Pensar sempre em Mim Mesma

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⁠Sou aquela pessoa que acredita no bem e o cultiva em cada ato. Carrego dentro de mim a convicção de que, mesmo diante das dificuldades, é possível encontrar motivos para sorrir e espalhar felicidade. Acredito que o bem é uma escolha, uma postura diante da vida que nos torna capazes de transformar o mundo em um lugar melhor.

Convido você a trilhar o caminho do bem ao meu lado. Que possamos espalhar sorrisos, abraços e desejos sinceros de felicidade por onde passarmos. Que cada gesto seja um lembrete de que vale a pena acreditar no bem e que a vida pode ser bela quando a vivemos com amor e gratidão.

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

Agradeço a Deus, pelas oportunidades que se apresentam diante de mim, permitindo-me crescer, aprender e evoluir constantemente. E, acima de tudo, sou grata por ter ao meu lado as pessoas que amo, compartilhando desse mesmo privilégio de acordar e viver a plenitude de mais um dia...

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Havia uma confusão do lado de fora,
mas dentro de mim… um vazio que calava tudo.
Nem a vontade se manifestava,
nem os sentimentos encontravam nome.
Era como se o mundo gritasse
e meu coração tivesse esquecido como responder.
Respirei fundo.
Às vezes, o silêncio é só o começo de um reencontro.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Inserida por EdnadeAndrade

⁠O velho
(versão II)

Quis depor dentro de mim, mas impossível
Não cabia dentro de mim um juiz,
Mas um dia coube o meu eu, tão orgulhoso!

Os meus defeitos continuaram sãos por muito tempo
As minhas mãos, aniquiladas pelo perdão que nunca veio
O bolor tomou conta de toda a minha pele.

Envelheci...
Mais caduco era antes com aqueles risos falsos
Hoje, orgulho-me de não ser nada e falar claro.

Muitas vezes sou criança e todos correm atrás de mim
Falo do mundo, xingo, brigo com os gatos!
Mas que importa? Sou um velho sincero como tantos.

Às vezes paro numa época da vida
Lembro-me dos filhos, colho flores
Procuro a namorada que antes me acariciava...
Sinto seus beijos e suas mãos em meus cabelos.

Sou um velho rabugento e espero passar o tempo
Aguardo a morte e vejo minha eterna namorado me acenando
Ralho com os mortos, pois é mais perto deles que me encontro agora.

abril/ 1971

Inserida por hidely_fratini

⁠*Chuva e fantasia*

Chove fininho lá fora.
Cada gotícula, um mundo!💦
Fora de mim, chuva constante.
Dentro, o Sol resplandece,💥
Segue seu rumo.
Zênite a pino,
Reluz.💥
Clareia.
Sigo meu curso!

junho/ 2021

Inserida por hidely_fratini

⁠BEIRA
(inspiração adolescente)

Com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Eu sou um revoltado...
-- Ora quero amor.
-- Ora a solidão.
Com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Eu sou um neurótico.
-- Ora não sei por onde vou.
-- Ora encontro só caminhos.
Mas com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Bem, eu sou um quase louco.
-- Ora não reconheço imagens.
-- Ora, há hora em que há menos ainda.
Com licença, eu me vou!
Aqui não é lugar pra mim.
-- Ora nem para ti.
-- Ora nem para nós todos!
Nós somos... quase.
Só isso!
Um pouco de nada com um toque de cor!

Set/ 1970

Inserida por hidely_fratini

⁠PARTES ARRANCADAS DE MIM
(amor integrativo)

Parte complementar arrancada de mim...
Vivi como mutilada
Hora sem mãos, pés ou cabeça
Faltando-me de mim

Ah, essa parte arrancada do outro em mim...
Levada embora
Jamais retornada

Faltou-me a boca perfumada
Nunca mais beijada, nem outras encontradas
Inigualável em intimidade e emoção

Ah, essas partes arrancadas,
Multiplicadas,
Nunca preenchidas
Busca que vem de longe, de mares não navegáveis
Percebidas cedo
Encontradas
Depois perdidas em múltiplas etapas

As, essas partes do outro arrancadas de mim...
Faltas multiplicadas ao infinito
Nunca mais apartadas, nem retornadas
Ah, que falta sinto delas em mim!

2024

Inserida por hidely_fratini

⁠TRINTA E UM DE DEZEMBRO DE DOIS MIL E VINTE E UM

Mais um ano passou por mim
e por todos os seres.
2021 vai-se como todos os demais anos.
Apesar de ser, tão somente, ilusório,
o planeta retoma a trajetória a partir do mesmo ponto,
após 365 dias terrestres e uns quebrados.

Eu passei, também, com ele.
Envolvida pelo tempo,
entrelaço-me com as estrelas
querendo voar longe e bem mais...

