Perdas e Ganhos
Importante manter o emocional equilibrado
Ganhar ou perder faz parte da vida.
Não podemos perder a coragem e deixar
Áspero o nosso caminho com receio de tudo.
Viva intensamente sem preguiça, ame-se!
Informações sobre pavor, medo e temor
A mente receberá e distribuirá ao corpo.
Entre versos e canções, eu prefiro poesias...
... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...
... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...
... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...
... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...
Entendeu...
Entre versos e canções, eu prefiro poesias.
Entre ter e perder, eu prefiro ganhar.
Entre pensar e agir, eu prefiro escolher.
Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas.
Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir, caminhando sem medo, sem receios, sem procrastinar.
Entre o jardim e a floresta, eu prefiro o bosque.
Entre a paixão e o momento, eu prefiro o amor.
Entre o chá da tarde e o café matutino, eu prefiro o vinho da manhã de inverno.
Entre as cortinas do passado e o palco do presente, eu prefiro caminhar à beira da praia.
Entre olhares e perspectivas, eu prefiro alcançar.
Entre a rua larga e calçadas vermelhas, eu prefiro a areia marcando os meus passos.
Entre a reflexão e a frase do filósofo, eu prefiro a poesia lírica ou até mesmo sem versos.
Entre admirar e querer, eu prefiro conquistar.
Por fim, entre o silêncio da sua resposta, eu prefiro o grito de suas palavras.
Simples, eu prefiro...
By Ubirajara Almeida
Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar?
Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?
Se você entrar, vai para a esquerda ou direita?
Vai até a metade ou nem isso tenta? (...)
Você ficou tão confusa que começa devagar.
Pistas longas e com curvas
E você tem que acelerar.
E anda muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil.
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil.
O lugar de espera...
... pra gente apenas esperar.
Por um trem que vai partir ou um ônibus que vai chegar.
Ou o avião decolar ou a correspondência chegar.
Ou a chuva passar ou o telefone tocar.
Ou a neve tocar o chão ou esperar pelo sim ou um não. (...)
Ou um colar de pérolas ou um olhar de relance.
Ou uma peruca com cachos ou uma outra chance.
Entre ganhar ou perder,
Minha escolha é estar ao seu lado,
Em alguma eternidade,
Onde possamos amar
Sem medo de que isso, um dia, acabe.
Nada a perder
Não, você não tem nada a perder,
nem nada a ganhar...
a vida é só pra se viver,
dela nenhum troféu ninguém vai levar.
Na lida diária da vida, nada a perder, nem a ganhar,
somente o sopro do instante você tem pra lhe guiar.
Entre sombras e luzes, um navegar sereno, às vezes, puro veneno...
O tempo se desfaz em um instante dorido, sofrido ou deleitável, ameno.
Passos que não pesam, olhos que só veem a essência do agora que a alma consigo carrega... é tudo o que a vida pra você entrega
No silêncio do peito, um doce despertar, ou de um pesadelo com o amanhecer se livrar...
Na vida, nada a perder, nada a ganhar... apenas um eterno caminhar pra no nada um dia chegar.
Um dia de cada vez,
não importa o que você fez
ou o que deixou de fazer...
viva da vida o que dá pra viver,
viver de verdade não é pra valer...
até porque...
não fim todo mundo vai mesmo é morrer.
“A Pedagogia da Derrota”
Ganhar ou perder? A pergunta reverbera através dos corredores da existência humana como um eco persistente, uma interrogação que nos persegue desde o primeiro jogo infantil até o último suspiro.
E nesta encruzilhada aparentemente simples, reside um dos paradoxos mais inquietantes da condição humana: somos ensinados a vencer, mas é o perder que verdadeiramente nos educa.
O ser humano é criatura refratária à derrota. Construímos civilizações inteiras sobre a premissa da vitória, erigimos monumentos aos vencedores, celebramos os triunfadores. A história, dizem, é escrita pelos que vencem. Mas o que não nos dizem é que a sabedoria é forjada pelos que perdem e conseguem, apesar de tudo, permanecer de pé.
Aceitar a perda é exercício de uma complexidade desconcertante. Vai contra todo o instinto de sobrevivência, contra a narrativa que construímos sobre nós mesmos como protagonistas destinados ao sucesso. Quando perdemos, não é apenas um jogo, uma competição ou uma oportunidade que se esvai é um fragmento da nossa própria mitologia pessoal que desmorona. E isso, essa demolição do ego, é insuportável.
Mas aqui reside o paradoxo luminoso: é justamente na perda que habitam as lições mais profundas. Ganhar nos confirma, nos valida, nos mantém confortavelmente instalados nas certezas que já possuíamos. A vitória é espelho que reflete o que queremos ver. A derrota, por outro lado, é vidro estilhaçado que nos obriga a olhar através dos cacos, a enxergar o que preferíamos ignorar.
Aprender a perder é, portanto, uma arte mais refinada que aprender a ganhar. Exige humildade essa virtude tão rara numa época de egos inflados e autopromoção incessante. Exige resiliência a capacidade de ser golpeado e não se deixar destruir. Exige, sobretudo, uma coragem particular: a coragem de olhar para o próprio fracasso sem desviar os olhos, sem buscar culpados externos, sem se refugiar em justificativas confortáveis.
Você saberia perder? A pergunta não é retórica. Saberia erguer-se de uma derrota sem amargor corrosivo? Conseguiria extrair da queda não um trauma, mas um ensinamento? Teria a grandeza de reconhecer que o adversário foi, naquele momento, melhor, mais preparado, mais merecedor e ainda assim não permitir que isso corroa sua autoestima?
A verdade desconfortável é que a maioria de nós não sabe. Perder nos torna defensivos, ressentidos, amargurados. Criamos narrativas alternativas onde fomos traídos pelas circunstâncias, pela injustiça, pela má sorte. Qualquer explicação serve, desde que não precisemos confrontar a possibilidade de que simplesmente não fomos bons o suficiente daquela vez.
Mas os sábios esses raros exemplares da espécie humana que conseguiram transcender o ego compreendem algo fundamental: a derrota é professora mais generosa que a vitória. Ela nos revela nossas fraquezas, expõe nossas ilusões, desmantela nossas arrogâncias. E ao fazer isso, abre espaço para o crescimento genuíno, aquele que não vem da acumulação de troféus, mas da transformação interior.
Talvez devêssemos inverter a equação. Em vez de ensinar as crianças apenas a vencer, deveríamos ensiná-las a perder com dignidade. A levantar-se sem ódio, a reconhecer a derrota sem desmoronar, a entender que fracassar não é tornar-se um fracassado é simplesmente participar da experiência humana em sua totalidade.
Porque a vida, essa competição implacável contra o tempo e contra nossas próprias limitações, garantirá que todos nós, invariavelmente, percamos. Perderemos disputas, oportunidades, pessoas amadas. A questão não é se vamos perder, mas como perderemos. Se desmoronaremos sob o peso da derrota ou se aprenderemos a dança delicada de cair e levantar, de ser derrotado sem ser destruído.
No fim, a vitória mais importante não é sobre adversários externos, mas sobre nossa própria incapacidade de aceitar a imperfeição, a vulnerabilidade, o fracasso. Saber perder é, paradoxalmente, a única vitória que realmente importa. Porque é a única que nos torna, finalmente, inteiramente humanos.
Para alguém ganhar a minha confiança não é fácil, mas para perder a minha confiança é muito fácil, é de primeira!!!
