Perdi uma grande Amiga
A grande maioria das vidas desgraçadas são arrastadas para infelicidade por tão pouco.A constante descrença do bem que é realizado pelos que são hoje sobreviventes do bem, as virtudes que são exercidas com tanta abundância por todos aqueles outros que sempre tiveram tão pouco e mais ainda os órfão do amor de tanto ter dor recompõem a própria história e trajetória ofertando a todo semelhante multiplicado por dez o pouco amor que aguardaram para si, um dia.É da solidão profunda que não mutila e nem adoece que transborda a paixão do amor bom e das carícias da alma que vos fortalece.
A grande inteligencia criativa, operativa e sobrevivente neste mundo nunca está acompanhada da rara beleza física e nunca se propaga por todos os lugares com tanta facilidade.
A herança, o objeto e o legado artístico e intelectual é da família, mas, na grande maioria das vezes, erra o artista que permite a nociva mistura do emocional e amoroso familiar funcional dentro do seu processo criativo profissional.
No Brasil, além da grande diversidade cultural existente, existe o agravamento da multiplicidade da oferta e dos modismos regionais temporais. Sendo assim, por meio do intenso multiculturalismo dominante, despejam no frágil mercado cultural nacional um infinito número de propostas artísticas, outras pouco expressivas e algumas delas sem o menor valor. Logo, não existe a madura realidade para edificar o que seja bom a seu tempo, geralmente só cabendo êxito quando acontece a valorização do que é bom e tem real valor cultural, pelas releituras, estudos posteriores e reavaliações de mérito.
O poder mental é a grande força de cura em todas as culturas pois dinamiza atomicamente por polaridade o viver na lei da vida, que reflete toda energia criadora diante de qualquer desalinhamento mesmo que contraditório, a energia molecular transmutante da vontade afirmativa acomoda e o resultado aparece da fé incondicional diante o incompreensível e do positivo pensamento que tudo transforma sem limites.
O grande segredo da vida hoje me parece ser poder amar todos os passarinhos sem ter gaiolas para lhes guardar, amar todas as crianças de todas as culturas sem ter tido um filho algum para se espelhar, amar todas as flores de todas as cores mas nunca ter tido um jarro imperfeito algum por mais belo que fosse para enfeitar, amar todas as mulheres sem ter encontrado meu par perfeito para casar, amar todos os lugares do mundo sem ter tido a oportunidade de viajar, amar todas as musicas mesmo se nunca aprendeu um pequeno instrumento tocar, amar a mais ampla liberdade mesmo que tenha nascido cativo sem saber voar mas veio com a grande virtude de ousar pelo pensamento e sem limites sonhar.
Mais um corpo de um morto estendido na calçada, atrapalhando a manhã da grande cidade. Quem foi não sabemos enfim, onde foi o começo e este breve fim. Quem sabe sera mais um afortunado de uma vida inteira de enormes buscas e alguns encontrares por diversos lugares, onde foi confundido como filosofo social e permitido ver com profundos olhares e incendiados efusivos sentimentos. Por tudo isto, agora não é mais nada, não tem documento vai como indigente, um corpo perdido que se expõe ao tempo, pelo mau cheiro fétido de carniça que espalha o vento.
Quando estamos diante de um relativo grande poder percebemos que grande parte dos primeiros cem pedidos por auxilio e intervenção urgente se resolvem distante de nos, na primeira semana por si mesmo.
O grande desafio social na contemporânea democracia é fomentar o civismo, a cidadania, o patriotismo cultural e a identidade incomum dos diferentes em pleno gozo legal e constitucional da liberdade.
A grande doença na sociedade contemporânea do século XX e XXI aparece quando fazemos contrariados o que não temos a menor vontade e empenho em fazer.
Grande parte da miséria humana é a parte punitiva de um auto-flagelo condenatório que nunca teve perdão e um justo julgamento.
Maravilhosas as esculturas vegetalistas em aço dos jardins de Caio Mourão....a Arte Joia em grande formato com a sutileza da criação em movimento de um artista plastico e visual, joalheiro que navegava entre varias plataformas....Meu amigo e parceiro Caio Mourão era assim um jardineiro de pétalas, flores e espinhos... inquieto e curioso, e ao mesmo tempo objetivo e generoso...mas sempre sonhador....em um único movimento de buril resolvia o fato, de fato...ainda me lembro como se fosse ontem, Caio me ligando para me falar empolgado sobre novas esculturas que tinha feito...e falávamos das gemas, de coisas e das formas que Di Cavalcanti pensava, indo para o cearense Antonio Bandeira em Paris e do Ado Bonadei.....Carlos Martins e de tantos outros.....a arte para nos sempre foi uma colcha de fuxico coloridos com as lembranças de quem tinha partido, na frente..mas grande parte dos sonhos que sempre ficaram, afinal nunca que cria com emoção, nunca morrem...persiste.... de certa forma fica aguardando no ar até outro alcançar e continuar.
Grande parte de minha vida e pensamento é inspirada na sabedoria familiar, também de pessoas comuns, simples e humildes que fazem um show diariamente anonimamente no grande palco da existência. Por si é um laboratório teatral cotidiano do simples, como me alertou durante vários anos o querido "Zimba" - Zbigniew Marian Ziembiński, mais conhecido como Ziembinski, o magnifico ator e diretor de teatro, cinema e televisão, na década de 1970 com quem tive a alegria de conviver no RJ. Parece mesmo que no mais erudito e no mais simples são que circulam naturalmente as melhores respostas pois diferente do intermediário presunçoso do que é e não é e talvez possa ser, só vivem as sombras descrentes das perguntas sem sentido e as alegações infrutíferas e sem objetiva solução. A divina generosidade é a grande maré que nos movimenta pela brisa constante e continua do Oceano dos Humildes.
A grande diferença de quem abraça em verdade o trabalho nas esferas criativas, educacionais, artísticas e culturais é que independente do retorno financeiro, das regras do mercado e do engajamento em emprego, o trabalho não para. Não é possível estacionar nem por poucas horas a sensibilidade constante que movimenta em ação, hiper-atividade e sede de experimento o pensamento. De certa forma por isto que cada qual em sua direção, interesse e plataforma sem dizer diz que o trabalho passa a ser o principal regente do trabalhador.
Diante de qualquer grande sofrimento, se houver tempo pedimos perdão mesmo que não nos julguemos culpados. A dor de quem sofre, encobre os limites da humildade, da razão e da sanidade sendo assim cabe a quem se aproxima, por compaixão exercer uma dose bem maior de generosidade. Não existe certo ou errado e sim abandono, solidão e cumplicidade. Todos nos precisamos um dos outros, indivisivelmente, para que tenhamos a certeza que vale a pena, viver.
O grande problema da idiotice digital contemporânea é que tudo que ouve, mesmo não sabendo nada sobre o assunto, julga merecer retoques, deflagrando idiotas e insensatas burrices.
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