Perder Tempo

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O amor, o tempo, o nada, não podem ser medidos, dissecados. A Verdade é a minha percepção, agora.

Não perco tempo com pauta.
Eu pergunto pro chefe o que ele recomenda.
Se ele não souber, por que tá na mesa errada com a dama certa.

Van Escher 🦁

​No coração, vejo a ostentação de estruturas envelhecidas pelo tempo.
​Percorro pensamentos pelas linhas das veias e canais que as ligam ao corpo, e deflagro o mistério: como cabe tanto sentimento em tão pouco espaço? Afinal, uma bomba ventricular nada mais é do que a sede de emoções traduzidas em impulsos elétricos pelo ser que habita atrás dos olhos.
​Tudo ouço por trás desses olhos — abertos ou fechados. Somos apenas um ego ecoando informações num emaranhado quântico de ligações sinápticas. Guardamos significados na escuridão, e essa busca tem vida... até pousarmos na eternidade.
​Vejo o mesmo nas fotos das estrelas que picam o céu reluzente: uma dança cósmica que transcende o tempo. Uma eternidade para nós, mas um suspiro para os astros que alimentam nossos sonhos em meio à alienação intelectual. O tempo é lento, ou talvez nunca tenha existido — as linhas que nos ligam são apenas ilustrações no pano de fundo da Matrix onde vivemos.
​A mente tem suas leis e limitações. A simulação corre no escuro da nossa consciência para mantermos a dormência do tempo. Lá fora, a existência é clara. A gravidade é implacável. Em outros planetas, ela é tão esmagadora que a própria vida se torna impossível, dobrando a luz ao seu desmande. A visão, em sua limitação, diz que a luz se curva ou é sugada pelo buraco negro — afinal, a visão enxerga apenas o que a mente quer ver.
​Dentro da funcionalidade cerebral, as imagens são configuradas para traduzir o tempo e a luz. No fato lógico, são matérias em movimento para que haja forma, seja de maneira apocalíptica, passiva ou massiva. Olhamos através das linhas da estrutura, mas o que importa isso? O tempo passado mostra que o seu tempo acabou. Diante do relógio, ouvimos tik, tik, tik... o tok nunca existiu, foi apenas embutido para nos dar conforto diante do inevitável.
​O alinhamento mental se propõe a adivinhar o amanhã enquanto a evolução existencial reluta contra a gravidade e o tempo. Olhamos para dimensões que balançam em mundos paralelos perfeitos, infinitamente sobrepostos. Um universo programado para ser infinito, onde o Coelho toma seu chá e a velha senhora nos lembra: o espaço é uma piada para a sua mente viva, até que você volte a ser poeira cósmica e suas experiências sejam trancadas no esquecimento.
​Tik-tok.
​Imagens de vídeos rápidos passam na tela para conter a solidão, tornando o insustentável aceitável. Na linha de raciocínio, estamos todos na estação, à espera do trem. Olhos fixos no celular, aguardando a composição ficar pronta para receber mais gente no vazio do espaço. O trem chega. A multidão entra e se comprime como matéria num buraco negro — uma força massiva puxando tudo para dentro de si.
​O TikTok rola. A estrela vermelha cresce, apaga-se e se torna uma anã branca. O tik-tok continua lá, nos fragmentos emitidos pelos fótons de luz da assimilação.
​A estrutura ganha páginas em dimensões mais densas. Uma cadeira, um olhar fixo na tela. Seu tempo acabou: insira mais créditos, Game Over.
​Esta realidade dentro da realidade é um espelho diante de outro espelho, refletindo infinitos pontos até que tudo virar um borrão — ou até que se atravesse para o outro lado, numa dimensão paralela.
​Tudo o que temos é irrelevante. Na riqueza ou na pobreza, a dor é a mesma, a solidão é a mesma, o olhar perdido é o mesmo. Nada importa, pois a simulação continua rodando sem parar. A mente é apenas a equivalência da nossa própria irrelevância.
​Ainda assim, a resiliência da vida em continuar — mesmo crescendo sobre o asfalto quente — é a maior prova da realidade ambígua que toca nossas mentes enquanto encaramos o vazio do espaço.
​— Celso Roberto Nadilo

Quando percebi que o tempo gasto odiando o outro era o tempo que eu deixava de investir em mim, a chave virou.

Percebi que nada existe sem tempo pois tempo é o que existe a matemática e geometria são expostos com criação de critério para prova que tempo é real.

