Pequeno

Cerca de 4573 pequeno

⁠Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.

Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.

O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.

Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.

⁠"Meu Pequeno Yan"
(para o meu sobrinho, com amor infinito)

Você chegou tão pequeno, em braços tão meus,
E desde então meu peito não é mais só meu.
Com dois aninhos e olhos que brilham,
Você enche a casa — e a alma — de vida e riso que cintila.

É inteligente, esperto, um amigo de ouro,
Fala com graça, inventa tesouros.
Corre, descobre, encanta o lugar,
Com você, tudo é motivo pra amar.

Desde que nasceu, eu estive aqui,
Cuidando, zelando, sonhando por ti.
Talvez por isso meu coração te abrace
Num espaço que ninguém mais alcançasse.

E tem algo em você que me faz chorar
— um jeito, um traço, um olhar no olhar —
Você se parece com alguém que foi luz,
Meu pai, teu avô, que está com Jesus.

Ele te amou como poucos amam na vida,
E te ver crescer reacende essa ferida.
Mas também me cura, também me acalma,
Porque é como se um pedaço dele ainda morasse em tua alma.

Tenho outros sobrinhos, amores sinceros,
Mas contigo, meu bem, é algo mais perto.
É laço de tempo, cuidado e raiz,
É um amor que me dobra, me toca, me diz:

“Espero que cresças sabendo de mim,
Do colo que fui, da força que vim.
Que mesmo adulto, ao seguir teu caminho,
Leve na memória: eu fui teu cantinho.”

Se um dia o mundo tentar te afastar,
Lembra que o meu amor vai sempre estar.
Porque amar você é viver outra vez

Inserida por alineoliveirab

⁠"O homem fez, deste universo apenas um pequeno espaço de sobrevivência "

Inserida por bobaldasi

⁠Você é feito de possibilidades infinitas. Não aceite viver pequeno.

Inserida por Vozqueninguem-ouve

⁠A Semente

O Pequeno nunca acreditou que fosse capaz de mudar. Diziam que ele era fraco, que nada daria certo. Mas ele plantou uma única semente no canto do quintal. Dia após dia, regou, conversou, acreditou. Um ano depois, tinha ali uma árvore tão alta que ninguém podia ignorar. Ele aprendeu que força não nasce de tamanho — nasce da paciência de insistir.

Inserida por Vozqueninguem-ouve

"Coisas que Não Eram Pra Ser Vistas"

Desde pequeno, sempre tive que ser forte,
como se o mundo exigisse aço em vez de pele.
Vi coisas que não eram pra ser vistas,
fardos demais para olhos tão jovens.

Lembro da despedida do meu pai,
do seu abraço — e depois,
o silêncio eterno, sem mais uma palavra.

Lembro da minha mãe me empurrando,
me chutando para os braços da minha avó,
como se amar fosse errado,
como se um abraço fosse crime.

Lembro de mim e meu primo,
duas crianças na estrada de terra,
planejando fuga com um canivete na mão,
como soldados sem guerra,
mas feridos por dentro.

Lembro da madrugada com duas tias,
uma saiu...
um tiro, um grito, um banho de sangue.
Tentei correr pra debaixo da cama,
mas fui forçado a encará-la.
Ela se apoiou em mim como bengala,
e eu, criança, virei pilar de dor.

Lembro da viatura, do meu tio gritando,
clamando pela chance de matar o atirador.
Meus olhos não paravam de chorar,
meu peito, pequeno demais pro desespero.
Ali, pedi a Deus pela minha morte,
e eu tinha apenas seis anos.

Lembro de não ter mais notícias da minha mãe,
de saber que tinha um irmão,
mas quase nunca vê-lo.
Lembro das reuniões na escola,
e do sentimento de abandono —
só descobria minhas notas
quando diziam se eu precisava de recuperação.

Lembro dos colegas com tênis novos,
e eu, só querendo que a aula acabasse
pra voar na minha bicicleta,
criança-jato rasgando a cidade,
aprendendo o que era contramão
só depois do quarto atropelamento.

Lembro da promessa do meu avô:
"Se passar com todas as notas azuis,
vai ganhar um presente!"
E eu me esforcei, estudei, lutei.
Minha avó buscou o boletim:
todas as notas... azuis como o céu.
Primeira vez que senti orgulho de mim mesmo.

