Perda de um Amor
"Assim como uma pedra preciosa não tratada e' a mulher
que em instância alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz própria."
Se permitir sentir
É um processo
Até mesmo os mais despertos se perdem nesse caminho
De serem tudo pelo mundo
De ser tudo que precisam
Que esquecem de ser morada de si mesmos .
Quando a Paz é Sua:
A Sublime Força do Perdão Consciente.
“Quem não perdoa não se livra da ofensa.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Quando a indiferença é do outro e a paz é sua, o coração descobre que o perdão não é um favor ao agressor, mas um remédio bendito que liberta a própria alma do peso da mágoa e da repetição mental da dor. Quem escolhe perdoar retira as correntes invisíveis que o prendiam ao passado, abrindo espaço para que os benfeitores espirituais o amparem com inspirações de serenidade e coragem na caminhada evolutiva.A maior sabedoria se consiste em saber compreender a ignorância alheia, porque cada espírito está em um degrau diferente da escada evolutiva, aprendendo a duras lições aquilo que um dia também ignoramos. Diante da indiferença, da grosseria ou da injustiça, o olhar espírita recorda que todos somos viajores da experiência humana, trazendo débitos, provas e limitações que nem sempre aparecem aos olhos do mundo, mas são conhecidas pelas leis divinas de causa e efeito. Assim, em vez de alimentar revolta, o discípulo do bem escolhe compreender, amparar em pensamento e seguir adiante, confiando na justiça de Deus que não falha.Conforme inspira Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a verdadeira superioridade moral manifesta-se na serenidade diante das fragilidades do outro, pois o espírito realmente amadurecido não se compraz em apontar erros, mas em oferecer exemplos silenciosos de paz e tolerância. Nessas horas, calar-se para que um ignorante continue falando é uma caridade que ele não está apto a entender, mas que protege sua própria harmonia interior e evita que palavras impensadas criem novos débitos espirituais. O silêncio que nasce da caridade não é omissão, mas oração em ato, que entrega a situação às mãos de Deus e, quando preciso, aguarda o momento certo para um diálogo fraterno e edificante.Aquele que perdoa com entendimento profundo não se perturba diante das incompreensões alheias, porque reconhece que todos nós ainda caminhamos rumo à conquista da convicção plena da imortalidade e das leis divinas. O perdão consciente não é fraqueza, mas expressão luminosa de maturidade espiritual, que transforma feridas em sabedoria, humilhações em humildade verdadeira e tropeços em aprendizado duradouro. Que cada gesto de compreensão, cada silêncio caridoso e cada esforço íntimo de perdoar seja para nós um passo seguro na trilha da evolução, preparando nossa alma para as alturas da imortalidade, onde somente o amor, a paz e a misericórdia têm morada definitiva.
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@destacar
PASSAR E VIVER:
A perda da presença na contemporaneidade.
Vivemos uma época de velocidade e multiplicidade de estímulos; é cada vez mais difícil distinguir entre simplesmente “passar pela vida” e verdadeiramente “viver”. A diferença não é meramente semântica: trata-se de modalidades profundas de existência que modelam sentido, memória e identidade.
Passar pela vida equivale a ser arrastado pelos acontecimentos: rotinas, reações automáticas, acumulação de experiências sem reflexão. A sensação de que “o tempo passou e eu não” nasce daí não por falta de eventos, mas por ausência de integração. Viver, ao contrário, pressupõe presença reflexiva: observar o que ocorre, extrair significado, transformar percepção em mudança interna. Filósofos existencialistas já chamaram atenção para a urgência dessa presença; a modernidade acrescenta a distração em massa, que pulveriza a atenção e empobrece a memória afetiva.
Essa distinção mobiliza três eixos: atenção (capacidade de permanecer no instante), narrativa (a construção de uma história que dá sentido às experiências) e ética do aprendizado (usar o contato com o mundo para reformular escolhas). Quando a atenção falha, a narrativa racha: memórias perdem detalhes, afetos empobrecem e o sujeito se torna mero espectador de sua própria vida. A consequência mais grave não é apenas tristeza, mas uma erosão progressiva do caráter: escolhas repetidas sem compreensão não educam o interior.