VIAGEM
Na brisa da madrugada , percorrendo olhares onde estrelas ponteiam ao mesmo tempo que a lua com seu brilho misterioso , desenha contornos nas águas dos rios .
A distância percorrida vai de encontro a vários lugares , relembrando tempos ali passados, memórias já vividas e agora uma nova corrida pelos cantos que sempre deixa novas histórias.
Viagens nos fazem encontrar novos horizontes , marcando sinais de novos tempos e formalizando outros contatos e acontecendo novos instantes que serão relembrados por se viver continuamente numa roda que só pára de girar quando cessam os caminhos, que parem de perfazer a vida que enquanto pulsa, faz sempre acontecer cada fato , visões, cheiros, céus e terras , num trajeto que marcam cada segundo de nossa existência .
Somos cada pessoa um marco diferenciado para em cada pessoa que partilhamos nossos momentos , fazem também parte de bons , ruins ou simplesmente monotonias , mas que de qualquer forma registram uma passagem no universo de nossas mentes .
A viagem da vida é algo que com o passar do tempo vai guardando saudades ou arrependimentos do que não deveria ter sido feito ou por sentimento por não termos completados nossas etapas , mas até essas lembranças são marcantes para flutuar novas aventuras.
Viagens voam no passar dos olhos em natureza e em tudo que surgem a cada emoção que perpetuam e nos fazem desejar que a vida se renove e se repita , mesmo que meio a fumaça de poluição ou nos encantos floridos e misturados a cores e perfumes que eternizam sonhos ou experiências pra que sintamos a diversidade e o prazer de viajar pra que o reflexo do céu faça moradia em nossas recordações.
Num ciclo que enquanto olhos e corações surgem pelos horizontes , vivificam e transformam o viver no mais lindo romance do amor que amadurece dentro da gente .

João Batista Barbosa.

“Diante de um caixão, percebemos que o tempo não é dono de nada — somos nós que esquecemos de viver enquanto ainda podemos.”

"A nostalgia percorre o tempo como vento silencioso, trazendo à tona ausências que o coração insiste em lembrar.”

Passei tanto tempo sendo forte por todo mundo, que quase ninguém percebeu o quanto isso me custou.

Eu estive ali quando precisaram de mim.
Segurei minhas dores em silêncio.
Engoli o cansaço, escondi minhas lágrimas e continuei, mesmo quando por dentro eu só queria parar.

As pessoas se acostumaram a me ver como uma rocha, mas esqueceram que dentro de mim também existe um coração cansado, ferido e cheio de peso.

E o que mais dói não é lutar por todos.
É sentir que, enquanto eu cuidava de tudo e de todos, quase ninguém percebeu que eu também precisava de cuidado.

Eu também preciso de abraço.
Também preciso de colo.
Também preciso ouvir que está tudo bem descansar.

Porque a verdade é que eu não queria ser forte o tempo todo.
Eu só não queria decepcionar ninguém, mesmo estando em pedaços por dentro.

No Tempo de Deus

Dentre todos os caminhos que percorri,
desde as primeiras descobertas,
entre as imprudências, os erros necessários
e as escolhas que um dia julguei certas,
aprendi que as maiores lições
não moram nos grandes acontecimentos,
mas no silencioso exercício dos dias.

Foi na rotina, no dia após dia,
nas batalhas que ninguém viu,
nos desafios que pareciam maiores que minhas forças,
nas coisas inacreditáveis
que a vida, sem pedir licença,
nos obriga a atravessar,
que encontrei as mais profundas verdades.

Aprendi na esperança,
mas também na expectativa que decepciona.
Aprendi que o mesmo coração
que sonha com o amanhã
também precisa aprender
a sobreviver às frustrações de hoje.

Aprendi no remédio amargo,
no tropeço inesperado,
na lágrima escondida,
e, sobretudo, na coragem
de levantar depois da queda
e chamar de recomeço
aquilo que um dia pareceu ser o fim.

E mesmo depois de tantas lições,
a vida ainda me surpreende.
Ainda há o arrependimento,
aquela antiga pergunta que retorna:
“E se eu tivesse escolhido diferente?”

Mas talvez sejamos, tantas vezes,
os próprios autores de nossas dores.
Culpados por nossas escolhas,
por aquilo que decidimos enxergar
quando a intuição, em silêncio,
já havia nos pedido para partir.