Corri pra mostrar ao meu avô.
Ele me esperava no sítio.
Mas no sábado, minha avó recusou —
disse estar com dores.
No domingo fomos.
Saltei do ônibus com o boletim nas mãos,
coração aos pulos...
mas a cancela estava trancada.

Minha avó mandou que eu fosse.
E eu fui — como um cão obediente.
Pulei a cerca, corri...
e o encontrei no chão,
moscas ao redor, sem vida.

Deus, por que mais uma vez?
Por que me fazer ver
o que não era pra ser visto?

Eu tinha só 10 anos...
e já desejava a morte com o coração inteiro.

Lembro de ser tratado como delinquente
pelo tio que mais admirava.
Mesmo com boas notas,
mesmo com certificados da igreja,
seus olhos eram de ódio.

Lembro dele com uma arma,
por eu ter discutido com minha namorada.
Minha voz — mal compreendida — virou afronta.
Corri. Minha avó entrou na frente.
Corri mais ainda.
Ganhara segundos de vida.
E naquele instante, eu soube:
eu estava sozinho.

Um Pequeno Sorriso

Há dúvidas que se instalam como neblina na mente densas, persistentes, inalcançáveis por qualquer lógica. E há tristezas que não choramos, porque se tornaram parte da respiração cotidiana.

Seguimos por instinto, como quem anda sobre um fio invisível, disfarçando o peso com gestos comuns, ocultando o abismo sob passos calculados.

É uma sobrevivência sutil: esconder as ruínas enquanto oferecemos fachadas inteiras.

Talvez seja isso o que chamam de força
não a ausência da dor, mas a habilidade de seguir mesmo quando tudo desaba por dentro… e ninguém percebe.

Inserida por reinaldohilario

"Somos instantes que respiram eternidades.
Cada gesto, por mais pequeno, carrega o peso do universo.
A vida não se mede apenas pelo tempo que passa, mas pela intensidade com que tocamos o presente.
Há beleza no silêncio, verdade na dor, e luz mesmo nos dias mais escuros.
Viver é mais do que existir, é escolher, a cada amanhecer, ser inteiro, mesmo em pedaços."

Inserida por MateusSKilola

Acolhedor de sentimento.

Abraça-me forte, permita-me esconder
meu pequeno mundo em seu aperto.

Sinta-me como sentes a brisa dos ventos
avoaçar teus cabelos.

Exiba-me aos olhos dos encantos, reconstrua meus defeitos

Ama-me baixinho como Quitanda amou.

Prova-me devagarinho!

Traga-se ao meu ninho
gerai frutos que valia a confiança
em deixar-me que tenha-me feito feliz.

Inserida por WesleyNabuco

Quando alguém fizer de um pequeno girino um grande tubarão já pode tirar o certificado de de língua grande, pois fofoqueiro é a mais nova profissão.

Inserida por IlzimarDantas

⁠Diante dos mistérios do universo, sinto-me como um pequeno grão de areia.

Inserida por JacileneArruda

Um pequeno gesto, uma atitude elegante, um carinho, valem mais que milhões de palavras e ficam cravadas no coração.

Inserida por lourdesduarte

Que saibamos transformar cada pequeno instante em grandes momentos e que os sonhos que pareciam impossíveis se realizem. Que possamos eliminar tudo o que nos entristece e fere nosso coração e que a nossa fé nos fortaleça para que a luz divina nos direcione somente ao que nos engrandece . Profª Lourdes Duarte

Inserida por lourdesduarte

⁠Coração um pedaço de pequeno mas que comanda todo o corpo mas quem nunca ficou triste do nada com o peito apertado sem sabe o motivo uma do que só vem e
Acaba com você independente de onde você está triste angústia tristeza raiva do ódio mas sempre com o pensamento
Em em algo que você nem sabe o que é mas só sente a dor aí você lembra que já não tem mais lágrimas para chorar porque já chorou muito por motivos que só você sabe
E o de você se perdeu
Onde você se esqueceu que era humano
Onde você deixou a dor entra no seu peito
Onde você deixou a escuridão entra na sua vida
Onde você se esqueceu que é importante
Onde você se esqueceu da luz
Aí você só vê a escuridão o caos
E O medo e a dor que fica te mostrando como fraco e você



