Perda de um Amor por Orgulho
A vida tem maneiras curiosas de nos ensinar. Algumas lições chegam pelo amor; outras, pela decepção. Algumas pessoas nos inspiram a ser melhores; outras nos mostram, através das próprias atitudes, quem jamais devemos nos tornar.
Com os faladores, aprendi que nem toda palavra merece resposta. Com os intolerantes, descobri o valor de respeitar as diferenças. Com os maldosos, compreendi que a dor que nos causam não precisa se transformar na dor que causaremos aos outros.
Aprendi que amadurecer é deixar de reproduzir aquilo que nos feriu. É não permitir que a falta de bondade alheia roube a nossa, nem que a ignorância dos outros nos faça abandonar a sabedoria.
Hoje, agradeço até mesmo às experiências difíceis, não porque tenham sido justas, mas porque me ensinaram a enxergar a vida com mais consciência.
A maior lição que alguém pode nos deixar, mesmo sem perceber, é nos mostrar tudo aquilo que não queremos nos tornar. Afinal, a verdadeira vitória não é aprender a tratar os outros como eles nos trataram, mas continuar sendo quem escolhemos ser, apesar de tudo o que fizeram conosco.
🌹✨ Uma poesia sobre o amor, os sentimentos, a luz do céu e os sorrisos que iluminam a alma.
# 🌹✨ Escrevo Sentimentos na Luz dos Momentos
### ✍️ Marcos Escritor — Poeta da Alma
🌹 Escrevo sentimentos, escrevo amor,
escrevo os momentos que a alma guardou.
Escrevo a luz que nasce no coração,
escrevo os sonhos que o tempo abraçou.
✨ Escrevo sentimentos entre o céu e o mar,
escrevo sorrisos que me fazem sonhar.
Escrevo a beleza de cada momento,
escrevo o amor que floresce no pensamento.
🌷 Escrevo a luz que ilumina a vida,
escrevo a esperança de uma alma florida.
Escrevo os instantes que não vão voltar,
escrevo as estrelas que me ensinam a amar.
💖 Escrevo sentimentos que ninguém consegue ver,
escrevo o silêncio que me faz compreender.
Escrevo um sorriso, um abraço, uma flor,
escrevo a essência do verdadeiro amor.
🌟 Escrevo momentos nas páginas do céu,
onde cada estrela desenha um sentimento meu.
Escrevo a luz que atravessa a escuridão,
transformando saudades em versos do coração.
🦋 Escrevo sentimentos, escrevo emoção,
escrevo a ternura que vive na solidão.
Escrevo os caminhos que a vida me mostrou,
escrevo as lembranças de quem um dia me amou.
🌹 Escrevo o amor sem pedir explicação,
pois amar é sentir além da razão.
Escrevo a luz de um sorriso verdadeiro,
que transforma um instante em amor eterno.
✨ E quando meus olhos contemplarem o céu,
escreverei os sentimentos que Deus me concedeu.
Porque cada momento tem sua própria luz,
e cada sentimento é uma estrela que me conduz.
❤️ **Escrevo porque minha alma sente,
escrevo porque meu coração não mente.
E enquanto houver luz, amor e sentimento,
serei um poeta escrevendo a eternidade de cada momento.**
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✍️ **Marcos Escritor — Poeta da Alma**
🌹 *A literatura é a luz que transforma sentimentos em eternidade.*
Posso também transformar essa poesia em uma versão ainda mais profunda e romântica, com versos sobre o amor que nasce no silêncio da alma.
És tão bela morena
Razão do meu cantar.
Inspiração dos versos
Que vivo a recitar.
Se o amor eu canto
É por muito te amar
Quando eu daqui partir meu amor não parte por ti
O amor esta nas estações
do tempo
do avião
do metro
do buzão
Sinta o amor ele esta em movimento ao seu encontro.
Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)
Eu ainda sou a parte boa que restou de mim, sou tudo, sou nada, sou o amor, o ódio, a ternura, a loucura. Sou também o delírio, sou o êxtase, sou o deleite, sou aquilo que te falta e o que resta. Enfim sou tudo o que restou de de um dia que não começou...
(Saul Belezza - Patife)
Enquanto eu caminho procurando o amor, deixo que a voz do coração me guie e a luz da minha alma me ilumine.
De seus lábios tirei
o doce sabor
o sabor do amor.
Em seus olhos que brilham
Eu encontrei o brilho e a esperança
De quem ainda estava aprendendo a amar.
Amor não se pede, não se mendiga; amor não deve ser exigido de ninguém: Porque amor se dá.
