Pensar sempre em Mim Mesma
O homem não escolhe nascer da carne, da mesma forma como não escolhe nascer do Espirito. O novo nascimento não é uma obra de Deus realizada com a colaboração do homem, mas uma obra no homem realizada total e somente pela soberania de Deus.
Eu só queria ser eu mesma quando não tenho mais nada para ser. E ainda que eu não seja, continuo sendo sem querer.
A política deve vigiar a si mesma
para não se converter em religião,
onde dogmas substituem o pensamento
e a fé ocupa o lugar da razão.
E a religião deve guardar distância da política,
para que o sagrado não seja usado
como ferramenta de poder.
Quando a política vira religião,
nasce o fanatismo.
Quando a religião vira política,
nasce o poder travestido de fé.
✍©️@MiriamDaCosta
A mesma consciência que nos permite imaginar as estrelas é a que nos prende a símbolos que nos impedem de alcançá-las.
“Respeitar uma mente brilhante não significa protegê-la de críticas, mas tratá-la com a mesma honestidade intelectual que ela ensinou.”
Se hoje me contasses algo de grave sobre teu passado, eu continuaria te querendo da mesma forma, porque a conexão de nossas almas vai muito além de algo que se passou quando nem sabia que existias, e a tua transparência e bondade superam tudo isso.
"Porque é preciso se perder para se encontrar.
Então se perca em si mesma. Se perca se buscando.
A única procura que vale é a da felicidade, da sua felicidade, o resto vem na consequência pra te completar.
Porque, afinal, o amor acontece quando você está distraída."
Você acorda todos os dias com a mesma pergunta escondida atrás das tarefas simples. Não é dita em voz alta, mas governa cada escolha. Vai vencer o fracasso ou vai morrer tentando parecer vivo. Não existe terceira opção, só existe adiamento. E adiamento também é uma forma lenta de morte.
Você, homem ou mulher, aprendeu cedo a negociar com a própria consciência. Disse a si mesmo e a si mesma que ainda não era a hora, que faltava dinheiro, tempo, apoio, coragem. O fracasso não chegou como um impacto, ele se instalou como um móvel velho no canto da sala. Sempre ali, sempre ocupando espaço, sempre fingindo que não incomoda. Mas incomoda. Corrói. Envelhece por dentro.
A história começa no dia em que você percebe que ninguém virá buscar você. Nenhuma mão surgirá do nada. Nenhuma circunstância vai se alinhar sozinha. O mundo não pausa para sua dúvida. Ele avança, empurra, atropela quem fica parado. Você olha em volta e vê pessoas que não são melhores, nem mais inteligentes, nem mais profundas. Só decidiram. E a decisão, quando repetida todos os dias, cria um tipo estranho de dignidade.
Fracassar não foi o pior. O pior foi se acostumar. Foi aceitar um trabalho que drena, relações que diminuem, sonhos que viraram piada interna. Você riu de si mesmo e de si mesma para não chorar. Disse que era realista, mas no fundo estava apenas cansado e cansada demais para sustentar o próprio desejo.
Até que um dia algo quebra. Não é um milagre. É uma exaustão lúcida. Você percebe que continuar do jeito que está dói mais do que tentar mudar. O medo ainda existe, mas perde o trono. Ele deixa de mandar. Você entende que o fracasso não é o erro, é a permanência. É repetir o mesmo dia esperando um resultado diferente e chamando isso de paciência.
“Vença o fracasso ou morra” não é um slogan bonito. É uma constatação brutal. Morrer aqui não é o corpo parar. É a identidade se dissolver. É viver como figurante da própria história. É chegar ao fim com a sensação de que você poderia ter sido alguém inteiro, mas escolheu ser funcional.
Então você começa pequeno. Ridiculamente pequeno. Um passo que ninguém aplaude. Uma escolha que ninguém vê. Você age mesmo sem garantia. Age com medo, mas age. Aprende que coragem não é ausência de pânico, é disciplina em meio a ele. Aprende que ninguém respeita quem se abandona, nem você mesmo, nem você mesma.
O fracasso tenta voltar. Ele sempre tenta. Vem com a voz conhecida dizendo que é tarde demais, que você já tentou antes, que não nasceu para isso. Mas agora você reconhece o truque. Entende que essa voz não quer te proteger, quer te manter previsível. E previsibilidade é confortável para o mundo, não para você.
A virada não é épica. É silenciosa. Um dia você olha para trás e percebe que não está mais no mesmo lugar. Não venceu tudo, não conquistou tudo, mas deixou de se trair. E isso muda a postura. O jeito de andar. O jeito de olhar as pessoas. O jeito de dormir.
Vencer o fracasso não significa nunca cair. Significa não morar no chão. Significa levantar sem dramatizar, sem romantizar, sem pedir permissão. Significa assumir que a sua vida é sua responsabilidade, mesmo quando as circunstâncias foram injustas, mesmo quando você não escolheu o ponto de partida.