DHP

Inserida por dionedp_pimenta

⁠Os poetas
morrem aos poucos.
Sim, a todo momento
morre o poeta.
Cabe num pequeno
e tão óbvio instante.
Quando Poesia e razão
se confrontam com crueldade.
Esgotando o sentimento
Esmagando a fantasia
Os poetas morrem
um pouco a cada dia.
Em cada pequena desilusão.
Eu mesma já morri 18 vezes
só hoje.
É quando a poesia
mostra sua força.
Uma estrela
me contou.

Inserida por VanessaLoureiro

⁠Deus sabe que sou pequeno diante dEle e diante de todos a minha volta. Por que estou aqui para servir igualmente a todos e ajudar Independente do que me fizeram ou causaram.
Eu os amo porque Cristo vive em mim. Não porque a palavra diz que tenho ou devo. E se a palavra diz; que realmente sigamos, já que não consegui fazer naturalmente de espontânea vontade.
Ricardo Baeta.

Inserida por RicardoBaeta

⁠de longe
tudo é pequeno.

você escolheu
diminuir meu mundo.

por ignorância
te perdôo.

reafirmo que
agora é nunca mais.

Inserida por VanessaLoureiro

⁠Vem um de cada vez, o espaço já está ficando pequeno de mais para colocar invejosos.

Inserida por MatheusSV

⁠A mulher rica e seu filho picolezeiro.
O reencontro



Em uma estação,
Ainda muito pequeno,
Mas, já trabalhando como sorveteiro e o que mais pudesse me render algum dinheiro.

Caixinha de isopor nos ombros.
Garganta afinada e ladainha decorada:
-Olha o picolé! -olha o sorvete minha gente!...
Vendia muito e o dinheiro arrecadado levava para o orfanato de onde eu saia todas as manhãs para trabalhar.

Em uma tarde de quinta feira;
Se bem me lembro,
Passava das 14 horas.
Aquele sol escaldante;
Aquele raio de luz me deixava ofegante.

Estranhamente, de mim se aproximou uma senhora;
Segurou-me pela mão
E pediu-me um pouco de atenção.

E sua história a mim, foi falando.

Menino,
Nem seu nome eu sei;
Desconheço tua moradia,
Mas percebo em ti um coração gentil e inocente.
Permita-me contar um trecho de minha história?

Eu era uma casta menina;
Menina do interior,
Fui rejeitada por meus pais,
Fui maltratada pelos irmãos.
Fui odiada pelas redondezas.
Somente porque amei demais.

Conheci um jovem lavrador,
Homem forte e trabalhador.
Pele queimada pelo sol,
Gentileza era um de seus atributos.

Vivia com seus pais,
Pessoas ignorantes, sem estudo e sem cultura;
Para eles, tudo se resolvia a base da gritaria.

Namoravamos escondidos;
Nossos encontros eram intensos e cheio de promessas;
Fizemos juras de amor e não imaginavamos que pudesse haver muita dor.

A minha familia dediquei anos de amor, trabalho e gratidão;
No entanto, o troco que tive, foi desprezo, desrespeito e falta de compreensão.

Por não ser respeitada e devidamente amada,
Resolvi fugir para bem longe dali;
Deixando meu grande amor para traz,
Levando dentro de mim,
Uma eterna dor.

Parti para a cidade grande, em busca de uma vida melhor, mas nem sempre os sonhos de uma menina leiga, conseguem se concretizar.

Chamaram a polícia,
Noticiaram meu sumiço nos jornais.
Mais nunca me encontraram

Em busca de trabalho, conheci um casal de recém casados e com eles fui morar.

Para aquele amor deixado para trás,
Escritas minhas incontáveis e sem respostas, cansei de enviar.

Percebi,
Que ele não me amava o suficiente de maneira a vir me encontrar.

O tempo passou, e para aquele casal, continuava a trabalhar.

Até que um dia, a moça recém casada, decidiu fazer uma viagem.