Deixar os que estão por perto
para perder-me em mim.
Se possível, com outro ser que adentre novos buracos luzes:
- um parceiro, que busco, por haver me enganado no passado
- e por estar na labuta por (a)braços, cheiros e trilhas!

Mas quem se importa?

A vida,
penso saber,
é mais que ter parceiros individuais, ser d’um só coração.

Precisamos de muitos braços e corações para os projetos verdadeiros,
indo além:
• pensar e encontrar novos caminhos
• enfrentar o que for necessário
• superar as mágoas e tragédias
• estender as mãos aos irmãos para ajudar
• buscar conhecimento universal e sabedoria
• ter sonhos e esperança
• realizar o que for possível e, muito mais,
• para encontrar o improvável!

As pessoas devem ultrapassar as barreiras...
dos preconceitos e das divisões sociais.
A Mãe Natureza, tão maltratada por nós todos,
reivindica seus espaços e os reconquistará,
pois é da sua essência não se submeter ao imponderável!

Inserida por hidely_fratini

⁠Orarei por cada um de vocês, pois quando não tiver forças para orar, espero que também orem por mim.

Inserida por Joaquimgabriel

Apenas confie em mim,como eu confio em você...

Inserida por leonardoromanelli

Sempre que você vai embora, leva um pedaço de mim com você...

Inserida por leonardoromanelli

⁠Sei só até onde sou,
contemporânea de mim.

Ferreira Gullar
Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

Nota: Trecho do poema Reflexão.

...Mais
Inserida por PriSpinardi

⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Ai, ai de mim...
Enquanto caminho eu já sou o passado...

Todos os momentos que nos coroaram...
Todas as estradas que abrimos
irão achando seu fim...

Dessa procura extenuante e precisa...
Não teremos sinal senão o de saber que iremos, por onde formos, de encontro de um para o outro...

Cinzenta é a cor do céu... Decerto vai chover...
Soa um cântico antigo no vento dessa tarde...

Nos bancos tristes que há na cidade...
Sobe em mim próprio como um desejo
Ou um remorso da mocidade…

Gente igual por dentro...
Gente igual por fora...
Não sei qual abismo temo...
Salvo, apenas, o meu sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...

Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...

Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...

Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...

No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por fazer lisonja às flores...
Invejosas as estrelas para mim não brilham mais...

Um negro azul-cinzento...
De onde o oriente dorme...
Tardo sono...
Frio sem vento...
Silêncio que se ouve...
Coração vazio e mal que se sente...
De quando ama e não tem...

Que hei-de fazer senão sonhar...
Dia após dia...
Sentindo tudo de todas as maneiras...

Mas a noite perdura uma calma de espanto...
Somente a lua na escuridão sussurrando...
-Podia ter sido amor,
e foi apenas traição...

O medo dará seu último vintém...
Nesse desassossego que me fustiga...
Pouco a pouco passando...
Minha incerta vida...

Tão negro o labirinto...
Ai de mim, que nem pressinto...
Em meu rosto pálido nenhum fulgor...

Não foi nada, não foi nada:
poderia ter sido amor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...

Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...

Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...

Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...

Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...

Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...

Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...

Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...

Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um dia, talvez, haverá novos sonhos...
Ouvirei com encanto alguém que não conheço...
Para mim será o começo de tudo...
O começo de um novo mundo...

Agora para mim já tão frio e já tão tarde...
E sem fazer nenhum alarde...
A minha alma não descansa...
Não sou nem mesmo uma lembrança...
Uma esquecida sombra que ninguém repara...

Todo o amor é desejar...
Embora se viva às avessas...
Se o tempo troteia...
E pesa como uma estrela...
Quão afortunados são os amantes...
Quão infelizes os ignorantes...

Estranha cousa esta...
A ventura de querer ver-te bem...
Mãos de renúncia...
Mãos de amargor...
Ao perder seu amor...

Semente divina...
Que só n’alma germina...
Exalta o viver...
Em doce tortura...
Ai amor...
Que sorte de quem tem você...

Repara...
Aqui eu sem luz e sem vida...
Quando, alta noite, me reclino e deito...
Clamo por ti...

No vazio do meu leito...
Só o silêncio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No declive do tempo os anos correm...
E o tempo esmaga tudo...
Ai, ai de mim enquanto caminho...

São inúteis as palavras destes versos...
Nada entenderás...

Só quero o que me é devido...
Com licença, quero passar,
Tenho pressa de viver...
Não tenho tempo a perder...

Nesses dias que embranquecem meus cabelos…
Ferido de silêncio duro e violento...
Com um beijo me despeço...

Eu andava à sua procura quando ainda não existias...
Sinto...
Sem planejar nenhum destino...
Que é preciso partir...
Os nossos sonhos uniram-se
talvez muito tarde...

Anda a bruma a fazer-me medo...
Não há luar,
Não há estrelas...
Já não sei mais o quero...
Já não sei o que vejo...

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...

O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...

A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...

Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...

No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...

Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...

Sandro Paschoal Nogueira