No final, você entende que “ou vença o fracasso ou morra” nunca foi uma ameaça externa. Era um aviso interno. Um limite. Uma linha no chão dizendo daqui você não passa para trás. Daqui em diante, você avança ou se apaga.
E você escolhe avançar. Não porque é fácil. Não porque é bonito. Mas porque continuar vivendo pela metade já se parecia demais com morrer.
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COMO NÃO DESANIMAR DIANTE DO FRACASSO
Você chega neste ponto do livro porque já entendeu algo essencial, mesmo que ainda resista a admitir. O fracasso não é o fim do caminho. Ele é parte do terreno. O que destrói você, homem ou mulher, não é cair. É o desânimo que se instala depois da queda e começa a decidir por você. É ali que a vida começa a ser abandonada em parcelas pequenas, quase invisíveis.
Fracassar cansa. Não apenas fisicamente, mas mentalmente. O corpo até levanta, mas a mente começa a criar narrativas de desistência que soam inteligentes, maduras, prudentes. Você passa a chamar medo de cautela, fuga de sabedoria, estagnação de estabilidade. E quanto mais você repete essas histórias para si mesmo e para si mesma, mais elas parecem verdade.
Não desanimar diante dos fracassos não tem nada a ver com pensamento positivo. Não tem relação com acreditar que tudo vai dar certo. Tem relação com lucidez. Com enxergar o fracasso como um dado do processo e não como um veredito sobre quem você é. Quando você confunde resultado com identidade, qualquer erro vira uma sentença pessoal. Você não pensa “isso falhou”. Você pensa “eu sou um fracasso”. É nesse ponto que o desânimo cria raízes.
O fracasso machuca porque toca em expectativas não cumpridas. Algumas eram suas. Outras foram impostas. Você tentou corresponder a um modelo de sucesso, de maturidade, de estabilidade que nunca foi realmente escolhido por você. Quando não consegue sustentar esse modelo, a culpa aparece. E a culpa prolongada se transforma em cansaço existencial.
Desânimo não surge do nada. Ele é construído. Ele nasce da repetição de tentativas sem reflexão, de esforços desconectados de sentido, de insistir nos mesmos caminhos esperando resultados diferentes. Você se desgasta porque não ajusta a rota, apenas força o passo. E chega uma hora em que a alma pede trégua, não por preguiça, mas por saturação.
Não desanimar exige parar de romantizar a persistência cega. Persistir não é continuar do mesmo jeito. Persistir é aprender, recalibrar, mudar abordagem. É aceitar que você pode ter escolhido mal, planejado mal ou se preparado mal. Isso não diminui você. Pelo contrário. Só pessoas maduras revisam a própria estratégia sem transformar isso em drama.
Você precisa entender algo com clareza desconfortável. O fracasso não vem para te humilhar. Ele vem para te ensinar onde você ainda está operando no automático. Onde você age por impulso, por comparação, por medo de ficar para trás. O desânimo surge quando você ignora esse aprendizado e tenta seguir como se nada tivesse acontecido.
Existe uma diferença profunda entre cansar e desistir. Cansar é humano. Desistir, muitas vezes, é apenas falta de estrutura interna para lidar com frustração. Você não foi ensinado e ensinada a perder. Foi treinado e treinada para acertar rápido ou se sentir inadequado. Então, quando o erro aparece, você entra em colapso silencioso.
Não desanimar é desenvolver musculatura emocional. É aprender a sustentar o desconforto sem se abandonar. É falhar hoje e ainda assim manter uma conversa honesta consigo mesmo e consigo mesma amanhã. Sem agressão interna. Sem autodepreciação teatral. Sem frases absolutas como “nunca”, “sempre”, “nada dá certo”.
Observe com atenção. O desânimo costuma vir depois de expectativas irreais. Você espera resultados grandes demais em tempo curto demais. Espera reconhecimento antes da consistência. Espera segurança antes da experiência. Quando isso não acontece, você interpreta como sinal de que não vale a pena continuar. Mas o problema não foi o fracasso. Foi a fantasia.
Fracassos fazem parte de qualquer construção real. Quem não fracassa, normalmente não está tentando nada que exija crescimento. Está apenas se movendo dentro do conhecido. O desânimo, nesse caso, é um aviso de que você está saindo da zona confortável. E o desconforto, embora desagradável, é um indicativo de expansão.
Você precisa reaprender a conversar consigo mesmo e consigo mesma depois de errar. A maioria das pessoas se trata pior do que trataria um estranho. Você se acusa, se diminui, se ameaça com abandono. “Se eu errar de novo, eu desisto.” Essa postura não gera força. Gera medo. E o medo paralisa.