Nos trinta dias em que ausente ela estava,
Aquele homem, seu esposo, Invadiu o meu estreito quarto e de mim se apossou.

Vedou minha boca com uma de suas mãos,sem saída,
Passada e sem chão eu fiquei.

No início, para mim foi uma tortura, mas com o passar dos minutos, por aquele homem gentil e carinhoso me apaixonei.

Cada toque, era um arrepio.
Manso, Sereno e por mim apaixonado.
Meus sentimentos afloraram e pensei estar vivendo um eterno romance.

Todas as fortes tempestades que passei,
De repente, se tornaram uma garoa morna e fina que caia em noites de inverno.

Todas as noites,
Dormia em seus braços como uma meiga e desprotegida menina.

Nunca recebi tanto carinho e atenção.
Ele foi o primeiro que me tocou e em meus ouvidos só fazia juras de amor.

Sem conhecimento algum,
Só queria ser amada,
Levada pela carência,
Entreguei-me aquele homem, de corpo, alma e coração.

Mas nem tudo é para sempre, ainda mais, um amor proibido.

Ao retornar de viagem, sua esposa algo estranho cismou.

E para piorar a situação, Grávida eu já estava daquele homem.

Meses passaram-se.
Dias e noites chorei, por não tê-lo mais a meu lado e não saber do futuro que não desejei.

Aquela mulher,
Percebendo minha barriga crescer sem parar,
Parecia que ela ja sabia do pecado que lhe rondava.

Contei,
Contei tudo que tinha acontecido,
Pois medo da verdade eu não poderia mais ter.

Ao ouviu minha história, calada e chorando ficou.

De joelhos pedi perdão. Implorei-lhe para que não me expulsasse daquele recinto.

Muda, sem voz ela chorou, jurando que não iria fazer mal a ninguém.

Meu filho nasceu.
Menino sadio, de olhos claros como o verde de grama sintética.

Coloquei nele o nome de meu pai.
Mesmo desprezada por ele, sempre o amei.

Mário José.
Menino valente, crescia sorridente como sementes em terras férteis.

Numa manhã gelada,
Um estouro no andar de cima.
Aquela mulher,
Tirara a vida daquele homem por minha causa.

Tomada por ódio,
Me expulsou de sua casa me deixando na rua com um pequeno inocente nos braços.

Os dias se passavam,
Bateu a fome, a sede e o desespero e eu na rua com aquela criança, não podia cria-lo.
Doei aquele bebê...

Sangrando e me sentindo quase sem vida, entreguei-o a um casal e nem olhei para trás.

Queria fugir da realidade mais na verdade ela sempre estava comigo.

Chorei prantos, nossa como chorei!
Chorei lágrimas de sangue e quanto mais eu chorava ,mais minha alma entristecida ficava.

Sempre acompanhei aquele menino de longe, mas não tinha como nele chegar, pois condição nenhuma eu tinha de criar.

Doze anos se passaram, e dessa cidade precisei mudar,
Mas sempre tive na mente, que um dia com meu filho eu iria estar.

Muito trabalhei,
Hoje sou uma empresária bem sucedida e
nada me falta.
Com muita luta e perseverança, venci.
Ao olhar para ti lembrei daquele menino que um dia aqui deixei.

E Você menino!
Tem ideia do que é passar por isso?

O menino responde:
- Minha história é bem semelhante a sua.
Meus pais adotivos morreram e em um orfanato eu vivo.
Meu nome é Mário José, essa coincidência não te diz nada?
A mulher já em prantos de um salto se levanta e começa a chorar.
Não chore minha mãe,
Sou seu filho,
E agora, faremos de nós, uma nova história.
Tudo o que o mundo nos tirou, Deus em sua infinita misericórdia nos uniu e abençoou.
Me dê logo um abraço,
Pois ele,
Será o primeiro que na vida eu vou ganhar.....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa

Inserida por JoseRicardo7

⁠*Quanto mais estudo, me descubro pequeno; e mais forte se torna a minha certeza de que algo inimaginavelmente grande e poderoso criou e governa todo o Universo; daí, assevero ainda mais meu estudo e é isso que recrudesce minha fé. - Deus seja louvado!* (Victor Antunes)

Inserida por VictorAntunes