Pensei que Nao te Amava
Guardo nossa história em uma caixa de veludo na memória. Não volta mais, eu sei, mas o brilho do que fomos ainda ilumina os meus dias mais cinzentos.
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
No meu jeito de ver o mundo, o amor não prende. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela não é um objeto que eu possuo, mas uma pessoa livre que eu escolhi admirar.
Amar de verdade é desapegar do controle. Ela não é minha propriedade; o meu papel é apenas deixá-la viver e ser feliz.
Amar uma mulher de verdade é entender que o meu mundo não deve ser a cela dela. Ela não é minha propriedade; amar é deixá-la viver a própria vida e ser feliz por isso.
No meu jeito de sentir, amor não combina com posse. Amar de verdade é respeitar a liberdade dela, sabendo que ela não me pertence, mas que escolhe estar ao meu lado.
O tempo pode desgastar, mas não destruir. Nosso amor tem a alma da fênix: morre em saudade para renascer em presença, sempre eterno.
O meu silêncio não é ausência de sentimento; é o cansaço de tentar explicar a dor para quem a causou.
Você não é apenas o melhor capítulo do meu livro; você é a razão pela qual eu decidi continuar escrevendo.
Superar não é esquecer; é lembrar sem sentir o coração apertar. Pelo visto, eu ainda estou no caminho.
Caminho sobre os destroços de quem eu costumava ser, procurando um reflexo que já não reconheço mais.
Chorei o que tinha para chorar, mas não me afoguei. Usei cada gota de tristeza para lavar a alma e hoje sigo em frente, com os olhos marejados de quem viveu, mas o sorriso firme de quem venceu.
O olhar feminino não mente: ele entrega o êxtase do momento e denuncia o grito mudo de quem precisa de abrigo.