Não desanimar não significa ser duro consigo. Significa ser responsável. Responsável por ajustar o plano, revisar expectativas, cuidar da energia mental. Você não é uma máquina. É um sistema vivo. Se sobrecarrega, quebra. Se ignora os sinais, entra em colapso. Persistência sem consciência vira autossabotagem disfarçada de virtude.
Há dias em que o fracasso parece pessoal demais. Como se ele tivesse escolhido você. Nesses dias, é preciso reduzir o campo de visão. Não pense na vida inteira. Não pense no futuro distante. Pense na próxima ação possível. Pequena, concreta, executável. O desânimo se alimenta de abstrações grandes demais. A ação simples o enfraquece.
Você não precisa se sentir motivado ou motivada para continuar. Precisa estar comprometido e comprometida. Motivação oscila. Compromisso sustenta. Compromisso é continuar mesmo quando a emoção não ajuda. É entender que desistir sempre parece tentador no curto prazo, mas cobra um preço alto no longo prazo.
Fracassar também revela onde você deposita sua autoestima. Se ela está inteiramente nos resultados, cada erro vira um ataque ao seu valor. Quando você começa a construir autoestima na postura, no esforço consciente, na coerência interna, o fracasso perde o poder de te destruir. Ele passa a ser apenas um dado.
Não desanimar é aceitar que o caminho não vai validar você o tempo todo. Que haverá silêncio, indiferença, portas fechadas. E mesmo assim, você continua. Não por teimosia vazia, mas porque entende que o processo é maior que o aplauso. Quem depende de validação constante não aguenta fracassos prolongados.
Você também precisa aprender a descansar sem desistir. Muitos abandonos são, na verdade, exaustão mal interpretada. Você não precisava parar para sempre. Precisava parar um pouco. Respirar. Reorganizar. O desânimo cresce quando você trata pausa como derrota e descanso como fraqueza.
Fracassos repetidos pedem análise, não autopunição. O que exatamente não funcionou. Onde você insistiu no que já estava claro que não dava retorno. Onde você ignorou sinais. Onde você terceirizou decisões. Não desanimar é usar o fracasso como ferramenta, não como sentença.
Chega um momento em que você entende que o maior fracasso seria desistir de si mesmo e de si mesma. Não do projeto, não do plano específico, mas da própria capacidade de aprender e se reinventar. Quando você mantém essa base intacta, nenhum fracasso consegue te apagar por completo.
Você não precisa vencer sempre. Precisa continuar inteiro e inteira o suficiente para tentar de novo com mais consciência. O desânimo perde força quando você para de exigir perfeição e começa a exigir honestidade consigo.
Persistir, no fim das contas, não é um ato heroico. É um hábito silencioso. Um acordo diário de não se abandonar, mesmo quando o resultado ainda não apareceu. É isso que separa quem atravessa os fracassos de quem se perde dentro deles.
E se você chegou até aqui, lendo com atenção, já sabe que desistir nunca foi falta de capacidade. Sempre foi falta de sustentação interna. Essa sustentação se constrói agora, com clareza, responsabilidade e continuidade.
Você não precisa provar nada para o mundo. Precisa apenas não se trair diante do primeiro, do segundo ou do décimo fracasso. Porque fracassar faz parte. Desanimar é opcional.
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Fim
O gênio é aquele que, a cada dia, faz a mesma coisa de que gosta durante muito tempo, até adquirir uma habilidade refinada e ímpar.
🧠📚
Esperar
E receber a falta de tempo
desejar
E não sentir a mesma intensidade
Cantar
um solo, quando deveria ser em dueto
Agir
E não ter em troca a reação
No fim,
O gozo
Se torna um despejo
A mão
É melhor que pernas e entremeios
A solidão
É melhor que a companhia.
Enquanto se luta com a realidade distante, perde-se os sonhos pelo medo do seu fim imediato.
O "inferno" foi inventado pela igreja para controlar as pessoas pelo medo;
Da mesma forma que o "karma" é usado pelo espiritismo para controlar as pessoas pelo medo.
A História em si, é basicamente a mesma, um povo acuado é o retrato fiel de uma sociedade visivelmente doente
Todos os dias são dias de agradecer.
Ninguém vive as mesmas 24 horas da mesma forma.
Cada um de nós é diferente e enfrenta lutas diárias distintas.
Busque driblar seus desafios e seguir em direção às suas metas.
Agradeça pelo hoje, agradeça pela vida.
Deus dará a sua recompensa na hora certa. ✨
Quer ajudar uma pessoa de verdade mesmo? Entre na mesma situação que ela e mostre como sair; se você não sair, é porque precisa de ajuda também.
E quem precisa de ajuda não pode ajudar quem precisa.
Desafio
Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.
Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.
E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.
Rita Padoin
Escritora
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