Perda de um Amor por Orgulho
SABES
Amei-te
Sem saber quem eras
Onde estavas
Tocaste-me com a ternura
Num louco desejo
Envolveste-me com as tuas mãos
E no teu corpo descubro
O sorvo dos teus lábios
Quero mais de ti, quero tudo
Amei-te sem saber quem eras
E a quem pertencias
No fim descubro que eras meu
Só meu que me pertencias
Sim a mim.
QUERO
Quero ter-te
Quero amar-te
Como se não
Houvesse mais nada
Deste meu querer
Que me torna submissa
Amando-te
Mais do que cobiço
Quero ter-te
Quero amar-te
Mais de mil vezes
Que vivi matei e morri
Desejando-te.
SIM
Cobre-me
Com teu calor
Revela-te a mim
Pois tenho sede
Tenho fome
Fome de ti
Invade o meu corpo
Deseja-me
Dilacera-me
Domina-me
Aquece-me no Fogo
Que me queima
Loucamente
Na Vontade de sentir
A tua boca na minha.
SÃO LONGAS
São longas as noites
Que passo sem dormir
Insónias noturnas
Nestas trevas profundas
Não sei o que sentir
A dor persiste, insiste
Na escuridão é que reflicto
Sobre o que tenho sido
Sinto-me a morrer devagar
Lentamente, sem querer morrer
Nesta minha punição que me fere
Que sangra,rasga-me no peito
Que me dilacera e tortura
Com intensidade na pele
E se propaga no corpo
Destas malditas insónias dolorosas.
TALVEZ SOU
Sou o meu próprio carrasco
Despojada de palavras lidas
Num livro jamais escrito
De sonhos gigantes
Nos confins da alma
Fazendo dos nãos talvez sins
Limites de alguns instantes
Letras cativas de solidão
Busquei na procura das virgulas
Perdidas dos que se desejam
Nas carnais sensações que despertam
As palavras despidas de desejo
Carrasco de corpos sôfrego de letras
Pontos das páginas escritas
De despidos corpos amando-se
Entre as sedentas repetidas páginas
Nos profanos sentimentos
Que se tentam libertar nas letras
Entre o meu próprio carrasco
Carne, corpo, sentimento
Escrita num livro jamais lido.
A MINHA
A minha alma está seca
De lentes quadradas
De soltas alegrias
De risos perdidos
De vazios insondáveis
De sonhos violáveis
Doi-me o corpo que mendiga
Perdão, perdão que não consegue
Alcançar de tanto procurar
Nos sonhos perdidos
De uma alma seca, a minha claro.
VIDA
Que a vida
Seja sempre
De seda _ Cetim
Chita _ Chiffon
Algodão _ Lã
Veludo
Não importa a textura
Mas sim que seja
Feita de retalhos
De alegria
Com a felicidade em mim.
Ensina-me a esquecer-te
Como me ensinaste a amar-te
Antes que a trovoada te leve
Para longe de mim meu amor
Que lugar é esse?
Não sei onde você me trouxe,
Só sei que não quero voltar.
Ficarei nos teus braços,
Prender-me-ei no laço do teu coração.
E se o amor mudou minha rota
Seguirei teus caminhos
Pra ter como o meu único destino
Teu amor e teu carinho.
Que lugar é esse em que me encontro
Querendo teus braços nos meus abraços?
Onde olho e não vejo a linha do horizonte
Sem que nele eu me encontre contigo.
E se é dia com céu de brigadeiro
Ou tempestuosas nuvens de chuva,
Não importa sobre mim o furor
Se contigo eu puder estar.
Edney Valentim Araújo
Nunca ajude ninguém pensando no que ela pode fazer por você depois, afinal de contas, nem todo mundo é capaz de pagar as dívidas a vista, algumas sempre serão parceladas em menores valores.
Me beije, adoro sentir seus lábios nos meus, sua língua lasciva se adentrando em meus domínios, invadindo-me, seu gosto me faz viva seu sabor se dissolve em meu paladar como um néctar vital a minha essência.
Não quero ser apenas instantes depois de todos os poemas, capítulos, contos que escrevi!
Autora A.Kayra
