Perda de um Amor por Orgulho
Chegará o tempo em que o homem conhecerá o íntimo de um animal e nesse dia todo crime contra um animal será um crime contra a humanidade.
Cada um oferece o que transborda de dentro de si
Cada um oferece aquilo que tem e transborda de dentro de si.
Uma parreira oferece doce fruto, uma orquídea nos oferece bela flor. Um vulcão só oferece desolamento, calor, mau cheiro e larva, e não é segredo que uma cobra peçonhenta não te oferecerá mais que mortífero veneno.
É bem verdade que podemos reunir tudo isso dentro de nós, mas lembre-se: as pessoas oferecem o que transborda de dentro de si. Quando fizeres o bem a uma serpente, não espere que ela te retribua com uma rosa, por que não é o que transborda de dentro dela.
Quando fizeres bem a uma serpente, faça-o por que é este bem que transborda de dentro de ti, e é justo que compartilhemos o que de bom nós temos em excesso.
Esse deve ser teu único pensamento e expectativa: dê a quem precisa, não espere de quem não tem. Isto te dará felicidade e te privará de decepções.
E não te eximas de fazer o bem à serpente, porque algumas coisas não nos cabe reprovar ou punir, apenas compreender...
Você não amadurece ao comemorar um aniversário. Você amadurece ao chorar uma noite inteira e acordar sorrindo.
Um homem deve dar toda importância à escolha de seus inimigos: eu não tenho um só que não seja idiota.
A arte maior é o jeito de cada um... vivo pra ser feliz, não vivo pra ser comum.
Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade.
Nota: Trecho adaptado do poema pertencente a Edson Marques.
Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles.
Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem.
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também.
Um apaziguador é alguém que alimenta um crocodilo esperando ser o último a ser devorado.
Nota: Adaptação do pensamento dito durante um discurso em 20 de janeiro de 1940.
Eu amo-te como um homem ama uma mulher que ele nunca toca, só escreve, e guarda dela poucas fotografias.
Cresci de um modo muito isolado. Tornei-me antissocial. Comecei a compreender a realidade do universo em que vivia, que tinha muito pouco para me oferecer. Não encontrava amigos de quem gostasse, que fossem compatíveis comigo, ou que gostassem do que eu gostava.
É melhor ser infeliz, mas estar inteirado disso, do que ser feliz e viver como um idiota.
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
Nota: Trecho do poema Da vez primeira em que me assassinaram.
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