Pensei que Nao te Amava
Quero sair, quero aproveitar a vida que ainda posso me deleitar; mas não tenho forças.
Mesmo o meu corpo rogue por atividades a minha mente se mantêm estancável e imóvel.
O tédio me corrói, a solidão é visível. Mesmo a solitude sendo nobre e prezo por ela; mas estar sozinho é gritante, da mesma forma que é gritante como eu sou carente e necessito de estar com outras pessoas que me amem de verdade.
Sinto falta de conversas inteligentes, sinto falta de troca de cultura. Isso é necessário para o meu crescimento, principalmente para quem não cultua o físico ou não o convêm.
Eu procuro sempre pequenas coisas que façam sentido para continuar pelo menos aquele dia. Pelo menos até o começo da noite. Mas quando acho que encontrei pequenos sentidos, eu paro e não vejo mas nenhum sentido nisso. E novamente tudo fica de lado. E tudo fica triste. E volto ao meu sofá, vendo TV e fingindo rir de piadas rotineiras e infames.
Hoje aprecio mais as piadas de humor negro. Me sinto bem ao ouvi-las. Aprendi que pessoas que riem, sinceramente, de sua desgraça, são pessoas altamente inteligentes, pois reconhecem como Shakespeare que a vida é um sopro e nada significa.
Quando estou em algum lugar, sempre estou feliz por estar lá. Mas o caminho é muito desgastante, e normalmente ninguém quer passar isso com voce. Pois voce não vale a pena.
Estou cansado de estar cansado. Estou cansado de promessas de andar lado a lado quando estão na sua frente, mas basta estar longe e tudo vira meras falácias. Palavras sem sentido e esquecível para quem declama; mas para mim que acredito, dói muito se sentir apenas uma pessoa qualquer que apenas cruzou o caminho de alguém por afinidades parentais ou nem isso.
Sempre é assim. As coisas que antes me alegravam, nem me levantam da cama mais.
Eu grito e mostro como posso ser feliz, mas a pessoa ouve, olha no meus olhos e escuta uma coisa totalmente diferente.
Não sei até quando vou gritar e ninguém vai ouvir. Não sei até quando vou ter voz. E quando estiver mudo, ainda valerá a pena?
O mundo não para. A vida insiste em seguir. Por mais que doa e pareça que não haverá trégua, o tempo sempre encontra um modo de suavizar. A marca permanece, mas a ferida se fecha; nem sempre por inteiro, mas o suficiente para permitir o próximo passo. Há um medo profundo de olhar para dentro. De se ouvir. De navegar pelo próprio silêncio. Não é fácil seguir quando parece que a única coisa que importa desmorona. É como se o chão se quebrasse, sem nenhuma placa de “atenção”. A vida muda de rumo tão rápido e insistimos em segurar os pedaços que quebram. Depois de tempos em transe, acordamos em um mundo diferente… O que foi que houve? Culpa. Sua? Não, do outro. Culpa de Deus, da família, dos amigos… Mas não há culpa alguma. Aliás, o que a culpa é senão uma forma de nos irresponsabilizarmos de um ocorrido de que participamos? Então apenas escute. Escute seu coração gritar. Lide com a dor causada no seu próprio tempo e descanse. Não precisa correr como se tivesse um bicho-papão te seguindo. O tempo é o melhor professor, se deixar com que ele te ensine.
E, quando se trata do outro, o bloqueio é ainda maior: não escutamos, interpretamos. Não acolhemos, aconselhamos. Aquilo que chamávamos de empatia tornou-se, muitas vezes, uma projeção de nós mesmos. Um narcisismo disfarçado de cuidado. Porque a verdade é que jamais vamos compreender por completo a dor do outro. Nunca estaremos dentro dele, nunca veremos o mundo com os olhos que moldaram sua reação. Mesmo quando histórias se assemelham, o peso não se transfere: o que é dele é dele, o que é seu é seu. E, ainda assim, passa. Não como quem apaga o fogo, mas como quem deixa que ele se transforme em brasa. Não digo que cura, porque muitos confundem cura com ausência de dor. O que acontece é diferente: a dor amolece, se dobra em nós como um metal aquecido, e já não corta como antes. O tempo não cura, mas ele auxilia na transformação. Ele não apaga, mas suaviza a intensidade.