Amor autêntico não envolve barganha, intimidação ou exploração financeira. Quando o afeto é usado como moeda de troca para subtrair patrimônio, trata-se de abuso financeiro, estelionato sentimental (Art.171 do CP) e violência patrimonial (Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006, Art.7º, Inciso IV), a conduta também pode configurar os crimes de Extorsão (Art. 158 do CP) ou Violência Psicológica (Art. 147-B do CP).
Amar alguém não significa permitir ser pisado nem explorado por ninguém. Jamais aceite ser explorado por ninguém.
Num mundo com mais de 8 bilhoes de pessoas certamente alguém voluntariamente vai te dar amor sem te cobrar por isso.
"Amor não é sentimento? É substantivo abstrato! Mas, também não é só verbo de ligação! Exige AÇÃO e não Discurso. Amar é ação no dia-a-dia, não é só 12 de junho não!!!" (Letra da música: Amor não é,+ Consciência Humanizado - nas plataformas musicais)
A Glória do Amor Divino — O Caos e o Cosmo: O Preço do Equilíbrio
Os ventos são fortes e incontroláveis em determinados momentos, quando sopram com mais intensidade; dançam ferozmente entre as rochas; sem hesitar, os seus movimentos mexem com as ondas do mar e deixam as águas instáveis, subindo e descendo, para a frente e para trás, tocando as margens: a mesma movimentação expressiva que faz balançar as folhas numerosas e os galhos das árvores.
O caos e o cosmo acontecem ao mesmo tempo, chegam a trocar de lugar, um após o outro — a parte bela da vida e as suas adversidades. O equilíbrio é constantemente desafiado, precisa de muito empenho para ser mantido; assim, a instabilidade do mar pode ser vista como um espetáculo: ele permanece vivo; as árvores estremecem, mas são lindas e as suas raízes são fortes, elas resistem bravamente.
A postura equilibrada também pode estar presente em um cenário caótico se a beleza que estiver à volta puder ser notada, o foco naquilo que mais importa, o fôlego da alma não estiver esgotado, o amor divino alcançar a glória; portanto, até os desequilíbrios das fases caóticas podem contribuir com o equilíbrio da mente, da percepção que transforma, ainda que não seja algo frequente. O preço do equilíbrio que a vida cobra.
Sou medo querendo coragem.
Sou raiva procurando amor.
Sou razão brigando com sentimento. Sou ferida procurando curador.
Nem todo amor que termina foi mentira; alguns sentimentos são verdadeiros mesmo quando não conseguem durar.
O amor verdadeiro não exige que duas pessoas pensem igual, mas que nenhuma precise deixar de pensar para permanecer.
O amor se empobrece quando a necessidade de possuir se torna maior do que a capacidade de compreender.
“O amor pediu a palavra”
Conheci a Política numa praça onde as estátuas desciam dos pedestais para descansar os braços. Ela estava sentada junto ao chafariz, remendando uma bandeira com fios retirados do próprio cabelo. A cada ponto, uma janela se acendia na cidade; a cada descuido, alguém ficava no escuro.
Aproximei-me com a imprudência de quem ainda acredita que pode amar aquilo que não compreende.
Você está ferida eu disse.
Ela escondeu os dedos sob o tecido.
Há muito tempo confundem meu corpo com uma cadeira.
Sentei ao seu lado. Trazia nos bolsos algumas certezas, mas todas começaram a derreter. Escorreram pelas minhas pernas e formaram no chão um pequeno lago onde peixes cegos discutiam o futuro.
A Política tirou os sapatos. Tinha nos pés o barro de todas as ruas que os discursos nunca haviam visitado.
Eu quis beijá-la.
Ela me entregou uma chave.
Antes, preciso lhe mostrar onde moro.
Entramos numa casa que por fora parecia pequena. Por dentro, havia corredores suficientes para perder um século. Numa sala, crianças dividiam uma laranja tão fina que podíamos ver o inverno através dela. Noutra, uma professora escrevia no quadro com os ossos dos dedos. Mais adiante, um homem esperava atendimento havia tanto tempo que criara raízes sob a cadeira.
A Política parou diante dele e tentou soltá-las com as mãos.
Ajoelhei-me para ajudar.
Trabalhamos em silêncio. Quando conseguimos levantá-lo, já era noite dentro da casa.
Ainda quer me beijar? perguntou.
Eu olhei para suas unhas quebradas. Até então, pensara o amor como uma espécie de abrigo: duas pessoas fechando a porta enquanto a tempestade passava. Mas aquela mulher tinha uma casa cheia de gente, e a chuva entrava pelo teto.
Beijei sua testa. Depois procurei uma escada.
Durante a madrugada, subimos ao telhado. Lá de cima, vi que a cidade dormia de maneira desigual: em certos bairros, os sonhos tinham varandas; em outros, precisavam dormir em pé.
Ela chorou, e suas lágrimas ficaram suspensas no ar. Dentro de cada uma havia um rosto que alguém reduzira a número.
