Perdi a Ilusão
A ILUSÃO DOS ANÔNIMOS
Muitos usam filtros e fotos ensaiadas para esconder frustrações, tentando alimentar o ego.
Mas esquecem o sabor da vida simples: o cheiro das flores, um abraço apertado, um momento verdadeiro.
Vivemos numa era imediatista, onde o olho no olho foi trocado por emojis e frases prontas.
Mandamos "bom dia" com imagens de Google, mas não temos tempo para um gesto real:
abraçar um filho, beijar quem amamos, dar carinho ao cachorro ou bênção aos pais.
Por quê?
Porque estamos ocupados demais em mostrar o "eu ideal", esquecendo de viver o "eu real".
Bom dia, vida!
Texto: Fhayom ✍
🌫 A Ilusão dos Anônimos 🌫
Vivemos tempos em que sorrisos são filtros,
e verdades, legendas bem pensadas.
Por trás de fotos perfeitas,
há frustrações maquiadas.
Corremos atrás de likes,
mas esquecemos o cheiro do café fresco,
o calor de um abraço sincero,
o silêncio confortável de um momento real.
Trocamos olhos nos olhos por telas frias,
afagos por reações,
emoções por figurinhas.
Dizemos "bom dia" com imagens do Google,
mas não dizemos “eu te amo” olhando nos olhos.
Damos coração na foto,
mas esquecemos de dar carinho ao cachorro,
um beijo demorado,
ou a bênção aos pais.
Estamos cheios de presença online,
e vazios de presença de verdade.
Por quê?
Porque o “eu ideal” brilha mais na vitrine,
enquanto o “eu real” morre de saudade de viver.
✍ Texto: Fhayom
Em busca...
A grande ilusão do homem é o medo de sair do imaginário para aquela realidade que naturalmente poderia salvá-lo de si mesmo.
Se o tempo é tão precioso, então gaste ele com as pessoas certas e na porção apropriada de coragem,
O mundo é divertido para quem não espera numa careira sentado as coisas acontecerem,
Tudo ao redor de um relógio segue seu curso normal e se estamos dentro desse mesmo ciclo velocista, temos que está dispostos a fazer o melhor pelos nossos sorrisos,
Se estamos perdidos a noite no meio de um deserto ou entre grandes montanhas ou quem sabe em um vale sombrio, devemos nos apressar para enxergar a luz e quando enxerga-la é importante correr se aproximando ao máximo dela de um jeito que ela possa ficar tão grande e tão forte que fique a beira de nos cegar ao mesmo tempo que ela nos deixe completamente iluminados como uma chama fumegante.
Vivemos na ilusão de que estamos sempre com problema. São sempre mil coisas para resolver, uma conta para pagar, o trabalho exaustivo, uma mensagem para enviar, um pedido para fazer, uma conversa mal resolvida. As coisas que julgamos importantes vão se tornando prioridades em nossas vidas, mas para encaminhar todas o tempo é curto demais, e elas nos roubam todo tempo que temos, nossos dias, nossas horas, nossa juventude.
É quando a saúde nos falha, o corpo grita e pede socorro, e percebemos que agora os mil problemas se foram, ou ao menos não eram tão importantes quanto achávamos. E agora temos um único problema, porque a dor aparece, o diagnóstico chega e o tratamento para restabelecimento é árduo.
Aquelas preocupações de outrora somem, tudo o que importa agora é manter a saúde, ficar de pé, ficar vivo. Os milhares de problemas passados não passam de ruídos agora.
É quando percebemos a dimensão de vida, quando ela ameaça escapar. Porque a saúde é o chão e quando ele racha, nada mais sustenta a estrutura de pé.
Pena que aprendemos tarde demais que só o agora importa e que não temos o amanhã no campo da certeza, mas da dúvida. Por isso, devemos escolher com carinho aquilo que deve ser alvo de nossa preocupação, antes que o corpo peça ajuda e sobrevenham as dores, porque elas virão.
Confessar é descer. É renunciar à ilusão de controle. É rasgar o véu da performance e dizer: “Eu também preciso de misericórdia.”
E onde essa verdade se manifesta, ali começa a cura, não apenas da alma individual, mas de toda uma comunidade.
Quem vive de sonho morre de ilusão… mas quem planta o sonho no agora, colhe o amanhã com as próprias mãos.
A ilusão é uma fumaça passageira; ela persiste somente até a caída da máscara; com o tempo as cortinas do circo se desfazem, quando se descobrem a fanfarrices abjetas do caráter.