Esse caminho não é simples. Confiar é difícil, e abrir-se parece um risco alto demais. Mas é preciso ousar permitir que alguém toque nosso ritmo, nossa dor, nossa essência. Aceitar que a vida nunca será do jeito que queremos,porque não a controlamos. E, justamente nesse descontrole, pode nascer a chance: de mais amor, de mais coragem, de mais vida pulsando onde antes só havia medo! O tempo é fundamental. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, ele não é um simples remédio que nos cura apenas pelo passar dos dias. O tempo, por si só, não transforma; ele precisa da nossa colaboração ativa, da consciência de que é necessário olhar para dentro e lidar com a dor. Não adianta esperar que ele cure nossas feridas se continuarmos nos automutilando com pensamentos repetitivos e negatividade. Cada um tem seu tempo e isso não está relacionado à idade ou à maturidade, mas à nossa essência, que é imutável e profunda. É nessa essência que reside a capacidade de nos escutarmos e de permitirmos que a dor se amoleça, sem se apagar completamente, para que possamos seguir adiante.
Sobre a morte Jalison santos disse"
"A morte é a tempestade que eu não posso evitar e muito menos adianta lá, a única coisa que eu posso fazer é comprar um cobertor pois quando ela chegar estarei preparado."
Curar é um ato silencioso; não precisa de aplausos, só de intenção e verdade no coração.
Às vezes a cura vem em risadas compartilhadas, em abraços inesperados ou em olhares que dizem ‘estou aqui’.
—Purificação
Nem sempre o que tu queres tu irás conseguir, mas isso não quer dizer que tens que parar de insistir.
Se não há zelo na guarda do erário, a negligência ocupa espaço e a sociedade paga o preço do descuido. A coisa pública não deve converter-se em espaço de experimentações amadoras nem de impulsos aventureiros, porquanto cada desvio administrativo redunda em sacrifício econômico imposto à coletividade.
O velho e o novo homem, exprime traços de personalidade e de vida. Quem vive no passado, não consegui enxergar o futuro.
Lembretes diários
Não viva no ócio, seja útil, esteja sempre em movimento, ajude sempre que puder. Seja observador, não curioso, o curioso vê e não pondera, fala o que não deve e o que não sabe, o, observador se atenta aos detalhes, procura fazer o correto julgamento sobre os fatos, fala quando necessário, o silêncio é sabedoria para ele.
Mesmo sendo obrigação do Estado, por que a Igreja Católica não segue o exemplo de Santa Dulce e cria hospitais para os necessitados?
Benê Morais
Só desejo que nossas fotos ainda estejam guardadas na sua galeria,
talvez esquecidas, mas não apagadas.
Porque um dia, quando vistas,
vão fazer latejar a saudade daquilo que era bom,
daquilo que era de verdade.
Desejo que um dia seu luto acabe
e que você possa enxergar, na verdade,
quem sempre esteve ao seu lado
e caminhou em cada degrau que você subiu.
E como você subiu... amadureceu, cresceu, evoluiu.
Foi o que o nosso convívio nos proporcionou.
Desejo que, em algum momento do seu dia,
você se pegue pensando em mim,
lembrando o momento em que meu sorriso
não cabia no meu rosto ao te ver.
Desejo que nossos vídeos,
de momentos inesquecíveis,
possam fazer você recordar
o quão mágico era viver no nosso mundo.
Desejo que, mesmo lembrando e não querendo voltar,
você possa lembrar que há um coração
que ainda pulsa o seu nome.
Desejo que seja feliz na sua nova jornada,
que possa se reencontrar e se redescobrir,
sem medos e sem culpa.
Só te desejo todas as melhores coisas
que essa vida possa te oferecer,
e desejo, um dia, te reencontrar
e ver que você tomou a melhor decisão pra sua vida.
27/04/18 13h42
Karina Megiato
Jogos? Espero que não!
Sinceridade? Espero que, sim, de exageros!
Confusão? Muita, e com toda certeza.
Pura demagogia, porque, no fundo, todos têm medo de não ter ninguém do outro lado quando saltar de paraquedas.
Mas, se a convicção de que ele vai se abrir exuberante no céu não te preenche o coração,
o que será que te falta?
08/05/18 05:50
Karina Megiato
Ser espiritual não é sobre seguir ou não alguma religião.
É sobre estar conectada com o seu coração,
com o seu sentir,
com a sua alma.
Viver essa profunda relação com você mesma
é também viver uma relação com a energia divina
que habita dentro de cada uma de nós.
12/10/23 20h18
Karina Megiato
