Pensamentos Dor
Perder alguém para a morte é uma dor que a vida nos impõe. Perder alguém que escolheu partir é uma lição que a vida nos ensina. Nem toda ausência representa uma perda; algumas apenas revelam quem realmente caminhava ao nosso lado.
Quem aceitaria viver tal expectativa? Que amor suportaria tal dor? Só um coração que ama e crê, aceita sofrer pelo amado.
A caridade que anula a responsabilidade do outro não cura a sua dor, apenas adoece a sua própria liberdade.
Durante a vida experimentamos a alegria, a dor, os encontros, as despedidas e o aprendizado de sermos humanos.
Devo desfazer?
Devo me deixar ir?
Me despedir?
Bom dia!
E essa dor?
Desse tremor?
Isso é amor?
Bom tarde!
O que viveu?
O que aconteceu?
Mas e eu?
Boa noite!
Devo escutar?
Me atormentar?
Devo cantar?
Boa.
Estou em uma profunda dúvida se transformo toda essa dor em texto ou somente bebo uma generosa dose de gin.
Pressiono minhas feridas intensamente com a fútil esperança de que a dor acabe ou a dor de uma esconda as demais.
Quem foge da dor nunca será forte. O kamorrista encara o sofrimento de frente, sangra em silêncio e transforma humilhação em poder.
A dor da perda nos afirma como humanos e nos afortuna com a saudade. Não tenha medo da dor; perceba-a como aprendizado e como um novo caminho.
Que a humanidade nunca seja esquecida diante da pressa por curtidas, alcance ou validação. Há dores, histórias e vidas reais por trás de cada imagem, notícia e comentário. Respeitar a dignidade humana deve estar sempre acima de qualquer disputa por atenção.
Nenhum alcance justifica transformar a dor de alguém em espetáculo. Quando a humanidade se perde, qualquer engajamento se torna vazio.
