Perda de um Amor por Orgulho
Assim mesmo, como um verbo, poesie-se. A poesia salva o dia, salva a alma, salva a vida. Mas olha só, poesia não é só falar de amor, poesia também é realidade, ativismo, poesia é liberdade. Poesia escancara, denuncia, fala da dura realidade. Poesia também é luta, é coragem, é força, mas também sensibilidade.
Poesia é a cura para uma sociedade doente que não sabe amar. Poesia é gritar, é cantar, é rimar, poesia é batalhar. Poesia é diálogo, é acordo, poesia é paz. Poesie-se.
Não vejo por que a pergunta pela identidade nacional deva se concentrar na busca de 'constantes'. Uma identidade nacional, como uma consciência pessoal, é sobretudo uma história, uma narrativa cujo sujeito não vem pronto, mas se forma e se deforma, se acha e se perde, se salva e se dana no curso dela mesma.
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Nenhuma conclusão frutífera se obterá sobre a questão da 'identidade nacional' sem fazer primeiro uma 'história da consciência nacional', mapeando, na vasta bibliografia disponível, o horizonte de consciência dos nossos intelectuais e suas mutações ao longo das várias gerações. Tenho a visão clara do que pode ser essa história, mas jamais terei o tempo de escrevê-la, embora alguns artigos meus sejam capítulos inteiros dela. Uma coisa eu garanto: esse horizonte de consciência jamais foi tão estreito quanto é hoje.
A morte e a vida sempre andam de mãos dadas.
Então um pacto foi feito no instante em que você nasceu.
Fizemos um pacto com a morte: e não devemos fugir dela e ela não vai nos persegui, porque ela tem a certeza de que um dia vamos nos encontrar.
DAS COISAS QUE TRAGO
As mãos cheia de conchas
Um presente do mar entregue pelas mãos das ondas,
Levei um pouco de mar,
Deixei um tanto de mim
O mar das poesias, músicas, sonhos e cantorias,
Mar dos apaixonados,
Mar que limpa, renova, ilumina,
Mar, mar, mar
Três pedidos faço a ti,
Me permita sempre,
Amar, amar, amar
Mar.
Roberto de Souza
Uma pessoa se aproxima da outra por um interesse egoísta e até para provar que pode. Depois é abandonada por esta, quado a má intensão se descobre. Que os envolvimentos amorosos sejam sem planejamento. O destino já se encarregou disso. Deixemos os planejamentos só para quem quer atrapalhar bem.
Por que um professor não suporta ver o outro de aula vaga, será se ele não gosta do que faz ou se lhe dói muito me ver no lugar que ele gostaria? Ou não há verdadeira amizade, daquela que me faz bem ao ver o meu amigo bem!
Antes de você aparecer minha vida era em um único lugar, agora é com você que quero estar em vários lugares.
Disseram-me que onde o espertalhão se encontrou com um idiota ali nasceu a Religião. A religião que forma os lares estraga a escola. A escola que aceita a religião estraga os lares. E os lares podres de Deus retornam prejuízos para a religião e escolas.
Competição na natureza: um come o outro só para matar a fome. Cá entre nós, entramos na competição para parecer melhores: vaidade.
Eu sou um anjo
Você é a tentação
Eu sou a pureza
Você é o próprio pecado.
Na união entre nós
Não haverá tristeza
A não ser amor e paixão.
Shirlei Miriam de Souza.
Toda anomalia do ser humano é paga com um intelecto brilhante! Menos uma mente fraca que se completa com a ilusão da beleza.
Porém agora, o vice-diretor da escola é um elemento surpresa, não precisa ter a mesma envergadura do gestor eleito, basta ter trabalhado arduamente na campanha do candidato a direção: Favores trocados.
"A idéia de um Deus que perdoa ou condena quando bem lhe dá na telha é islâmica, não cristã. Deus comprometeu-se a respeitar o perdão sacramental até o fim dos tempos, e nada O fará mudar de idéia. Ele pode estender o perdão a pessoas que não receberam a absolvição sacramental, mas não tirá-lo dos que a receberam."
Nossos pecados vão deixando pelo caminho um rastro de lixo cósmico que nenhum esforço humano poderá jamais limpar. A ânsia de 'salvar o planeta' não passa da fantasia projetiva de uma culpa coletiva que se camufla em sujeira material — exatamente como a de Lady Macbeth, que reprime a consciência do seu crime lavando obsessivamente as mãos.
LAPSO DE MEMÓRIA
Disseram-me, que éramos um casal harmonioso e feliz,...Perfeito.
Até não me lembrar mais onde estava, de onde vim,para onde ia...O que era e o que fui.
Mesmo esforçando-me, vendo meu bem por aí, não o reconheceria.
Se o que sinto e ouço, for verdade, tenho que voltar pelo descaminho que tomei.E recomeçar.
Sigo sem entender o motivo do nosso elo perdido. - Sendo real o que vivo.
Há relatos de rompimento da minha afetividade amorosa; mas nem sei se já amei ou se fui amado em algum instante.
Muito menos das razões que me levaram a esse rumo descabido,solitário, e errante de viver.
E, muito menos ainda de ter vivido tanto tempo ausente de mim mesmo; a ermo, e sem a consciência dessa verdade.
Não me lembro de nada que vivi num passado recente ou remoto.
Ouvindo tais relatos ainda acho que preciso sonhar com essa linda paixão. Que esqueci em algum lugar. Não tenho culpa. Não depende de mim, o que está me acontecendo.
Pelo visto, não adianta saber o que me acontece... Não há explicação.
Está tudo muito confuso na minha cabeça. Parece que meus neurônios desconectaram-se de vez.
Meu raciocínio vive ausente de uma realidade lógica.Numa alucinógena confusão mental.
Em meu consciente e subconsciente não há vestígios do que realmente acontecera com relação, eu e ela. E ao meu desvario; se é que aconteceu uma coisa e outra.
Quando, relembram-me, dos seus trejeitos, traços físicos, seu modo de vida,... endereço. Nada disso reportam-me a esse momento lindo que dizem que vivemos juntos.
Não há mesmo, nenhum sinal de registros nosso, vivido em algum momento; em nenhum dos meus arquivos pessoais e internos.
Tento saber o que acontecera realmente, insistindo com minha parca memória, para entender sobre essa nossa história de amor, nada obtenho; nada entendo e nada vem a minha mente.
Restaram apenas alguns dizeres fragmentados, salvos em nuvens:
“Não existe nenhum arquivo salvo, em plataforma alguma; desculpa o transtorno que isso lhe venha causar, mas, não há como visualizar, no momento, textos, imagens ou cenários que retratam uma relação de vocês dois: bonita,perfeita e saudável... como ouvistes de terceiros. Não insista!...”
Nesse instante o pânico devasta ainda mais meus hemisférios cinzentos... Introspectivo, retiro-me da minha presença. Delirando,saio falando sozinho e pensando mil coisas, sem chegar a uma conclusão plausível.
E, continuo andando e sofrendo pelo caminho de minhas vãs conjecturas, sem chegar a um norte desejado.
(31.01.81)
