Perda de um Amor por Orgulho
"Quando o amor machuca, a amizade cura."
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
““... Meu amor eu te acariceio (acariciar) com uma rosa
segurando-a pela hastia (haste), iluminados por esta luz que
vem deste postio (poste) da tua rua.
Sei que não negoceio (negocio) mais o amor que por ti tenho.
Depois que formos festiar (festar), com tuas novas vestias (vestes), na próxima noite de luar, vou te ratar (raptar) para tê-la em meus sonhos. Não sou corruto (corrupto), mas pagarei à lua para te iluminar, mesmo que ela não queira...!”.
Dando-nos vida de mil anos, soprando amor em névoa, trazendo pólen de afeto, trazendo vida, para as andanças do nosso viver.
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Andanças pela vida"
“A árvore disse a Francisco: É mau de amor que você tem.
Francisco disse: O que você sabe do amor além das marcas que os vândalos e os bêbados gravaram no seu corpo?
A árvore respondeu: Sei que é como eu, um pé de manga espada e também é igual a qualquer árvore que conheço. O amor nasce de sementes distraídas que brotam ao acaso e então, se a morte precoce não as alcança, crescem e ganham força. Em baixo, expandem-se fugindo do sol enraizando-se num profundo e escuro mundo subterrâneo. Lá onde está o que não se deve mostrar, nossas fraquezas e medos disformes, nossos defeitos e manias, nossas vergonhas. Lá em baixo está a fonte das horas difíceis e medrosas do amor. Aquelas que ninguém quer ter ou lembrar. Os momentos de deleite do amor são os galhos que buscam a luz do sol, acima de tudo, do perigo e da desventura, para o alto crescem diariamente buscando o calor das boas horas do dia. Lá em cima, onde se revela o melhor de nós, folhas verdes em forma de sorrisos e afagos. A copa da frondosa árvore é a boa ventura do amor”.
O medo dos súditos só deve prevalecer quando o amor fracassar. Mas, creio, o amor não fracassa! Fracassa quem não ama, ou quem não sabe demonstrar que é capaz de amar ou ser amável.
O amor não precisa de verbos para ser oração. É a exceção da regra sem exceção a qual todos estão sujeitos.
Na vida temos que amar como senão houvesse amanhã,pois,realmente não existe,o amor que sentimos irá nos fortalecer não nos enfraquecer e durará eternamente.
Amar é se entregar. Viver sem amor é como viver sem se dar, ter e não compartilhar, ser e não existir.
Soneto do Amor.
Embriaga-me esta sensação estranha
em pequenas doses de amor e euforia...
Brinda-se ao desassossego e agonia
derramados sobre a soberba da qual
me fez desnudo em covardia.
E amando assim não sou mais eu, mas
desolado como estou, sem nada dizer
tendenciosamente fico mais desconsolado.
O que o tempo fez, faz perecer, e o que fez
de mim, faz parecer que logo estou perdida-
mente apaixonado...
Quando penso em razões para evitar o amor de uma pessoa tenho conflitos por discordar de todas as razões que a razão conhece, pois se o amor rompe todas as barreiras e os limites, é possível que a razão precise rever seus conceitos.
“Pessoas e coisas confundem-se constantemente por aqueles que, na ausência de amor em sua essência e não havendo desenvolvido a habilidade de pensar e refletir, não entendem o propósito real da criação, tão pouco sua existência. Por cometerem tal blasfêmia, a sociedade caminha para uma forma de vida completamente irracional ao passo que essa qualidade de gente não consegue entender que as pessoas são mais importantes do que as coisas. Compreenda-se por coisas tudo aquilo que não é uma “pessoa”. Ame o Senhor nosso Deus acima de todas as “coisas” e o seu próximo como a ti mesmo.”
Ah amor,
Se você soubesse o quanto sou
profunda nesse teu amor.
Preciso do seu amor para ser eu.
Você não imagina quantas vezes
ao dia eu mato meu lado
escuro só para te tornar
Minha Luz.
'O Amor e o Tempo”
Na ilha dos sentimentos, tudo era emoção,
E o Amor, tão intenso, seguiu seu coração.
Ficou até o fim, mesmo com o mar a subir,
Pois pensava que amar era sempre insistir.
A Riqueza passou, com seu barco reluzente,
Mas não havia espaço — só cabia o que era aparente.
A Vaidade recusou, por medo de se molhar,
E a Tristeza, afundada, não quis o Amor amparar.
A Alegria, distraída, nem o escutou chamar,
E o Amor, solitário, começou a chorar.
Mas então veio o Tempo, calmo e sereno,
Com braços de abrigo e olhar tão ameno.
— Vem, Amor, eu te levo — disse com compaixão.
E o Amor, sem saber por que, estendeu-lhe a mão.
Na margem segura, quis saber quem o salvou,
E a Sabedoria respondeu: — Foi o Tempo que o guiou.
Ali, o Amor, em silêncio, enfim compreendeu:
Que só com o Tempo o verdadeiro Amor floresceu.
Amar não é se perder, nem sempre é insistir —
É também saber a hora de partir.
Pois o Tempo ensinou o que o Amor não sabia:
Que o amor que se doa também merece harmonia.
Que o amor não se mede só por quem se quer guardar,
Mas também por saber quando é tempo de se cuidar.
Porém, meu amor, nossa distância é apenas física.
Nossas almas se encaixaram e agora dançam.
Nossa acaso é sintonia
E nos amamos.
