Pensao do Pai
Corujinha
Ao meu pai, que dedicou a vida a cuidar da minha família: que os teus pés se mantenham firmes e que o peso da velhice não consuma o fogo da juventude no teu coração.
Não houve para mim maior honra do que viver todos os dias ao teu lado, aprendendo e me tornando melhor a cada amanhecer. Se não fosse a tua paciência, eu já me teria perdido pelo mundo.
Dedicarei os meus dias a cuidar da tua velhice e serei um filho paciente. Perdão por culpar-te pelas minhas irresponsabilidades e perdão por não ter controlado a minha língua.
Muitas vezes, te xinguei por não ter maturidade para entender a realidade, nem fui forte o suficiente para nos tirar das dificuldades; nunca fui forte o bastante.
Mas, enquanto eu puder viver, cumprirei uma última promessa: dedicarei meus dias a ti e cumprirei, ao teu lado, a missão de transformar minha irmã e tua filha em uma grande profissional.
Talvez essa seja a minha redenção.
Para, Francisco Júlio
De KANGAl
O tempo seguiu sua trilha, mas, dentro do meu coração, meu pai ainda caminha com seus trinta e poucos anos — firme, invencível, como se os calendários jamais tivessem ousado tocá-lo. Talvez por isso a realidade doa tanto: vê-lo ser tratado como um velho. Não é apenas a idade que pesa, mas o abismo entre a memória e o presente, entre o homem que permanece vivo em seu coração e aquele que o tempo, silenciosa e inevitavelmente, marcou.
Esperar algo além da dádiva da vida é vaidade. Assim como um filho espera algo do pai, ou uma mãe que cria expectativas em relação à filha. Um filho simplesmente não pode visitar ouse despedir de quem ama ? Mesmo que sua própria família não compartilhe desse amor
Há dívidas que o ouro resgata;
há outras que apenas a honra pode pagar.
Pobre não é o pai que assina por amor,
mas o filho que deixa o amor vencer os juros.
Porque a moeda que pesa sobre o velho
jamais será tão pesada
quanto a ingratidão que pesa sobre a consciência.
Quem faz do pai um fiador de seus sonhos
e o abandona à própria sorte,
esquece que o primeiro crédito de sua vida
foi o colo que nunca lhe cobrou nada.
Honra teu pai antes que o tempo
cobre a dívida que nenhum homem
poderá quitar com lágrimas.
A Casa do Pai
O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.
O Primeiro Amor
Cresci escutando que o primeiro amor da vida de uma menina é o pai. Nunca ouvi tanta mentira caber em tão poucas palavras.
Porque o primeiro amor de um filho não deveria ser definido pelo gênero, mas pelo vínculo, pelo cuidado, pelo lugar onde o coração encontra o primeiro abrigo. E, para mim, esse primeiro amor sempre foi a mãe.
É nela que encontramos conforto, é no colo dela que descobrimos aconchego, é na voz dela que encontramos calma quando ainda nem sabemos explicar o que sentimos. É através dela que a vida começa, é dentro dela que, antes mesmo de conhecermos o mundo, já somos existência, já somos parte de alguém.
Antes de aprender a amar qualquer outra pessoa, aprendemos o amor através dela. Antes de conhecer qualquer paixão, conhecemos o calor de um colo. Antes de entender o significado de pertencimento, já pertencemos a alguém.
Talvez o primeiro amor não seja aquele que nos ensina a amar romanticamente. Talvez seja aquele que nos ensina, pela primeira vez, o que significa ser amado.
E é por isso que nunca consegui enxergar verdade nessa frase que colocaram tantas vezes como regra. Porque amor não é uma fórmula, não é uma sentença pronta e muito menos uma definição baseada em gênero.
O primeiro amor é aquele que nos acolhe quando ainda somos pequenos demais para compreender o mundo. É aquele que nos reconhece antes mesmo de sabermos quem somos. É aquele que nos oferece abrigo quando tudo ao redor ainda é desconhecido.
E, para mim, esse amor tem nome: mãe.