Exemplos concretos
Considere o trabalhador que passa horas em tarefas mecânicas sem refletir sobre finalidade; ou a relação amorosa em que os parceiros acumulam convivência sem escuta deliberada. Ambos acumulam “tempo vivido” sem que o tempo se torne aprendizado. Em contrapartida, pessoas que praticam a reflexão regular mesmo breves momentos diários de atenção plena e análise convertem acontecimentos em pontos de virada pessoal.
A vida plena exige investimento: presença, reflexão e a disciplina de transformar experiência em sabedoria. Não se trata de romantizar cada instante, mas de recuperar a capacidade de aprender com aquilo que nos atravessa. Só assim deixamos de ser presenças fugazes e nos tornamos agentes do próprio destino.
II — Aprender com a vida: um mapa psicológico para o autoconhecimento
Introdução
Aprender com a vida é, antes de tudo, uma operação psicológica. Implica reconhecer padrões, aceitar falhas e transformar sofrimento em possibilidade de crescimento. A psicologia contemporânea oferece ferramentas para que a passagem dos anos se traduza em amadurecimento e resiliência.
Desenvolvimento
O processo de aprendizagem vital envolve três momentos: reconhecimento, processamento e integração. O reconhecimento é aceitar que uma experiência teve impacto (alegria, perda, frustração). O processamento exige que se nomeie a emoção, se analise o contexto e se busque compreensão evitando defesa automática ou repressão. A integração é a etapa transformadora: a experiência altera crenças, comportamentos e estratégias de enfrentamento.
Dois mecanismos clínicos são cruciais: a metacognição (capacidade de pensar sobre os próprios pensamentos) e a reatribuição de sentido (recontar um evento com foco em aprendizado). Pessoas que percorrem esse caminho reduzem sintomas de ansiedade e arrependimento. Psicoterapias baseadas em narrativa e em atenção plena oferecem protocolos práticos: diários reflexivos, reavaliação de episódios-chave e exercícios de exposição emocional assistida.
Ilustração prática
Imagine alguém que repetidamente falha em relacionamentos por medo de intimidade. O primeiro passo é reconhecer o padrão (reconhecimento). Em seguida, mapear crenças (ex.: “se me aproximo serei rejeitado”) e testar hipóteses através de pequenas ações (processamento). Por fim, incorporar novos relatos pessoais "aprendi que posso confiar progressivamente" e ajustar comportamentos (integração).
O resultado é que a história pessoal muda, e com ela a qualidade da vida.
Aprender com a vida é uma prática psicológica: avaliamos, trabalhamos e integramos. Trata-se de uma técnica de humanidade que todos podem cultivar. A transformação não exige heroísmo: exige metodologia diária, coragem para revisitar o passado e disciplina para reescrever o futuro.
III — Transformar passagem em sentido: práticas éticas e exercícios cotidianos.
Introdução
A diferença entre ter a vida como passagem ou como sala de aprendizagem é, muitas vezes, prática mais do que teórica. Este artigo propõe exercícios concretos e um pequeno código ético para transformar rotina em terreno de crescimento.
Desenvolvimento — Princípios éticos.
1. Presença deliberada: priorizar momentos onde a atenção é inteira (conversas, refeições, trabalho criativo).
2. Responsabilidade interpretativa: assumir que a interpretação dos fatos está sujeita a revisão; não culpar o externo sempre.
3. Curiosidade compassiva: investigar erros sem autocondenação, mas com compromisso de mudança.
4. Reciprocidade transformadora: fazer com os outros o que se espera de si mesmo aprender em comunidade.
A SEGUNDA MILHA E O PERDÃO EVANGÉLICO SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A seguir apresentam-se os capítulos e versículos bíblicos mencionados, acompanhados de comentários interpretativos à luz do Espiritismo, em consonância com a Codificação.
Lucas 6:29 a 30.
“Se alguém te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tomar a capa, não impeças que leve também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir. E ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.”
À luz do Espiritismo, este ensino não se refere à anulação da dignidade pessoal, mas à superação do instinto de revanche. A Codificação esclarece que a violência gera violência e que o espírito só se emancipa quando rompe o ciclo do ódio. Oferecer a outra face significa não reagir moralmente ao mal recebido, libertando-se das paixões inferiores. Trata-se de uma atitude interior de domínio sobre si mesmo, virtude essencial ao progresso espiritual.
Mateus 5:4.
“E se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.”
