Perdendo a Razão
CHILIQUE
Na hora da raiva, pronto para a explosão,
Não mede consequências, perde a razão!
É a hora do chilique: começa a gritar, espernear;
Todos se espantam, sem saber o que pensar!
Quanto a mim, o que mais me impressiona,
É conhecer a causa, a razão, o que ocasiona;
Será que haverá explicações para tal comoção?
Seria isso coisas dos hormônios ou do coração?
É triste constatar que até os recém-nascidos já estão afetados,
E na tenra idade mostram sinais que estão também infectados
Por esse mal generalizado, que muitos procuram desculpar,
Alegando que faz parte da natureza, sem ninguém a culpar.
“Eu quero, eu quero...” clama em altos tons o chiliqueiro,
Queira por fala ou choro, apronta sempre o maior piseiro,
E nunca aceita um não como resposta –
E ai de quem contrariar sua proposta!
Alguns desculpam a crise sob o nome de TPM,
Eu já chamaria a essa de outra forma, de SPM:
Que tal Síndrome Pré-Maturidade?
- Se for erradicada na maioridade!
Sim, concluiremos que chilique é só um lapso da sanidade,
Poucos segundos de loucura que não depende da idade;
Ou se trata de um simples capricho,
Em que o ser humano vira o bicho?
Para os mais supersticiosos, eles chegam a acreditar
Que o fenômeno é espiritual, e chegam até a recitar
Uma reza brava para o demônio expulsar,
Do corpo do vitimado para longe mandar.
Não existe escuridão para aqueles que buscam brilhar sem nunca perderem a razão de encontrar um pouco do calor de uma chama viva.
Nesta canção cantei meus versos,
que de tão incertos perderam a razão,
em letras miudas fiz versos,
em letras graudas a canção
sonhos perdidos,
lembranças contidas de um coração
Lagrimas ,em meio ao sorriso,
a saga de uma ilusão.
Cantei a canção,
que de tanto planto parecia um fado,
mas,ao encontrar-te ,virou valsa
Dentro do meu coração.
Entoei um sopro e chamou se vento,
meu olhos brilharam e viraram sol
minhas lagrimas goticulas de chuva,
meu corpo as montanhas
que se erguem ao céu,
meus cabelos negros como
a noite,meus labios,
chamaram-se rios de mel.
E das minhas entranhas saiu a canção,
entoei um som do destino,que levou o meu amado ao céu
Após perder você, comecei a agir de forma louca, autodestrutiva, sem prazer, sem razão, sem porque, sem vontade, sem fé... Quando eu estava com você eu não sabia que sua falta iria virar meu mundo de cabeça para baixo, por isso que estou assim. Achei que poderia viver sem amor.
Perdão!
Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;
Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;
Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;
Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.
" Enquanto o homem tiver medo de perder a razão, ainda viveremos em um mundo de falsidade e hipocrisia."
"Não tenha medo de perder a razão ao buscar aquilo que queira, porque afinal, o seu medo pode provocar uma nova busca."
Chega a noite…
Escurece meus olhos...
Não enxergo coisas óbvias...
Algumas perdem a razão…
A razão de não ter razão…
Apenas esperar o tempo passar…
Alguns momentos dizem que a vida pede paciência!
A paciência de saber viver…
Acho que só se aprende a viver…
Vivendo… sem esperança…
Sem razão… olho o cair da noite…
Que caia… que escureça e leve junto toda essa tristeza..
Que insiste em a noite acompanhar...
A vida seguir… noite após noite!
Ser sol mas também ser chuva.
Ter razão sem perder a noção da dúvida.
Ser de tudo um pouco mesmo sendo nada.
A graça está sempre nas coisas diferentemente novas da vida..
Razão e coração vivem em constante duelo sem fim, nos faz perder o discernimento, a coerência, a sanidade às vezes... Deparamos diante tantas duvidas e obstáculos a ponto de não sabermos o que decidir, nem mesmo o que fazer. Acreditamos sempre sermos os donos da razão outras vezes acreditamos que podemos dominar o coração... Bobagem... Tolos somos em achar que temos o controle e o domínio de tudo.
Eu que sempre fui a dona da razão, queria ao menos dessa vez perde-la.
Perder a razão, os sentidos, os medos, a insegurança, perder tudo. Menos você.