Porque antes de qualquer romance, antes de qualquer paixão, antes de qualquer pessoa que um dia possa chegar e ocupar espaço no coração, existe aquela que nos ensinou, mesmo sem palavras, que amar também é cuidar, proteger, acolher e permanecer.
O primeiro amor não é necessariamente quem um dia fará o coração bater mais forte.
É quem, um dia, ensinou esse coração a bater.
João 15:1-4
[1] – Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor. [2] Ele corta todo ramo que, estando em mim, não der fruto. E poda todo aquele que der fruto, para que dê mais fruto ainda. [3] Vocês já estão limpos, pela palavra que tenho falado. [4] Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Como um ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim vocês também não podem dar fruto se não Bom permanecerem em mim. Dia
Meu Pai Terreno
Você foi a presença e a saudade,
Um enigma difícil de decifrar.
Às vezes lendo a sua alma inteira,
Outras vezes vendo você se distanciar.
A vida foi curta, o tempo foi pouco,
E as sombras do mundo quiseram levar
O homem que trazia nos olhos um sonho:
O desejo bonito de me ver voar.
Mas guardo no peito o seu melhor gesto,
A lembrança mais pura que não vai partir:
Suas mãos no meu cabelo, o cuidado no banho,
Arrumando a pequena pra o mundo florir.
Você queria me mostrar um lugar lindo,
Passear em família, nos dar o melhor,
E mesmo nas lutas que travou sozinho,
Seu amor de pai quis me fazer maior.
Pai terreno, de marcas e afetos,
Ficou a memória do que foi amor.
O tempo foi breve, mas foi intenso,
E na minha história, o seu cuidado ficou.
Sobre Abusadores e Abusados
Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.
Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.
Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.
Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.
Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!
O solo da terra é o útero que recebe as sementes, o agricultor o pai que semeia a vida pra nos dar a vida!
Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!
“Quando você não está no colo de sua mãe ou pai, lembre-se: seu riso ou choro pode incomodar muita gente.” AryUchôa
EQM — UM MUNDO REAL - VIDA PÓS-MORTE.
“NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS”:
UMA REFLEXÃO SOBRE A CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA FÍSICA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A morte, eis o grande enigma diante do qual a humanidade se detém. Desde os filósofos da Antiguidade até os pesquisadores contemporâneos, permanece a pergunta fundamental: a consciência humana desaparece com a falência do corpo físico ou continua sua trajetória em outra dimensão da existência?
Durante séculos, muitos imaginaram a morte como um ponto final, o último capítulo de uma história encerrada definitivamente. Entretanto, milhares de relatos de Experiências de Quase Morte (EQM), estudados por pesquisadores de diferentes áreas, trouxeram novamente ao debate científico e filosófico uma questão que acompanha o ser humano desde suas origens: a possibilidade da sobrevivência da consciência após a morte corporal.
É nesse contexto que ressurge, com extraordinária profundidade, a afirmação de Jesus:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
(João 14:2)
Para a visão espírita, essa frase não representa apenas uma metáfora religiosa, mas uma revelação acerca da pluralidade dos mundos e dos diferentes estados de evolução espiritual. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, apresenta a ideia de que o Universo é muito mais amplo do que a limitada percepção humana, sendo composto por diferentes mundos e condições espirituais adequadas ao progresso dos seres.
Limitar as possibilidades da vida espiritual seria, de certa maneira, limitar a própria grandeza divina. O orgulho humano frequentemente tenta enquadrar Deus dentro dos estreitos limites daquilo que consegue compreender. Entretanto, a inteligência humana, ainda em processo de desenvolvimento, não pode transformar sua própria limitação em medida absoluta do infinito.
A CIÊNCIA DIANTE DO MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA.
A Experiência de Quase Morte tornou-se um dos fenômenos mais estudados na atualidade. Pesquisadores como Raymond Moody e Elisabeth Kübler-Ross reuniram inúmeros relatos de pessoas que, após situações críticas de parada cardíaca ou coma profundo, descreveram experiências semelhantes:
sensação de paz profunda;
desprendimento do corpo físico;
percepção do ambiente por uma perspectiva diferente;
encontro com familiares ou seres luminosos;
revisão dos acontecimentos da própria vida;
sensação de uma realidade mais ampla e intensa que a experiência material.
