Pequenos textos da Vida
PARALELAS
A vida que a mim consiste
Nos moldes que a razão emana
É certo, existir não existe
É concisa, fugaz e profana
O belo que a existência explicita
Enruga-se no primor da ode
No sonho da donzela se avista
E se perde a pretexto hoje
Quem dera se amanhã eu pudesse
Primar pela realidade insana
Quem sabe meu coração fenece
Ao ver enrugar-me a vida
Se bela, há de ser remota
Que nem a nossa ilusão avista.
CARA E COROA:
(Nicola Vital)
Oh! Saudades da aurora
De minha existência!
Se a vida a ti se faz ruim
A vida para mim promove
Se para ti diz-se do fim
Sua realidade a mim comove.
Enquanto jovens, temos fome
De vida...
Acorda, levanta para a vida!
O mundo é teu e não morrerás!
A busca independente da verdade
Promove à vida...
A vida que perfaz!
AÇÃO HUMANA:
Nada do que somos, somos!
Não se há vida, nem sequer morte!
Tudo o que dizemos, nada entendemos!
Nada extraímos ou nada pomos
Galgamos e esquecemos
Assim é a ação humana no plano terreno
O dia que se foi ...
Não deixou a noite mais bela, nem feia
porque o sol nasce pontualmente todos os dias
Para todos.
NOSSAS VERDADES:
É assim, sempre assim
Seja carnaval ou natal
Nossa vida um imutável
Baile de fantasias em que
Fantasiamos nossos fantasmas
Nossas paixões sem primazia
Sempre assim...
Seja carnaval seja à homilia!
Os sonhos que penso tenho
Perdem-se em fantasias
E enquanto vestimos-as ...
Calçamos meias alegrias.
E o rosto que veste a máscara
É o fosso que verte a massa
Numa odisseia de hipocrisia.
A VIDA LIDA:
Neste rio perenes de loucuras!
O permitido permite-se como tal
O que não...
como sempre se perfaz
Na contra mão do abstrato, afinal,
O poeta em sonhos se refaz.
Qual fênix do quimérico pro real
Neste leito de mazelas que me traz
Corre, core... Sobre rio surreal
Como sonho de sonhar tão magistral.
LIDA... VIDA SEVERINO:
Entre o cálice e o vinho
Cultua-se o ócio. A paixão
Aos Ciços se perde o tino
Nesta lida sem ter chão.
Sob o vinho, entre a taça
Vão-se Ciços, Severinas
Todos findos sem as graças
Da alegria ou do divino.
Findam sem glória, sem graça...
As Graças dos Ciços findos
Quanto aos vindos
Terra de sete palmos. Rasa
É a paga à lida Severino
Neste seu torrão sovino.
NINGUÉM É SENHOR DE NINGUÉM
Viver à altura do meu mister
No limiar de minha vida
Essa é a nossa maior premissa.
- A alma!
Axioma ou pura quimérica?
É certo que a lua brilha e mira-se nos lagos
Por está nas alturas...
E a doença física é a cura da alma.
Aquilo que mais me pertence
- Permite e perdoa
Somos apenas um amontoado de erros!
Ninguém é senhor de ninguém.
IDÍLIO
Todo sonho que sonhei, despojei.
Logo que nasci trancaram-me em si.
Toda vida vivida cedida tornei.
Querendo ser tudo que sonhei
Me perdi.
Separei todos os porquês!
Porque, ser é sem enquanto!
E, nem a metafísica vai explicar.
Por quê?
São duas as estradas
Que me tomam, afinal.
Ambas paralelas, bifurcais.
A de ser tua
Conduz-me a teu final.
Logo, deixo a outra, abstrata
Sem a luz de teus sinais.
A VIAGEM
A vida é o rio que passa apressado.
Então, se vê, já são 6 horas.
Nem bem navegamos, sexta-feira.
De olhar para a margem...
Passaram-se 60 anos!
E nesse paradoxo de emoções
Às margens dessas águas fugaz
Esperança, a criança que deixei
No passado a chorar...
À noite naquela euforia
Paira em sua orla a contar.
VOU CUIDAR DE MIM
Hoje, olhando para trás
Percebo que tenho menos tempo de vida para viver
Do que o que já vivi.
Possuo mais passado que futuro.
Nem mesmo o presente me é tão aprazível.
Assim, não devo perder tempo com coisas fúteis.
Com convenções sociais que não chegam a lugar algum.
Hoje, eu possuo idade para enxergar com mais sutileza as coisas.
E podar o meu jardim
Autorreflexão
Prefiro encarar as dificuldades que a vida nos faculta como o rio.
