Pensar sempre em Mim Mesma
Ama-me sem pressa. Desperta em mim um fogo que percorre cada centímetro da minha pele, deixando meus sentidos à flor da pele. Há um desejo intenso que cresce a cada pensamento em você, uma vontade que se torna impossível de ignorar. Meu corpo e minha imaginação parecem chamar pelo seu toque, enquanto a expectativa do nosso encontro transforma cada instante em pura ansiedade e paixão.
Será que sou uma pessoa ruim?
A pergunta parte da ilusão de que exista algo fixo em mim — uma essência, um rótulo, uma verdade escondida esperando ser descoberta.
Mas talvez não haja nada por trás.Talvez eu não seja “bom” nem “ruim”, apenas um ser lançado no mundo, condenado a existir antes de se explicar.
A angústia não vem do erro, mas da liberdade:não há destino escrito, nem justificativa suficiente, apenas escolhas que se acumulam e depois parecem sentença.
E se não há essência que me defina,também não há culpa que me absolva por completo.
Resta o desconforto de ser aquilo que ainda não terminei de escolher ser.E a estranha responsabilidade de continuar — mesmo quando nada dentro parece pedir continuidade.
Existe uma sabedoria em mim desenhada para uma vastidão de momentos cravejados no meu futuro, essa sede por viver cada momento me aquece o coração como combustível.
Não foi lavrada somente por história, foi moldada também nos silêncios e na escuta respeitosa ao meu soberano.
Existe uma sede por encontrar além das chegadas, os afetos, as partidas, os abraços.
Responsório
Santo Antônio,
procurai para mim a carteira perdida,
vós que estais desafadigado,
gozando junto de Deus a recompensa dos justos.
Estão nela a paga do meu trabalho por um mês,
documentos e um retrato
onde apareço cansada, com uma cara
que ninguém olhará mais de uma vez
a não ser vós, que já em vida
vos apiedáveis dos tormentos humanos:
sumiu a agulha da bordadeira,
sumiu o namorado,
o navio no alto-mar,
sumiu o dinheiro no ar.
Tenho que comprar coisas, pagar contas,
dívidas de existir neste planeta convulso.
Prometo-vos uma vela de cera,
um terço do meu salário
e outro que rezarei
pra entoar vossos louvores, ó Martelo dos Hereges,
cuja língua restou fresca
entre vossos ossos, intacta.
Servo do Senhor, procurai para mim a carteira perdida
e, se tal não aprouver a Deus para a salvação da minha
[alma,
procurai antes me ensinar
a viver como vós,
como um pobre de Deus.
Amém!
Tenho tudo que declarei pra mim no silêncio 🤐🪐,mas
não tenho nada do que contei como segredo que ia comprar 🧟♂️
🕳️
Minha linda, você é a perfeição para mim.
Eu amo cada traço seu — o mau feitio, a frieza, a falta de jeito com a casa e o dinheiro. Para os outros são falhas, mas para mim, são os detalhes que provam:
Eu amo a totalidade do seu caos e da sua intensidade.
Você é a mulher mais linda que eu já conheci, e eu te amo apesar de tudo e por causa de tudo que você é.
Tudo é lindo em você!
Tal qual os raios do Sol que toca meu rosto pela manhã, assim foi para mim cada momento em que você esteve online para me dizer 'bom dia', tocando meu coração com sua ternura de ser
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.
Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.
Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.
Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.
É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.
Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.
Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.
É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…
Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.
E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.
Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.
Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.
Passei por mim à janela e perguntei-me: Onde vais?
Horas depois, voltei e perguntei-me: De onde terei vindo?
Tentaram arrancar de mim, o sorriso…
Por um tempo, deixei de me reconhecer com ternura, tentaram interferir meu autovalor, não souberam segurar o que havia de mais bonito em mim.
Mas a esperança tem o hábito suave das manhãs: entra pela fresta, acende o quarto aos poucos e devolve cor ao que parecia apagado.
Ela chega sem pressa, como chuva fina que amolece a terra depois da seca, reconstruindo em silêncio o que a dor tentou reduzir a pó. Hoje, eu me olho no espelho e começo a reencontrar, entre as rachaduras e a luz, a mulher que sempre me habitou.
Decidi que minha autoestima nunca morreu. Ela apenas adormeceu como semente sob o inverno, esperando o instante certo para florescer de novo, quando eu escolhi me amar sem medida.
A esperança nunca abandonou meu coração, eu entendi que o recomeço não é um passo tímido: é uma primavera inteira abrindo caminho dentro da gente, sempre mais forte do que o sofrimento.
O medo morou em mim por tempo demais. Hoje é o dia do despejo. O caminhão da decisão já está à porta, pronto para trazer a mudança que venho adiando.
Dentro de mim, mora muito mais que amizade por você, mora respeito, gratidão e alegria de ser seu amigo...
"" Quase no fim do mundo
Ouço uma voz
E ela diz a todo instante
Não desista de mim
Não se afaste assim
Eu sou o que te falta
A paz que precisas
O amor que mereces...""
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