me
pelo amor que tive
e não demonstrei.
Pelo dor que te causei
e pela que me permiti sentir.
Perdoa-me
por não ter te visto como
realmente és
e por não ter permitido
a voce me ver.