Doce Ilusão
Doce ilusão,
Essa causada pelo coração.
Chamam de paixão:
Seis letras que perfuram o coração
Mais que bala de canhão.
Juraste
Que, pelo céu, me amaste,
E por isso me encantaste.
Doce ilusão.
Ontem sonhei com você
E, por um momento,
Achei que poderia te ter.
Doce ilusão.
Ó coração,
Faça um favor para seu amigão:
Seja mais cauteloso
Em sua decisão,
Para que não caiamos
Nessa doce ilusão.
Devaneio e Verdade
Já acreditei em utopias,
na ilusão doce de um amor perfeito,
em promessas que pareciam poesia,
mas se desfaziam no peito.
Devaneio é crer que tudo é sonho,
que o amor não tem falhas nem fim.
Mas aprendi, com o tempo e os tombos,
que o amor de verdade começa em mim.
Carrego marcas que não me ferem,
mas me lembram de onde vim.
E mesmo quando tudo se perde,
me reencontro no que há de mais simples, enfim.
Como um gato que dorme no colo,
e diz com o olhar o que o mundo não diz,
há amores que não cobram nada,
só ficam. E ali sou feliz.
Não busco mais perfeição,
mas presença, verdade e abrigo.
Quem quiser ficar que fique inteiro,
porque vazio...
eu já não sigo.
A perfeição é uma ilusão? Talvez sim, mas a excelência não se dá no início do processo, ela se revela ao final, no tato, na finesse e no zelo que ninguém vê, mas que todos observam. É divino ver o bom se tornar extraordinário.
"Quem vive na ilusão sofre com a verdade, porque ela destrói o conforto da mentira e mostra, sem enfeites, o que sempre esteve oculto."
O amor, talvez, não passe de uma ilusão cuidadosamente construída pelo nosso cérebro — uma fantasia tão envolvente que nos faz acreditar que é eterna. Na verdade, é como um sonho do qual não sabemos quando vamos acordar, mas temos a estranha certeza de que, cedo ou tarde, ele vai chegar ao fim. E ainda assim, mesmo sabendo disso, insistimos em vivê-lo, porque é nesse intervalo de ilusão que encontramos algum sentido.
Sim, eu terminei.
Mas ainda uso a aliança.
Não por ilusão, não por negação.
É só que… tem dias em que sentir perto é tudo o que consigo fazer.
Cada um tem seu próprio jeito de lidar com o fim. Esse é o meu.
Eu terminei um relacionamento
E não, ainda não tirei a aliança.
Não é porque estou esperando ele voltar.
Nem porque me recuso a seguir.
É porque existe um tempo entre o fim e o recomeço.
Um tempo onde o silêncio ainda ecoa o nome do outro.
Onde tirar a aliança parece arrancar mais do que um símbolo.
Cada pessoa lida com o fim de um jeito.
O meu é respeitar o que eu sinto, sem pressa, sem vergonha.
Um dia eu tiro. Mas hoje, ainda não.
Hoje li num post de uma colega: “A favela venceu”.
Mas não, essa frase é uma mentira — uma ilusão fabricada pelo sistema para parecer que todos da favela venceram, quando na verdade a maioria ainda sobrevive.
Na minha humilde sapiência cercada de ignorância, ouso dizer: esse slogan é um engodo — uma falácia vendida para enganar os sábios sem sabedoria da pseudo-academia, que forma, informa e deforma jovens universitários e ex-acadêmicos com sua viseira de cavalo e diplomas vazios de consciência social.
A academia se alimenta de factoides, de narrativas polidas sobre uma universidade plural, inclusiva e democrática — mas é tudo cena. A maior mentira que criaram foi essa tal educação para todos, enquanto seguem impondo provas excludentes, currículos eurocentrados e critérios que invisibilizam quem vem da margem.
A favela só terá vencido quando não for mais favela, quando seus moradores tiverem dignidade garantida: comida na mesa, saneamento básico, educação de verdade, saúde pública eficaz e segurança sem medo.
Até lá, quem vence são os corpos isolados, as exceções que viram manchete.
Mas não — a favela, como coletivo, ainda não venceu. E talvez nem tenha sido feita pra vencer dentro desse jogo viciado.
Sei, tudo pode ser ilusão
Mas não é assim uma paixão?
Apenas fique aqui, só mais um pouco
Deixa eu te sentir
- "Nas Entrelinhas"