Ignoramos os sinais
porque preferimos acreditar
naquilo que construímos dentro de nós:
um castelo delicado de cartas,
erguido com sonhos, expectativas
e ilusões que chamamos de certezas.

E então o tempo nos ensina.

Ensina que sonhos não se tornam realidade
apenas porque os desejamos,
mas porque aprendemos a caminhar em direção a eles.
Que é preciso agir, persistir,
cair algumas vezes,
recomeçar tantas outras
e aceitar que, quase sempre,
o destino tem maneiras diferentes
de entregar aquilo que pedimos.

Porque aquilo que queremos para ontem
talvez ainda não pudesse florescer hoje.

Há coisas que precisam de preparo.
De raízes profundas.
De tempo.
De cuidado.

Há sonhos que Deus demora a entregar
não porque tenha esquecido de nós,
mas porque conhece o peso daquilo
que ainda não estamos preparados para carregar.

E talvez seja essa a mais difícil das lições:

confiar.

Confiar quando não compreendemos.
Esperar quando temos pressa.
Continuar quando não enxergamos o caminho.
Entregar quando tudo em nós
quer controlar o destino.

Pois há uma escrita que não pertence às nossas mãos.

É no tempo de Deus.
Na forma de Deus.
No cuidado de Deus.

E aquilo que hoje parece demora,
amanhã talvez revele que era proteção.
Aquilo que parece perda
talvez estivesse apenas abrindo espaço
para algo que jamais conseguiríamos imaginar.

A mim, então, cabe continuar.

Continuar caminhando,
mesmo sem conhecer a estrada inteira.
Continuar acreditando,
mesmo quando a esperança vacila.
Continuar fazendo a minha parte,
enquanto Deus, em silêncio,
cuida daquilo que meus olhos ainda não podem ver.

Porque aprendi, enfim,
que nem tudo precisa acontecer
quando eu quero.

Algumas coisas precisam acontecer
quando eu estiver pronto.

E outras,
somente quando Deus disser:

“Agora.”

Conversar com Deus, não é perca de tempo e nem loucura, é ensino pra uma vida inteira, quem conversa com Deus todos os dias, tem o dom de ficar mais sábio, porque aprende direto do seu mestre"

Predominante espectro do paradoxo do tempo e o sonho do espaço.
​A percepção da originalidade alinha-se ao foco e à tonalidade — escolhas feitas pelas partículas que se espalham do pincel. Nas variações do destino, vemos aglomerados de tinta sobreposta ajustando as arestas. Os contornos ganham forma nas sombras implantadas em azul-celeste, vermelho, branco e preto.
​O vento sopra sobre a tela, e a tinta fresca revela uma nova onda de iluminação.
​Por Celso Roberto Nadilo

Estou abandonando as redes sociais por tempo indeterminado. Percebi que estava perdendo os meus melhores momentos tentando registrá-los, em vez de simplesmente vivê-los. Onde quer que eu esteja, estarei presente por inteiro, e não através de um perfil.

Olhando para trás, percebo que passamos muito tempo em sintonias diferentes. Enquanto eu lutava com todas as minhas forças para manter a nossa chama acesa, parecia que você já estava com a mão na maçaneta, pronta para partir muito antes de realmente ir embora. É uma sensação solitária amar por dois, planejar por dois e, no fim, sobrar apenas um.
Eu não te desejo mal, mas, como diz aquele pensamento, eu desejo que um dia você sinta exatamente o que eu senti. Não pela dor em si, mas pela clareza. Espero que um dia você saiba o que é deitar a cabeça no travesseiro e não encontrar respostas, apenas perguntas sobre onde foi que os planos se perderam. Espero que você entenda o peso de ver alguém que você ama se tornando um estranho aos poucos, enquanto você tenta segurar areia entre os dedos.
Talvez só assim você compreenda que o "nós" não morreu por falta de aviso, mas por falta de cuidado. O amor é uma escolha diária, e eu escolhi você em cada um desses dias, mesmo nos mais difíceis.
Hoje, eu aceito que o amor não pode ser uma prisão. Se você precisava ir para se encontrar ou para buscar algo que eu não podia dar, que assim seja. Fico aqui com a minha consciência em paz, sabendo que entreguei o meu melhor, mesmo que esse "melhor" não tenha sido o suficiente para você ficar.
Quem sabe o tempo te mostre o valor do que deixamos para trás. Talvez sim, talvez não. De qualquer forma, eu sigo em frente, aprendendo a ser "eu" novamente, agora que o "nós" virou apenas memória.