Este versículo, núcleo simbólico da chamada segunda milha, encontra profunda correspondência com o princípio espírita da resignação ativa. A Codificação ensina que as provas difíceis são instrumentos de crescimento e que o mérito está na forma como o espírito as enfrenta. Caminhar além do imposto representa aceitar a prova sem revolta, transformando uma imposição injusta em exercício voluntário de amor e compreensão. Não é submissão cega, mas elevação moral consciente.
Mateus 5:44.
“Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem.”
O Espiritismo aprofunda este mandamento ao explicar que os inimigos de hoje são frequentemente espíritos ligados a nós por débitos do passado e os possíveis amigos de amanhã. Amar o inimigo é reconhecer que ambos se encontram em estágios diferentes da mesma caminhada evolutiva. Orar por quem persegue é enviar vibrações de equilíbrio e romper laços de animosidade que atravessam encarnações. Aqui o amor deixa de ser emoção e torna-se ciência moral.
Lucas 23:34.
“Pai, perdoa lhes, porque não sabem o que fazem.”
Neste clímax do Evangelho, o Cristo revela a compreensão plena da ignorância espiritual como raiz do mal. A Codificação afirma que o erro é sempre filho da imperfeição e que ninguém pratica o mal com lucidez plena do bem. O perdão de Jesus não nega a falta, mas compreende a limitação do espírito humano. Trata-se do modelo máximo de indulgência, apresentado como meta evolutiva para a humanidade.
Filipenses 3:13 a 14 e 20.
“Esquecendo me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação.”
“A nossa pátria está nos céus.”
Sob a ótica espírita, essas palavras refletem a consciência da imortalidade do espírito e da transitoriedade da vida corporal. A verdadeira pátria é o estado de harmonia moral que se conquista pelo aperfeiçoamento contínuo. Prosseguir para o alvo é avançar espiritualmente, superando quedas e aprendizados de múltiplas existências. O Espiritismo confirma que o progresso é lei divina e que nenhum esforço sincero se perde.
Conclusão.
À luz do Espiritismo, ir além do que nos pedem é um ato de lucidez espiritual. Não se trata de aceitar a injustiça, mas de não permitir que ela se instale no íntimo como rancor. A segunda milha é o espaço da libertação interior, onde o espírito escolhe crescer em vez de reagir, compreender em vez de condenar.
Esses ensinamentos não exigem perfeição imediata, mas sinceridade no esforço. Cada gesto de perdão alivia o fardo invisível da alma. Cada passo além do orgulho aproxima o espírito da paz que não depende das circunstâncias exteriores. Assim, o Evangelho e a Codificação convergem para uma mesma verdade consoladora. O amor compreendido e vivido é o caminho mais seguro para a restauração interior e para a esperança que sustenta a caminhada humana.
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
Fragmento Perdido de um Coração em Ruína.
“Se desejas matar-me, não poupes tua ansiedade.
Deixa que ela escorra, lancinante, como um punhal ansioso por minha alma.
Faze com que meu sonho escarlate percorra tua memória, tão santa quanto sepulcral, se nela eu houver de permanecer, mesmo que morto.
Pois te digo: melhor me é morrer em teu pensamento
do que viver sem o teu desejo.
E se meu sangue imaginado tingir a lembrança que guardas de mim,
que assim seja.
Nada mais terrível suporta meu espírito
do que desaparecer sem deixar em ti uma sombra,
um tremor, um eco,
um lampejo que seja de minha dor.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Eu não acredito em amores perdidos,
e sim nos amores não encontrados...,
O destino costuma pregar peças,
eu quero te colocar sob meus cuidados.
O amor nas letras poéticas do Sol
que chegará calmamente...,
No desabrochar do arrebol,
eu desejo amar-te solenemente.
Eu não acredito em amores passageiros,
e sim no amor que rompe fronteiras...,
O divino amor não passa,
ele reúne dois e formam inteiros.
O amor nas rimas eróticas do amar,
que chegará deslizando...,
Nas ondas da água do mar,
eu estarei neste barco embarcando.
O amor que não passa
e nele crê, confia e espera.
Ele virá sem dúvida,
com uma infinita argúcia,
devastador e forte,
Como as forças da Natureza,
Eu sei que ele virá,
com a profundidade dos oceanos,
E com toda a sutileza que há de ser,
e nenhuma câmera irá capturar...
