Perdi uma grande Amiga
Não consigo dormir.
Rolo pra todos os lados, e enfim, perdi.
Levantei-me no meio da madrugada.
Não sabia o que me encomodava.
Nenhum pensamento durava muito.
Cada assunto que meu cérebro buscava pensar findava já na introdução. Não tinham desenvolvimento, muito menos conclusão. Era como seu eu pescasse e fisgasse peixes que não me serviam e então eu os lançava de volta no rio.
Peguei um livro e extraí os trechos filosóficos para passar o tempo. Cada trecho com seu autor indicado logo abaixo.
Quando percebi, já estava amanhecendo.
E acompanhado a mutação lenta das trevas em luz, me dei conta.
Não estava amanhecendo.
A terra é que estava girando.
Pra mim foi a maior descoberta, mesmo sabendo que isso já acontecia.
O ponto onde eu me encontrava, não era mais diante do Sol e sim de uma estrela mais próxima que as outras tantas do universo.
Me senti totalmente alienado, mas de maneira iluminada.
A manhã está mesmo chegando?
Incrível! Não pode ser!
O que está acontecendo?
Foi nesse instante que tive o maior insight
da minha vida, até aquele momento.
O dia nunca mais raiará.
A noite nunca mais cairá.
O tempo como eu conhecia se desfez bem ali e se mostrou como algo jamais imaginado por mim.
Não há dia, não há noite.
Dia e noite são apenas um.
Não há verão e inverno também não há,
Outono já não existe e primavera jaz.
O mundo mudou?
Acho que nada no mundo mudou.
Apenas giramos num carrocel sem cavalos.
Sempre foi assim.
O dia nunca existiu e a noite não é o que eu pensava.
A madrugada, a manhã, a tardinha e a noite Só existem dentro de mim, nas minhas percepções, assim como as estações do ano, que também não existe.
sangue e lápis
asas da liberdade
entre linhas
algo que poucos
podem captar
perdi-me e me refiz
em refúgio abstrato,
disforme.
depois que te conheci,
ó Poesia,
ganhei forma no caos
que era meu rosto
torto.
meu eu-lírico
tornou-se
meu sangue,
meu respirar,
meu garfo.
dou corpo à dor,
a entalho—
para que ela
encontre o cinzel
e ali morra.
me dissolvo na escrita;
morro no papel
para renascer em cada linha.
se um dia eu calar,
morremos juntos:
verso e peito.
entre escrever e alívio,
escolhi sangrar.
quem escreve pra curar
continua doente.
Me perguntaram por que perdi duas vezes em concursos de oratória. Eu respondi: a maior vitória é ver o outro sorrir.
" Perdi-me na imensidão do que me era alheio,
E assim, alheio também, perdi-me de mim.
Era escuro o horizonte: então me veio,
A sensação de se ir, enorme, enfim,
Tão evidente, fez-me temer - Eu que não creio -
Perdi-me na imensidão do que me era alheio...
E assim, alheio também, perdi-me de mim. "
Quando minha relação com Deus se resume a algumas horas de Liturgia religiosa, é sinal de que perdi a intimidade que Deus anseia!
Perdido em Mim
Tentando me encontrar,
Me perdi nos meus próprios medos.
Minha vontade de chegar
Me faz seguir por caminhos sombrios, difíceis… perigosos.
Quanta dor tenho sentido,
Quanto mal isso tem me causado.
É difícil o teu jeito de amar,
Como se não houvesse vida além de ti.
É difícil o teu jeito de aceitar quem sou,
Como se minha versão original
Não fosse real pra ti.
É difícil o teu jeito de confiar,
Como se qualquer ato meu
Te trouxesse a sombra de uma traição.
Difícil mesmo é esse teu querer:
Fere minha alma,
Dilacera meus sentimentos,
Manda-me embora...
E depois diz que sente saudades.
Como é difícil esse nosso amor
Me perdoa por não estar bem.
Achei que era forte… mas me perdi nos meus próprios dias difíceis.
Só queria ter feito tudo melhor.
Me afoguei nas preocupações,
e deixei de ser aquele homem que brilha nos teus olhos.
Voltei pra casa de mãos vazias e coração frio,
tentando me aquecer no calor do teu sorriso,
mesmo que fosse só pela tela do celular.