Ontem senti o vento soprando frio, e aquele arrepio me trouxe uma percepção silenciosa: o tempo está passando e eu sinto que estou ficando mais velho. Mas, engraçado... por mais que os anos avancem e que o mundo tente mudar quem eu sou, eu ainda não consigo esquecer o seu rosto.
Estamos separados por esse oceano imenso, por quilômetros que parecem infinitos, mas a distância é apenas um detalhe geográfico. Meu coração ainda sente a mesma emoção de sempre. Mesmo aqui, neste lugar solitário, você é a presença que preenche o vazio.
Sabe, eu me pego olhando para nossas fotografias antigas. Elas são como brasas que se recusam a apagar; estão queimadas na minha alma. Já caminhei por "rodovias cravejadas de diamantes" e vi o brilho de muitos lugares, mas nada se compara às nossas pistas de terra, aos nossos caminhos simples. É o pensamento de você que me faz desejar, desesperadamente, estar em casa.
Ultimamente, minha mente vive perdida em sonhos. Fico fazendo planos e "conspirações", tentando encontrar um jeito de encurtar esse caminho e voltar para os seus braços. Às vezes, no fundo, sinto que essa estrada é interminável e que cada um de nós precisa subir suas próprias montanhas sozinho... mas a esperança de te ver de novo é o que me mantém em pé.

Desde que você partiu, percebi que o mundo continua girando, mas eu parei no tempo. Sabe aquela sensação de estar "completamente sem amor"? É exatamente onde me encontro agora.
Passei muito tempo tentando provar que estava certo, mas a verdade é que eu estava redondamente enganado. Você estava certa ao acreditar na gente quando eu mesmo duvidei, e hoje entendo que o seu sorriso era o que mantinha o meu amanhã iluminado. Sem ele, os dias são apenas horas pesadas que sou obrigado a carregar.
O que sinto hoje:
Arrependimento: Por cada palavra não dita e por cada vez que deixei o meu ego falar mais alto que o meu coração.
Saudade: Das noites em que não me sentia sozinho e da certeza de que eu tinha um lugar para chamar de "casa" — e esse lugar sempre foi você.
Esperança: De que ainda não seja tarde demais para dizer que eu estava errado e que não sei quem sou sem você ao meu lado.
Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar, porque cada dia longe de você parece uma eternidade. Não estou apenas pedindo para você voltar; estou pedindo uma chance de ser o homem que você sempre acreditou que eu pudesse ser.
Me ensina a te amar de novo? Me tira dessas noites longas e solitárias?

Proteger a paz não é orgulho; é perceber que a maturidade não tem tempo para decifrar pessoas incertas.

Olho para o que fomos ontem e percebo que o tempo só confirmou o que eu já sabia: nossa ligação não depende de barulho ou de grandes cenários. Ela acontece nos pequenos intervalos, naquele instante exato em que o mundo se transforma e meu pensamento busca o teu abrigo. Tu és a calmaria que reordena meus caos internos, a certeza bonita de que caminhar acompanhado faz a jornada ter outro sentido.Não existem fórmulas prontas para explicar essa sintonia. É apenas a vontade constante de partilhar a vida, dividir os sorrisos bobos e segurar tua mão quando o vento lá fora soprar mais forte. Meu peito encontrou no teu abraço um porto seguro, um lugar onde posso desarmar todas as minhas defesas e apenas ser. Obrigado por caminhar ao meu lado, por iluminar meus dias com essa tua luz única e por me fazer perceber que o afeto mais bonito é aquele que se cultiva na simplicidade do cotidiano.Quero agradecer por cada vez que teu olhar me leu sem que eu precisasse dizer uma única palavra. Obrigado pela paciência nos dias em que estive nervoso, pelo respeito ao meu tempo e por transformar momentos comuns em memórias inesquecíveis. Tua presença me reconecta com o que há de melhor em mim, e sou imensamente grato por escolheres dividir teus passos, teus planos e a tua doçura comigo. Ter você aqui torna qualquer recomeço mais leve e cheio de esperança.

Sentia a necessidade de ter atenção, com o tempo e refletindo percebi, que a necessidade que tenho é de ser a minha melhor companhia.

"A maior dor não é morrer sem ter tudo; é perceber que tivemos tempo para viver, mas escolhemos sempre o amanhã."