Pequenos Gestos grande Pessoas
Um grande problema faz você se esquecer de outros problemas.
Uma grande alegria faz você resolver todos os problemas.
Só nos resta ter esperança. Pois a esperança é o grande sol em nossas vidas. Sem ela tudo é sombra, nubla os nossos corações e a tempestade é iminente.
Uma grande história nasce antes da primeira palavra, nasce antes mesmo do primeiro sonho, uma grande história nasce quando Deus permite você nascer.
Altos e baixos
Hoje sei o quanto doi o arrependimento
Saber que não posso voltar no tempo
Consertar velhos erros e sorrisos ao vento
Hoje me sinto sozinho perdido no espaço
Tentando de novo te ter em meus braços
Quando te vejo meu mundo sorri
Um simples abraço e muito pra mim
Sentir seu cheiro a pulsar pelo ar
Parece que sinto meu mundo rodar
Nunca pensei amar alguém assim
E ter meu coração batendo fora de mim
Lembro do dia que eu conheci você
Daquele momento até hoje só você
Brigas, separações, volta e reconciliação
Mas o oque mais amo
É quando olho em seus olhos e sinto que
"Somos um só coração"
É necessário muita maturidade e grandeza para se alegrar com a conquista do outro. Por isso, não espere muito dos medíocres. A inveja é tudo o que podem oferecer.
É maior aquele que constrói
casas e prédios, ou aquele que apenas pela palavra
formou todo o universo?
Será maior o médico que se formou para restaurar sua saúde e curar tua dor,
ou aquele que sem nunca estudar deu à vida ao doutor?
Deus é designer do mundo inteiro,
conhecido como o fiel, o verdadeiro!
Sua imensidão nem cabe nesse verso
mesmo quando tudo parece controverso,
ele chama para fora e sopra vida aos ossos secos.
Ele é o construtor que até o pó não desperdiçou,
ele usou e te formou!
Às vezes falo, grito,
mesmo estando mudo.
Há sentimento
que não se traduz.
As palavras não dizem tudo.
Se a esta hora o agora
se fez em você passivo,
é porque de algum modo
estou em você cativo.
Se a esta hora meu verso
é espelho e você me lê,
é porque de algum modo
estou vivo em você.
Os vencidos não têm história
e a glória é tarde
para a palavra vazia.
Sincronizo o tempo
e os vencidos escorrem
pelo ralo da pia.
Conto do Desmantelo Azul
Uma vez, durante a primavera, eu vi o mar. Era fim de tarde, eu era criança, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro, no horizonte, do céu azul com um mundo de espelho azulado com moldura azul-dourada invadiu meus olhos, arrebatou minha alma. Nunca nada mais enxerguei.
Uma vez, durante a primavera, ouvi o mar. Era fim de tarde, eu criança era, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro do marulho azul com o silêncio azulado do infinito estourou meus tímpanos, ensurdeceu minha alma. Nada nunca mais ouvi.
Uma vez, durante a primavera, cheirei o mar. Era fim de tarde, criança eu era, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro da maresia de azul salgado com o aroma celeste de um céu azulado quase noite entranhou-se pelas minhas narinas, embrenhou-se em minha alma.
Nunca mais nada cheirei.
Uma vez, durante a primavera, degustei o mar. Era fim de tarde, era eu criança, pouco mais de seis anos. Foi a primeira, foi a última vez.
O encontro de minha doce inocência com o azul salgado segredo das águas engravidou meu peito, emprenhou minha alma. Nada nunca mais provei.
Hoje, toda tarde, sento em frente ao mar, e uma suave fluida mão anil acaricia minha pele instantes antes de meu corpo se diluir na brisa marinha e meus poros explodirem em azul ao serem penetrados pela alma do mundo.
Arrancar do peito o indizível,
e deixá-lo exposto em minha cara,
pode ser um ato de extremo egoísmo,
mas é no fundo do abismo
que nascem as flores mais raras.
Não se limite
a dizer coisa com causa.
Não beba o eco ou o cio
que brota de versos alheios.
Não se banhe duas vezes
no mesmo vazio,
mesmo estando cheio.
Não caminhe por estradas conhecidas
nem queira novas perguntas
para suas velhas respostas.
Não se imite,
perca-se no caminho da volta.
O grande amor nunca se encerra. O que se encerra são os retornos que este amor mostra diante das possibilidades apresentadas.
Quanta coisa me trava:
o medo, a solidão, a palavra.
Quanta coisa me cala:
a dor, o desejo, a fala.
Quanta coisa me cria:
a palavra, a fala, a poesia.