Um dos casos que despertou grande repercussão foi o do neurocirurgião Eben Alexander III, que relatou uma experiência durante um coma profundo causado por meningite. Antes do acontecimento, como muitos profissionais formados dentro de uma visão estritamente materialista, considerava improvável a ideia de consciência independente do cérebro. Após sua vivência, passou a defender que a realidade da consciência poderia ser muito mais complexa do que a simples atividade cerebral.
Naturalmente, a ciência ainda debate as interpretações desses fenômenos. Existem pesquisadores que procuram explicações neurológicas, enquanto outros consideram que certos aspectos das EQMs desafiam completamente uma explicação materialista simples. O valor dessas experiências está justamente em ampliar a investigação sobre aquilo que ainda não compreendemos plenamente.
A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
A Doutrina Espírita não apresenta a sobrevivência da alma como uma crença baseada apenas na fé, mas como resultado de uma análise racional dos fenômenos espirituais. Desde as pesquisas de Allan Kardec até estudos posteriores sobre fenômenos psíquicos, diversos pesquisadores não ligados ao Espiritismo investigaram manifestações que apontariam para uma realidade além do corpo físico.
Entre essas obras, destaca-se a trilogia de Camille Flammarion sobre os fenômenos relacionados à morte e à sobrevivência da alma, analisando aspectos como:
a independência da alma em relação ao corpo;
manifestações durante o processo da morte;
fenômenos de aparições e comunicações;
a possibilidade de continuidade da existência espiritual.
A grande questão não é apenas saber se existe vida depois da morte, mas compreender que tipo de vida é essa e qual o sentido moral de nossa existência atual.
Para o Espiritismo, a vida física é uma etapa educativa. O Espírito não nasce no corpo para simplesmente desaparecer depois de alguns anos, mas para desenvolver inteligência, sentimento e responsabilidade diante das leis divinas.
A GRANDEZA DE DEUS NÃO CABE NA PEQUENEZ HUMANA.
Negar qualquer possibilidade além da matéria pode ser tão precipitado quanto aceitar qualquer ideia sem reflexão. A verdadeira postura diante do infinito deve ser a humildade intelectual.
Deus não necessita da aprovação humana para existir. A verdade divina não diminui porque o homem ainda não conseguiu compreendê-la plenamente.
A arrogância de querer reduzir o Universo ao tamanho de nossa percepção é apenas outra forma de ignorância. O sábio não é aquele que afirma conhecer tudo, mas aquele que reconhece a vastidão daquilo que ainda precisa aprender.
A frase de Jesus permanece como uma chave de esperança:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
Talvez essas moradas sejam muito mais amplas do que imaginamos: mundos físicos, dimensões espirituais, estados de consciência e caminhos infinitos de evolução.
A morte, portanto, não seria o silêncio definitivo, mas a passagem para outra etapa da jornada.
Porque, diante da eternidade, a pergunta mais profunda talvez não seja:
“Existe vida após a morte?”
Mas sim:
“Estamos preparados para a vida que continua depois dela?”
O corpo termina sua jornada. O Espírito prossegue seu caminho. E a vida, em sua essência divina, jamais deixa de existir.
“Passei anos acreditando que o amor bastava para esconder o cansaço de um pai que aprendia sozinho a não desmoronar diante dos próprios filhos.”
De pai pra filho
Ainda escuto..
seu primeiro choro, as primeiras risadinhas, o primeiro papai, o tilintar do portão seguido de pai?!, a frase "também te amo pai", ainda escuto a sua voz..
Ainda vejo..
o engatinhar, os primeiros passos, os primeiros chutes, as primeiras pedaladas, o primeiro dia de aula..
Ainda sinto..
Sua alegria em viajar para o Japão, na aprovação do vestibular, seus medos, sua coragem, força e sua presença..
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