Simples assim.
O rio atinge seus objetivos porque possui a capacidade de contornar obstáculos.
E nunca caminha por estradas retilíneas.
Porque aquele que anda somente em linha reta
Nas curvaturas da vida se Dana
Viver a vida
Existem coisas que a gente gostaria de viver outra vez , outra vez, outra vez...
E outras, que outra vez gostaríamos de esquecer.
Quem falou que eu quero vencer na vida?
Não, eu quero viver a vida.
Eu não quero competir com meus irmãos
Eu quero compartilhar...
Não existe ninguém melhor que ninguém
Posso até fazer melhor uma determinada coisa
Mas há quem seja melhor que eu em outra
Competição segrega.
VIDA
Meu ciclo é próximo.
Tenho vivido o suficiente para compreender que tenho
Menos tempo de vida que o que já vivi.
Quando partir
Não me busquem em uma ínfima lápide.
Tampouco na frieza mármorea sepulcral.
Estarão entre vós meus filhos e netos.
E os meus poucos predicados.
Bons ou ruins.
Àqueles bons faça -se minha lembrança
Aos outros, perdoem-nos
Assim estarei incólume ao peso da vida.
REFLEXÃO RÁPIDA
"Dia da Mentira!" - Não é o dia, mas o período de uma vida que tenta esconder a realidade vivida em todas as áreas. É... uma vida de mentira, passada para os outros todos os dias... como se fosse uma verdade.
Ec 12:14: ”É isso. No devido tempo, Deus deixará às claras tudo o que fazemos e fará o julgamento. E ele conhece até mesmo as nossas intenções mais secretas, sejam elas boas ou más.”_
Durante a vida, em grande parte do nosso tempo dizemos aos outros, e inclusive a nós mesmos: Naquela época tudo era mais fácil. E é compreensível de certa forma, mas não é uma verdade absoluta.
Dizemos isso porque hoje temos mais conhecimento que no passado, e assim é a vida. Hoje somos mais sábios que o ontem, e isso significa que não devemos nos prender ao passado imaginando como tudo aquilo poderia ter sido diferente e asfixiar o presente. Usemos o conhecimento adquirido ao invés de nos prender a um passado inalcançável.
Amizade opõe - se a hierarquia,
Não existe o maior sobre o menor.
Laço de vida que une,
Os corações em um só.
Amor de pai, de mãe, de irmão
Sentimento de comparação sem igual.
Mas amor de amigo é diferente
Você conhece de repente,
E pra sempre presente
No momento bom e no mau.
Amigo que chora, que ri, e sabe
Que na derradeira passagem pelo mundo
Assim como união da família
É laço de nó profundo.
A parte que cabe do mundo,
Amigo no que der e vier.
Feliz é quem conta pra tudo
Novo, velho, sábio, astuto
Carrega da infância um irmão de fé.
E tudo finda.
Se não o amor,
A dor, ou a vida.
E necessariamente encontra seu fim
Das suas ações
De você,
De mim.
E tudo termina.
Encontra o final
Recomeça e se anima.
E tudo se reinventa.
A dor, o amor
o sabor.
O masoquismo real
Doloroso, e ao mesmo tempo indolor.
Não é esse o amor?
Com a cara do sertão
Ao sol, o trabalho dia-a-dia,
A vida como de um ermitão,
Testa marcada toda em fatias.
Insolação no rosto, calos nas mãos,
Nada de mordomias.
Garantindo, com isso, o pão:
A fome que se irradia.
Na Xerófila verde do sertão,
O solo clamando chia,
Restos em decomposição
De uma vida sem harmonia,
Exagero que não é pouco,
Semelhança em sintonia.
Terra rachada como é o rosto,
Identidade de um povo,
No sofrimento um do outro,
A real face nordestina.
Aprendi com você que o autismo é uma condição inerente à vida.
Seu jeito de ver o mundo mudou o meu.
Seu jeito de se comunicar transformou o meu relacionamento com os outros.
Sua maneira de agir modificou o meu comportamento.
Sua pureza fez uma limpeza no meu coração.
Você me ensinou o que é ser especial.
Brenda Vitória, após te conhecer, tudo em mim foi modificado para melhor.
O tio te ama!
A vida é mágica!
Somos como dutos limpos de passagem de Água Divina à favor do Criador quando nós colocamos à disposição desse Amor.
As maravilhas passam por nossos corações e circuito elétrico para o campo físico. Nossa missão maior é ser essa ligação entre a vontade do Criador e a manifestação dela. Tudo é Deus.
