Escondo com um sorriso a dor que me cega a alma, assim não darei aos maus o prazer de me verem sofrendo e darei aos que me amam a doce e falsa ilusão da minha eterna felicidade.
(jun/88)
Talvez eu seja mais um desses capengas da solidão.
Sorriso no bolso, cachaça na mão.
Cabeça vazia, asas no chão.
Gosto da crise e do destaque, corroído sou pela própria distração.
No alto dos céus uma luz ofuscante brilha.
No lumiar das eras minha vida e meu sorriso se ampliam.
Em cada desejo meu busco sua felicidade.
Em sonhos antigos e serenos do teu amor tenho saudades.
Amo-te hoje e para sempre ei de amar, e quando meu fim chegar.
Quero mais uma vez tua mão tocar.