Perda de um Amor por Orgulho
A oportunidade, é tal qual uma linda mulher, com cabelos apenas na frente da cabeça... depois que passa, não se pode agarrar mais...
Cansada estás, imagino!
Daqui eu te sinto. Tu sentes?
Teu dia não foi tão divino?
Mas ristes, assaz, tão somente?
Distante tu ficas, que pena...
A perda, pra mim, não pequena,
é triste nessa minha mente.
Tu sentes saudade de mim?
A minha por ti que, sem fim,
deveras, em mim, me ressente...
"Luto"
No luto, descobrimos que lutar é uma questão de sobrevivência, sem sabermos aonde foi parar a nossa existência.
Há Momentos
Há momentos em que nos sentimos sozinhos.
Estamos tristes, zangados, amargos e solitários.
Sentimos a dor da perda e da rejeição.
Então nos perguntamos porquê? Muitas vezes não obtivemos uma resposta.
Não conseguimos encontrar uma saída e nos sentimos presos em um labirinto. Más vamos com calma, quando iniciei este texto eu dizia: são apenas momentos.
Só queria agradecer, agradecer todos esses tempos que esteve comigo, que nunca se desfazer de mim, sempre que precisei você estava lá mesmo quando fui um babaca, só queria agradecer, obrigado travesseiro
Foi só com o tempo que eu aprendi que os ganhos mais significativos da vida, às vezes, nos são apresentados pela vida como perdas.
Às vezes, me pergunto se você realmente se importa em fazer as coisas darem certo entre nós, pois só parece voltar quando a ameaça de me perder se torna real. A dor que sinto é profunda, e me pergunto: qual é o nível de tristeza que devo atingir para que você finalmente encontre a felicidade que procura?
Quão profundo pode ser o abismo em que eu escorreguei? Perdi a ti, a pessoa a quem mais desejei, perdi a ti e ainda à mim, a morte do meu subconsciente é equivalente ao estrago da queda, uma queda transparente, onde todos foram cegos por não ver, e julgaram quando a minha ignorância foi mais alta do que o próprio abismo, onde ninguém viu que eu estava, me perdeu para a minha própria mente e eu perdi a minha própria alma.
Quando revivo o passado sinto muita dor mas o tempo faz com que a cada segundo, essa dor vire passado, estou vivo!
A poesia toma conta do meu ser, ser ou não ser, bem ou mal.
Quem eu escolho ser? Nesse teatro em que vivemos, Anjo, Demônio, posso ser quem quiser ser. Tudo e o nada a onde ando entre o bem e o mal e ao mesmo tempo que a vida é bela, é apenas uma peça de teatro que não permite ensaios, repetições. Por isso, cante, chore, dance, ria da vida e zombe da morte.
"Se pensa que os amigos são que nem nos filmes, triste interpretação, terá sorte se algum lhe perguntar se você está bem, só por perguntar, pelo menos uma vez na sua vida. Desses que não podemos abrir mão, pois diferente do amor, que dói de uma vez, e diminui, perder um bom amigo dói aos poucos, todos os dias, pelo resto de nossas vidas, pois elas se tornam cada vez mais solitárias."
As pessoas estão robotizadas erroneamente imaginando em
encontrar a Felicidade em grupos
de mídias augoritmicas.
E caem depressivas quando percebem que tudo aquilo assemelham-se ao robô, pois não há emoção e tão pouco sentimentos...
Como se perdoa as pessoas que deveriam te proteger? Às vezes, não sei do que mais sinto falta: de tudo que perdi ou de tudo que nunca tive.
Levei meu sobrinho para passear comigo, há tempos ele vinha me pedindo, animado, seriamos só nós dois. Crianças abaixo de cinco anos nunca foram meus favoritos, só venho lidando com crianças de vinte dois anos ou mais.
Só que pensei ser uma boa oportunidade, saímos e eu descobri uma inveja dessa energia juvenil, a gente perde tanto quando cresce. Tudo bem, não digo perder, sacrificamos muito para conseguir zelar por nossa sobrevivência. E nesse exato momento, eu almejava um pouco dessa vitalidade que a vida me tirou. Mal me lembro da sensação de ver o mundo pela primeira vez.
Voltei meus olhos para o meu sobrinho e ele pulava, sorria, caía e levantava sem muitas preocupações na vida. Tudo o que tinha era o presente e só isso bastava. Os frutos do futuro não lhe interessavam. Essas preocupações cabiam aos seus pais, este é único período da vida em que temos o direito de entregar nossos destinos nas mãos de outros, todavia, conheço adultos que ainda insistem em fazer isso. Tolos, não sabem que depender dos outros é um luxo que não podemos nos dar. Porque a vida maltrata com socos no estômago. Quando crescemos, o presente é invadido por possíveis futuros, a maioria deles irreais.
Somando todas as invejas que senti de meu pobre sobrinho, aquela foi uma das mais marcantes. Pensar na maneira como já tive o presente e perdi fez dessa a maior perda de uma vida. Agora mesmo, enquanto meu sobrinho brinca nos brinquedos do parquinho, eu checo meu celular pela quinta vez, procurando por pessoas que definitivamente não estavam ali. Preocupando-me com compromissos que ainda virão. Já não sei como recuperar o luxo do presente e só. A vida te pede para ficar.
Então voltamos para casa. Caminhamos por entre as pessoas, ele grudado no meu braço, e me puxando para que cessasse meus passos, como se toda a sua vida dependesse disso. Meu sobrinho queria voltar, pois algo lhe roubara sua atenção, algo no mundo era digno de seu afeto. Queria pegar uma tampinha de garrafa dourada no chão.
— é só uma tampinha de garrafa. — disse eu.
— eu nunca tinha visto uma dessa cor.
E foi aí que eu me dei conta que crescer é uma grande perda e me dói saber que meu sobrinho logo será um adulto como muitos outros, lamentando a perda de quem foi um dia.
"Se lutar e então vencer valorize a vitória.
Porém se não obtiver a vitória,aprenda com a derrota."
Natanael
Bonifacio