Estendi a mão. Uma lágrima pousou na minha palma e disse seu nome.
Nunca mais consegui esquecê-lá.
Ao amanhecer, chegaram homens trazendo espelhos enormes. Queriam cobrir as janelas da casa.
Assim, todos verão grandeza anunciaram.
A Política recusou. Ofereceram-lhe joias, um vestido novo, uma cadeira que prometia durar para sempre. Um deles puxou meu braço e sussurrou que eu também poderia ter alguma coisa, desde que a convencesse a fechar os olhos.
Ela me observava.
Foi ali que nosso amor correu perigo: por um instante, imaginei como seria fácil viver num quarto sem ouvir os corredores.
Soltei o braço.
Juntos, levamos os espelhos para a praça e os viramos para o céu. Os homens foram embora, furiosos, enquanto as nuvens se examinavam com espanto.
A Política encostou a cabeça no meu ombro.
Você vai concordar comigo sempre?
Não.
Ela segurou minha mão com mais força.
Envelhecemos um pouco naquela manhã.
O suficiente para que a paixão perdesse a pressa e aprendesse a escutar.
Quando nos beijamos, o chafariz voltou a correr. As estátuas permaneceram entre as pessoas. E, na casa de corredores intermináveis, alguém abriu uma janela por dentro.
Descrição:
“O amor pediu a palavra”, o encontro amoroso com a Política representa a descoberta de que cuidar da vida coletiva exige sensibilidade, responsabilidade e disposição para agir. A Política ganha corpo de mulher para que possamos enxergar suas feridas e compreender quanto as decisões públicas atravessam a existência de pessoas reais.
Ao remendar uma bandeira com os próprios cabelos, ela tenta reconstruir aquilo que pertence a todos, oferecendo algo de si. As janelas que se acendem ou permanecem escuras mostram as consequências desse trabalho: uma decisão pode ampliar oportunidades, enquanto um descuido pode deixar alguém desamparado. Quando ela diz que confundem seu corpo com uma cadeira, denuncia a redução da política à disputa por cargos e à permanência no poder.
As certezas do narrador derretem quando ele se aproxima dessa realidade. Essa imagem representa a necessidade de rever convicções diante do sofrimento humano. Os peixes cegos que discutem o futuro sugerem o perigo de debater os destinos de uma sociedade sem enxergar as condições em que ela vive.
A casa de corredores intermináveis é o espaço da vida coletiva. A criança com uma porção insuficiente de alimento, a professora que se desgasta para ensinar e o homem que cria raízes esperando atendimento tornam visíveis a fome, a desvalorização da educação e o abandono de quem precisa de cuidados. O surrealismo dá forma física àquilo que a repetição pode tornar aparentemente comum: uma espera tão longa que parece prender uma pessoa ao chão.
É dentro dessa casa que o amor do narrador amadurece. Ele chega desejando um beijo e termina procurando uma escada para consertar o telhado. O sentimento ganha consequência prática: amar aquela mulher significa também se envolver com as vidas que ela abriga. O gesto de ajudar nasce do encontro com uma necessidade concreta.
A cidade onde alguns sonhos têm varandas e outros dormem em pé expressa a desigualdade até no direito ao descanso e à esperança. Já as lágrimas que carregam rostos devolvem identidade às pessoas tratadas apenas como números. Quando uma delas revela seu nome, o sofrimento se torna uma presença que o narrador já não consegue ignorar.
Os homens com espelhos oferecem uma grandeza feita de aparência. Ao cobrir as janelas, impediriam que a realidade fosse vista. As joias e a cadeira duradoura representam a sedução dos privilégios e do poder. O narrador também sente essa tentação: imagina o conforto de um quarto onde não precisaria ouvir os outros. Esse instante torna sua escolha mais humana, pois mostra que o compromisso precisa resistir inclusive à própria vontade de se acomodar.
Quando a Política pergunta se ele concordará sempre com ela, a resposta negativa revela um amor que preserva o pensamento e a liberdade.
A discordância pode fazer parte do cuidado: quem ama também questiona, aponta falhas e ajuda a corrigir caminhos.
No final, a janela aberta por dentro sugere uma transformação que começa na consciência e encontra passagem para a vida pública. A prosa apresenta o amor à política como compromisso com a dignidade das pessoas. O título reúne essa ideia: o amor pede a palavra porque também tem algo a dizer sobre a maneira como dividimos o mundo e sobre quem deixamos esperando à porta.
Cheguei a conclusão que o dinheiro compra amor, mas, naquelas pessoas que são ambiciosas, avarentas que se vendem e se entregam na luxúria e lascivia em troca de bem estar financeiro e conforto. Não deixa de ser uma prostituição passiva.