O amor virá arrebatador,
- ele já está escrito
O Universo está ciente,
que o amor de verdade virá,
O meu amor que não passa,
e jamais [passará];
Como derradeiro que é, se eternizará.
Eu preciso te contar
Que no girar das horas
Não quero te (perder)
Eu necessito te reencontrar
Sim, eu quero te ver!...
Do instinto eu quero
E vou me enlaçar
Do destino eu desejo
E quero te reencontrar
Sim, eu quero te beijar!...
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Àquilo que te falta!...
Do divino eu quero
E vou me encontrar
Do despido eu desejo
E quero contemplar
Sim, eu quero te amar!...
Na América Latina sinto
- ou melhor -
Constato as falsas revoluções
Porque longe do correto,
E de todas as intenções,
Percebo que há um jogo
De ambições - inflamações;
Para não libertar o povo,
Para colaborar, infelizmente,
Com as mais de mil explorações.
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Que te afaste do mundo!
Na América Latina vejo
- prevejo -
Antevejo o pior sinal
Porque se ninguém pensar
Um caminho correto,
Querer fazer o quê quer,
Escrevendo a própria sentença,
Caíremos na maior decadência,
É só questão de usar a cabeça
Para não termos um triste final.
Quem não sabe obedecer a Lei:
É igual ao guerrilheiro escavando
- a própria cova -
Comigo a hipocrisia da desordem
- não cola -
Quero a liberdade carinhosa e ordeira,
Que me permita caminhar em paz,
E viajar contigo por toda a Pátria Grande
Experimentando as estradas latinoamericanas
Que serão as estradas das nossas almas ciganas.
Sem me importar com a correção:
Caí em completa perdição
Sob o teu incorreto e erótico
- domínio -
Estou guardada no teu coração,
Rendi-me às tuas armadilhas sensuais,
De dentro de mim você nunca mais sai,
Deixei-te nos braços do tempo,
Não fazes conta de quanta falta você faz.
Sem se importar com a opinião:
Tu me buscas em nome da paixão
Sob os aromas indutores da doçura
- mística -
Com as cores do Sol e da Lua,
Vesti-me de estrelas para ser toda tua
- odalisca -
Dançando até o raiar do dia,
Encantarei-te como o fogo da fuga.
Resguardo para ti no final de tudo,
E até mesmo no final de um dia comum:
O beijo mais doce de todo o mundo,
Descanse, meu bem
- Tranquilize-se
A força do destino vivifica:
Algo que a alma não decifra
A coisa boa que você me faz
Só sei que sem o teu amor não vivo mais.
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,
Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.
Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,
E sobretudo não te aconcheguei...
Perdoa-me por tudo que abandonei,
Sim, eu fui embora, eu te deixei...
Perdoa-me ao girar da tranca,
Dei as costas para a tua esperança.
Perdoa-me porque a pena eu paguei,
Por tudo que construí, e larguei...
Perdoa-me por ter te deixado
Solitário,
Não quis ter te abandonado
No poemário,
E muito menos te humilhado
Por ter desconfiado de ti;
Perdoa-me por te amar mais
Do que a mim mesma.
Perdoa-me porque não fiz a tempo,
De ter entregue o meu sentimento.
Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,
Para transformá-lo em estrela no éter
Deste amor infinito - e implacável;
Entrego ao mundo o que eu já devia
Ter tornado teu, e te revelado...
Perdoa-me pelo desespero,
Porque você não sai da minh'alma,
E não sai da minha retina;
Continuo por ti seduzida.
Perdoa-me eu sei que errei,
Como o fogo consome a brasa,
O amor quando é amor nunca acaba.
O coração bate descompassado,
É a fera que há em mim querendo
O teu laço que se chama [abraço];
Permanece o intenso sabor pelo fato
De nós termos nos [beijado]...
Perdoa-me porque é indescritível,
O amor que sinto é infalível,
O tempo não o apagou amor incrível.
Se o amor é o limite do amor,
Amar jamais terá limite,
O tempo me mostrou
Que enquanto houver céu,
Entre nós não haverá limite.