Mas o sol nasce…
e com ele, nasce também a esperança
de um novo dia.
Um dia em que eu consiga esquecer a dor,
e ser só aquele homem
que você um dia sonhou ter ao lado.
Desculpa se sangrei…
Tentei esconder a dor,
mas ela transbordou pelos olhos
e manchou os dias com silêncios.
Sigo devagar…
Às vezes paro,
respiro,
e busco paz em pequenas doses.
Só quero viver o agora…
e se for contigo,
melhor ainda.
Quando tu me olhou, perdi a cabeça
Sem perder o tempo, joguei na mesa
Sei que gosta da pressa e da calma
Sei que gosta do jeito que
Eu falo tudo que tu gosta
Me perdi entre vozes e rotinas,
em dias que passam sem me notar.
Sorrio, mas às vezes duvido
se ainda sei o que é respirar.
Carrego mundos nos ombros calados,
me esqueço nos planos que fiz pra depois.
Mas há um chamado que pulsa baixinho:
volta pra ti. Vem ser tua voz.
Preciso me encontrar no silêncio,
na curva de um sonho esquecido no chão.
Recolher pedaços, sentir minha essência,
me abraçar inteira, sem mais condição.
Vi o mundo da mesma maneira, joguei a bola que brincadeira! Me perdi na segunda-feira e, por pura infelicidade o mundo mudou-se de tudo que me fez parte.
Me perdi no meio das coxas,
me afoguei no seu mar carne.
Me lembrei que seu sabor descruza as minhas vontades.
me matei no seu gosto, e não pude voltar a viver fora de ti.
Nas curvas do teu sorriso eu me perdi,
No brilho do seu olhar me encontrei
Com um simples tocar dos lábios
Eu me apaixonei..
É louco como são as trocas na vida né?
Eu perdi a conta de quantas vezes o Fred foi meu terapeuta; de quantas vezes eu me perdia nas playlists de meditação e nas mais cabeludas mentiras de que você era minha alma gêmea.
alma gêmea.
E do nada eu me peguei pensando,
como foi que o Fred me passou pra jout jout até chegar em mim mesmo? Ué, aonde foi que eu reconheci que você, não, pera, eu, nós, mas se você sou eu, aonde foi que eu me entendi como único e suficiente?
Eu não entendi depois de escutar o último álbum da Olivia, e não me rasgar o peito, ou até mesmo quando os anjos da Myley deixaram de fazer sentido no meu roteiro, afinal, a culpa que eu carreguei esse tempo todo, nunca foi minha.
Olha, confesso que não me achava tão bom com mentiras, até eu mesmo acreditar nas minhas hahaha, hoje minha alma gêmea está aqui, digitando os mais loucos pensamentos na madrugada mais silenciosa do ano, enquanto me olho no espelho.
Murilo Augusto
Você voltou
Um dia te olhei
No outro te sorri
Depois te amei
Em seguida te perdi
Te procurei
Por ti sofri
Não tem encontrei
Quase morri
Com muito calor
Fiquei te esperando
E todo meu amor
Para tua volta guardando.
Um dia você voltou
Foi tão grande a emoção
Você novamente me amou
De todo coração.
Cordas malvadas
🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼
És a saudade?
És o que eu deixei ir ou perdi ?
És a composição que faço e não posso cantar?
És a lua prateada no céu?
És as dores de tudo que sinto..?
Quem és de fato?
És o rio que banha o seringal do sertão?
És a cachoeira que jorra nas pedrarias das grandes montanhas?
És o nevoeiro de águas turvas que batem nas margens da minha imaginação..?
És o beijo doce do presente ou do passado?
És um tudo ou nada?
És o que então....?
És a melancolia que fala alto sem tom de timbre de voz..?
Saudade,saudade , oh! Saudade...
Reticências indefinidas que marcam minhas alucinações.
Versos que faço,
Versos que nunca termino.
Estrofes excepcionais e medíocres...
Cega-me o horizonte,
Ao mesmo tempo me leva pra longe.
Sorrisos tardios,
Melodia machucada que sangra o meu coração...
És um pedaço de pinho envernizado?
Ou são essas cordas que vou dedilhando?
Cordas que bambeiam
Cordas que quebram e faz o violeiro chorar de emoção!
Bandidas são,
Cordas malvadas,
São essas do meu violão...
🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
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