Na vastidão do mundo,
Tu me observas infinita,
Não perdes nada de mim,
Nem quando sofisma,
De mim tudo encontras,
Sempre no canto do olhar,
Vive do tempo e sem contas,
Porque ficaste perdido,
No imenso espaço de amar,
Vamos aprendendo nos namorar,
E nos invadir em paz
Como duas gaivotas que se namoram.
Tenho no teu corpo, o mistério,
A expressão mais paradísiaca,
A vitória do impróvável,
E a glória de toda poesia,
Que quero desvendar inteira.
Estendo o meu corpo no teu,
A concretude mais intensa,
A glória da certeza,
E a vitória memoriável
Se fará perfeita - entenda.
No infinito escrito,
A eternidade vai se escrevendo,
Com caneta tinteiro, e néctar
Dos frutos e das flores,
Pela primavera eu morro de amores.
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- não compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapões
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- própria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juízo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
Então, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacável
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixão.
Voa, então, sobreviva,
Não se recuse, não se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
Fiz o voto
de perder-me
imensamente
Somente em você,
exclusivamente;
Estranho destino
é o meu de tê-lo
Abrigado em meu
coração silente.
Como se diz
poeticamente:
Chegaste como
um amanhecer
- lindamente -
Dominaste-me
carinhosamente.
Fiz o voto
mesmo distante
De somente
te pertencer,
E resistir à tudo
Que me empurre
para longe
De você.
A minha confissão
é clara
- fiel -
E plácida como
os bordados
Feitos com os
fios coloridos
Da vida,
Que nos afastou
e nos brinda,
Por ainda crermos
nesse amor,
Abençoado pelos deuses,
Pelas ninfas
Recebendo a coroa
de trigo
Pelas mãos
campesinas.
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
Os teus olhos podem
Até se perder de mim,
As tuas emoções sempre
Estarão voltadas sem fim,
Não me deixe de castigo,
Quero você todinho,
Longe dos teus olhos,
Sinto que corro perigo,
É o único argumento
De quem pede carinho.
Não consigo ficar muito tempo
Sem o teu denguinho.
A minha rima é
Como uma pluma que te alisa,
O meu jeito de ser felina
E manhosa, te fascina.
Eu te trago sempre ao anoitecer,
Sou gata no teu telhado
Esperando o amanhecer
Por isso espalho o meu perfume,
Só para te envaidecer...
Não me importa,
Temos um tempo nosso,
O nosso tempo de existir
O tempo de nos amar
Que é todo o tempo,
Tudo sempre motivo e fascínio.
É o jeito repleto de registrar
Com contentamento essa distância
Que nos separa,
Por algum momento.
O meu jeito maroto
E despreocupado em acertar,
É o único que tenho
Para a tua atenção chamar.
Escrevo em tons travessos
Para que você venha
- me acariciar -
É a forma que encontrei
Para fazer você sonhar.
Saborosa é essa doçura que encontra
Você como motivo para rimar,
Nessa rima não rima
Que é como faísca,
Perto da palha
Até que o fogo nos domine.
Portanto, garoto, não me importo
Em ser o teu brinquedo,
Essa liberdade sempre nos concedo
A nossa brincadeira é criativa,
Sempre mudamos o enredo.
Temos um aroma de amor
E uma paz interior,
Que é o nosso grande segredo.
Bendigo os momentos de imensidade
perdidos nas vielas da intensidade,
entretidos nos mais tórridos momentos
varridos por nossos afastamentos;
Embora, o tempo é incapaz de afastar
o amor fixado como flecha no peito,
Demasiado é o amor que não tem jeito
vivendo no estreito [silêncio...,
Amor demais é assim mesmo:
- Não existe amor perfeito
Bendito é o meu direito de te amar!...
Nos meus versos de tanta adoração,
Vou aquietando a alma em chamas
Nos passos dados pelo [coração].
Nas minhas doces e gentis canções
Vou flutuando em glorificação
Nas intensas formas das emoções.
Nos meus pensamentos de amor
Vou escrevendo a memória
Os meus poemas virarão história.
Virando a página, seguindo em frente
abrindo o caminho para a felicidade:
- Abri as asas da liberdade em voo solo
rimando por toda a [eternidade],
Tenho flores nos braços, companhias boas
dos poetas e os meus versos de saudades.
Os versos jamais se perderão, Eles ficarão para sempre no seu coração, Além do porvir da divina flutuação,Versos acesos por uma grande paixão.
